<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016</id><updated>2012-02-15T05:04:17.390Z</updated><title type='text'>NARC</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>104</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-2185478926195442718</id><published>2008-05-13T20:17:00.003+01:00</published><updated>2008-05-14T22:21:34.257+01:00</updated><title type='text'>Riding Pânico</title><content type='html'>Tomando do principio que possa existir a possibilidade de não haver qualquer sentido no simples padrão da razão comum a qualquer um... quando chegada a essa conclusão, já é tarde demais para qualquer lógica aceite pelos olhares mais condescendentes. E nesse instante, o abstracto domina quase que espiritualmente todos os significados da, á primeira vista, simples palavra: sentir.&lt;br /&gt;Talvez seja complicado explicar como é deixar o corpo fluir sensorialmente sons, sob qualquer instrumento existente. É como drenar um pedaço de pensamento: abstracto e estranhamente realizador. Mas não será assim tão difícil apelar imperativamente a uma mente que se sinta, se faça sentir ou se deixe sentir. Se deixe ser. Pecado é nem saber o que isto possa querer dizer. Mas o que não há forma é de aprender a sentir, diz a mais estranha das lógicas.&lt;br /&gt;Dá os goles que forem necessários. Água? Vodka? Não faço caso; o que te ajudar a engolir orgulho. Todo aquele que possa haver por qualquer dogma que não consigas explicar. Do mais social ao espiritual. Quando a dúvida surgir, porque irá certamente bater ao de leve nesta ou naquela parte do cérebro, convida-a a entrar. Tomem um chá, conversem. Existem até livros sobre desbloqueadores de conversa. Pode ser que por mero acaso se conheçam lugares nunca antes visitados; não fosse a dúvida uma vadia de mão macia. &lt;br /&gt;Não existem dicionários, nem cursos apoiados em acetatos, mas sensações que formam ligações e ligações que geram sensações. Mesmo na situação de não haver necessariamente uma situação. Lugares. Pessoas. Pedaços de imagens que se fotogram mentalmente e momentos que accionam sentidos sem qualquer ordem. Sentimentos. Um crescendo em espiral. Infinitamente. Deveríamos de estar todos aqui para o mesmo, diz a conclusão após o chá com a dúvida.&lt;br /&gt;‘ aproveite a nossa promoção ’, ‘ Já tem um ano e meio, e é tão bonita como a mãe’, ‘ próxima paragem: o que é que está a acontecer? ‘, ‘ já nas bancas ‘, ‘ Já deixou o voador mas ainda não se segura muito bem ‘, ‘ por si, oferecemos o melhor serviço ‘, ‘ próxima paragem: sem sentido ‘, ‘ Mas quando é que isso lhe aconteceu?’. ‘ Este mês a empresa ultrapassou o limite de capacidade de produção ‘, ‘ Ainda tenho que comprar o jantar ‘, ‘ É uma situação um pouco fora do vulgar ‘, ‘ Massa com quê? ‘, ‘ Temos uma equipa a tratar da situação mas’, ‘ Já estou com a massa até ao pescoço’, ‘ Teremos que aguardar mais estatisticas da segunda equipa em campo’. &lt;br /&gt;Uma falta de controlo: pura e intensa; cheia de adrenalina. Ou então a não necessidade de controlo que nos apresenta lugar atrás de lugar. A gaveta dos adjectivos apela por aventura mas nesta, caso se decida aplicar tal palavra, não há fim á vista nem donzelas em torres guardadas por dragões. A vontade conduz. Não? Mas devia; Levar-te a ultrapassar a barreira do limite que possas conhecer. A sentir ambientes e silêncios. Até a tropeçar em madrugadas a caminho de um sitio para descansar. Em caso de dúvida, tomem um chá.&lt;br /&gt;Não existe maior percepção temporal para além da que na fracção de segundo que se sorri, suspira ou até se respira, acontecem uma quantidade estupidamente ridícula de situações. Até o planeta se move. E não sendo um segredo de estado é, no entanto, um facto por vezes ignorado ou pior ainda, nem sequer pensado. Não é propriamente caso para exclusão social, mas talvez nunca seja demais lembrar que estamos rodeados de direcções que podemos tomar. A qualquer momento. A qualquer fracção de segundo.&lt;br /&gt;Enquanto a cidade continua na sua constante agitação numa tarde de verão que traz vida a todas as ruas, nasce algures uma tarde de sexo ou amor; ou qualquer inesperada e espontanea situação que envolva a troca de sentimentos e sensações semelhantes ao intenso olhar apaixonado de duas criaturas. O sol muda de ângulo, o céu continua hipnoticamente azul e enquanto em todo o lado simultaneamente algo acontece, as divisões deixam-se invadir pela luz que tudo vê e deixa-se correr a água dos chuveiros. Abre-se a porta para se ouvir a cidade contar o que acontece na sua constante agitação de uma tarde de verão, para quem é claro, quiser ouvir. Para ver o rio correr, observar o lusco fusco aparecer, encontrar um jardim vazio, atravessar uma rua invadida por automóveis ou dar como reconhecido o facto de que a noite caiu e os lampeões ganharam vida. Conhecer as cores das estações de serviço vazias que contrastam com a noite. Rasgar a brisa amena das noites quentes em todas as direcções. Não há mais o que fazer senão agradar os fios ficticios sensiveis a qualquer sensação de qualquer situação. E quem sabe, a meio da noite já o sentido não faça sentido e nisso exista todo o sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-2185478926195442718?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/2185478926195442718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=2185478926195442718&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/2185478926195442718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/2185478926195442718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2008/05/riding-pnico.html' title='Riding Pânico'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-1587396032757904010</id><published>2007-11-20T21:19:00.000Z</published><updated>2007-11-20T21:22:39.763Z</updated><title type='text'>Alma</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mttL7OM0JKg/R0NP8UFQYcI/AAAAAAAAAAc/kEsgHDdJ2FE/s1600-h/Imagem+001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mttL7OM0JKg/R0NP8UFQYcI/AAAAAAAAAAc/kEsgHDdJ2FE/s400/Imagem+001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135035897733996994" /&gt;&lt;/a&gt;Só mais um, mas bem feito. Deixam-se as cores explodirem no céu e os corpos dormentes, por dentro fervilhem vida. Enquanto isso, soltam-se pensamentos que fazem com que outros nasçam. Gradualmente o verde da relva ganha vida até que tudo à volta viva. Até as gotas de água que tocam na pele e escorrem pelo rosto. &lt;br /&gt;Porque sim. Não há qualquer tipo de agenda para que quase num toque divino os sentidos se dispertem e se dispersem. E é nesse momento que o desconhecido traz respostas, se existir a capacidade de levantar as questões. Tudo o resto são nuances.&lt;br /&gt;De lado fica o convencional. Abre-se caminho para o abstracto ganhar sentido fora do contexto que fazer sentido tem. Por isso toquemos bem fundo, no canto mais escuro da mente, onde permanence uma barreira que nos obriga a reflectir verdadeiramente. No silêncio, que parece levantar todas as questões. Até as mais simples, que são as que se conseguem tornar mais complexas, não tivessemos nós a infinita capacidade de tomar tudo como garantido. Não optemos pelo egoísmo de condenar o que julgamos compreender.&lt;br /&gt;Se existissem árvores, o vento quebraria este silêncio para que todas elas se tocassem, quase como sexualmente, folha a folha. E o céu mudaria de tom, do mais azul ao violeta à medida que a nossa percepção viajasse por este fluído gasoso, transparente e invisível. É nesta serenidade estranhamente estimulante que nos deixámos ser e nos unimos. De nada vale fugir á vontade pura de ser. Saudável é não prender a necessidade de encontrar o que nos inquieta.&lt;br /&gt;Carinhosamente, os dedos sentem-se à distância em pequenos toques que por todo o corpo libertam uma descontracção quase eléctrica. As palavras que se tocam rebentam como bolas de sabão. Está criada a ligação, uma sensação de comunhão espiritual que nos eleva, de uma forma genuína.&lt;br /&gt;E por mais comum que seja o facto de uma verdade díficil de lidar ser ofuscada por uma mentira interessante, nada apagará o que realmente é, enquanto que o último pingo de honestidade tratará de trazer o peso à consciência. Mais tarde ou mais cedo. &lt;br /&gt;Que voltem penadas e arrependidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui, os olhares completam o que as palavras deixam por dizer enquanto que o inexplicável se expressa pela música e o silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-1587396032757904010?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/1587396032757904010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=1587396032757904010&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/1587396032757904010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/1587396032757904010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/11/alma.html' title='Alma'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mttL7OM0JKg/R0NP8UFQYcI/AAAAAAAAAAc/kEsgHDdJ2FE/s72-c/Imagem+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-8801870389239315624</id><published>2007-10-01T23:27:00.000+01:00</published><updated>2007-10-01T23:41:31.941+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Assim que me olhaste de relance conseguiste ler-me como um livro. E até hoje não te agradeci o facto de me teres provado como errada a ideia de que ninguém entendia a minha caligrafia.&lt;br /&gt;Aquele instante acabou por se revelar bastante longo e só mesmo o pestanejar me lembrou que nem um segundo tinha passado.&lt;br /&gt;Mas o que mais me impressionou, foi o teu sangue frio, quando vieste até mim e me perguntaste:&lt;br /&gt;- Precisas de um editor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-8801870389239315624?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/8801870389239315624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=8801870389239315624&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/8801870389239315624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/8801870389239315624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/10/engate.html' title=''/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-2700658057135891652</id><published>2007-09-18T05:16:00.000+01:00</published><updated>2007-09-18T05:59:08.323+01:00</updated><title type='text'>Este mundo é uma alucinação de serotonina</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pYNaDcYGaeI"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pYNaDcYGaeI" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-2700658057135891652?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/2700658057135891652/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=2700658057135891652&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/2700658057135891652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/2700658057135891652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/09/sonhas.html' title='Este mundo é uma alucinação de serotonina'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-6135091873649260940</id><published>2007-08-31T19:34:00.000+01:00</published><updated>2007-08-31T20:11:57.773+01:00</updated><title type='text'>Divagação</title><content type='html'>E o dia seguinte foi muito meditativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas formas de encarar as coisas: as drogas são más ou então, o aspecto que pouca gente quer encarar, determinadas drogas podem-nos ajudar. Não é que eu precise de ajuda. Mas gosto de me expandir. Eu não sou a favor de uma droga como a heroina ou a cocaina. Não vejo qualquer tipo de interesse em drogas auto destructivas. Não te fazem bem nenhum para alem de te destruir o corpo, entendes? Mas há coisas completamente naturais, que desde sempre foram utilizadas com um objectivo, que é tentar ultrapassar barreiras impostas no mundo real, baixar os niveis de serotonina e deixar a tua mente interpretar as coisas sem que tenham necessariamente que se encaixar numa sociedade ou num mundo.&lt;br /&gt;E não querendo fazer de ti um fantoche, porque estás longe de ser isso, és como uma flor, nova, que ja está ciente de muita coisa muito antes de muitos outros e que com o cuidado certo, serás das mais interessantes de se ter no jardim. metáfora um bocado cheesy, mas suficiente.&lt;br /&gt;É como se houvesse esta troca de informação da minha parte para a tua e vice versa que nos fizessem pessoas melhores, entendes?&lt;br /&gt;é nestas conversas que eu sei que provavelmente so conseguiria ter com pouca gente, o que me dá uma vontade enorme de que as pessoas se conscienscializem disto. Que a vida não é só um emprego, mas que acaba por ter que ser! E que há muito mais capaz de nos elevar o espirito.&lt;br /&gt;Não me refiro a drogas, mas ao conhecimento e á percepção, à abertura da mente pelas maneiras de pensar, agir, ver ou sentir.&lt;br /&gt;E acho que é nesse ultimo sentido que falei, que as coisas se deveriam regir. mas acho impossivel neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez no proximo. who knows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dessas pessoas que tenho um pouco de aversão, por julgar o que não entendem e supostamente ter a verdade para tudo.&lt;br /&gt;Do tipo: pão pão, queijo queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Elas so vêem o pão e o queijo que tens.&lt;br /&gt;São simples linhas rectas. Tu, o circulo com o pão e queijo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta que não gosto de queijo, faz sentido.&lt;br /&gt;Ofereço sandes de raciocinios ás pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-6135091873649260940?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/6135091873649260940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=6135091873649260940&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/6135091873649260940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/6135091873649260940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/08/divagao.html' title='Divagação'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-5817455139170638590</id><published>2007-07-31T18:16:00.000+01:00</published><updated>2007-07-31T18:20:38.160+01:00</updated><title type='text'>A segunda pessoa do singular</title><content type='html'>Seguiste um rumo sem procurares qualquer um que fosse. Deixaste-te levar pela vontade. Fechavas os olhos com um sorriso quando aquele momento que todos ignoravam parecia queimar-te a alma de prazer. Muitas foram as vezes que paravas no tempo para te perderes no céu azul que observavas silenciosamente, quando não mergulhavas no nevoeiro de uma manhã adormecida ou te banhavas na chuva numa rua qualquer. &lt;br /&gt;Drenaste tantas sensações que criaste o teu próprio aroma. Foste capaz de colorir as consciências mais cinzentas. Houve até uma altura que nem precisavas de acender o teu próprio cigarro.&lt;br /&gt;Deixavas-te guiar pelos sons que te desenhavam as pinturas mais abstractas que este mundo conheceu e voltavas a ti serenamente. Num suspiro. E sorrias. Sentias com a alma quando te apaixonaste pelo vulgar. E o teu olhar transmitia a serenidade ausente em todos os que a procuravam. Acreditavas numa luta intelectual pela liberdade de sentir, que acabaste por espalhar no perfume que eras. Re-inventaste até o sentido das palavras. Foste o som, a cor e a essência num novo significado de sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia mentiram-te quando te confessaram a verdade que querias ouvir. A partir desse momento, nunca mais foste o que um dia fizeste de ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-5817455139170638590?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/5817455139170638590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=5817455139170638590&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/5817455139170638590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/5817455139170638590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/07/segunda-pessoa-do-singular.html' title='A segunda pessoa do singular'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-6032052805769247208</id><published>2007-07-26T04:26:00.000+01:00</published><updated>2007-07-26T05:05:07.881+01:00</updated><title type='text'>Passo a passo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mttL7OM0JKg/RqgVC_TPSYI/AAAAAAAAAAU/MKbZGQXv2Ss/s1600-h/DSC00103.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mttL7OM0JKg/RqgVC_TPSYI/AAAAAAAAAAU/MKbZGQXv2Ss/s400/DSC00103.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091342519838394754" /&gt;&lt;/a&gt;Arrastem-me.&lt;br /&gt;Chorem de tanto rir e continuem a arrastar-me.&lt;br /&gt;Eu já referi a lua esta noite?&lt;br /&gt;E os lampiões que se acendem quando sob eles passamos?&lt;br /&gt;Iluminem o meu caminho e arrastem-me.&lt;br /&gt;A estupidez tropeçou lá atrás.&lt;br /&gt;Sintam-se livres de ser livres.&lt;br /&gt;Contem-me aquilo que nunca ouvi.&lt;br /&gt;E mostrem-me aquilo que eu nunca vi.&lt;br /&gt;Ou criem tudo aquilo que ainda não senti.&lt;br /&gt;Ofereçam-me sinceridade e compaixão que vos pago com a alma.&lt;br /&gt;Porque eu mergulho em perfumes de cabelos e texturas de camisolas.&lt;br /&gt;E deixo-me levar por caminhos que desconheço.&lt;br /&gt;Que se foda o outro lado da estrada.&lt;br /&gt;Eu vou neste porque assim o quis.&lt;br /&gt;E continuem a rir, sem que os vossos olhos deixem de brilhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-6032052805769247208?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/6032052805769247208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=6032052805769247208&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/6032052805769247208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/6032052805769247208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/07/passo-passo.html' title='Passo a passo'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mttL7OM0JKg/RqgVC_TPSYI/AAAAAAAAAAU/MKbZGQXv2Ss/s72-c/DSC00103.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-5802601981288362857</id><published>2007-07-10T20:27:00.000+01:00</published><updated>2007-07-10T20:30:40.962+01:00</updated><title type='text'>O céu é azul</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mttL7OM0JKg/RpPeAozPE7I/AAAAAAAAAAM/dI69FqTpzb4/s1600-h/4512_l.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mttL7OM0JKg/RpPeAozPE7I/AAAAAAAAAAM/dI69FqTpzb4/s400/4512_l.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085652506765104050" /&gt;&lt;/a&gt;Não sei se o descobri hoje ou se simplesmente o azul está mais intenso. O que sei, que ao olho nu do céptico mal encarado parece desinteressante, é que hoje acordei, após vários anos podem bem ser simplesmente o meu primeiro minuto de vida, se é que algum dia nasci. Seguindo o raciocinio aparentemente pouco racional, nada nem ninguém me conseguirá garantir que tudo o que me rodeia não passa de criação que se desenvolve à velocidade do meu pensamento. &lt;br /&gt;Existe um mundo, porque acho necessário haver um. As pessoas e as suas vidas, podem muito bem ser tramas que se desenvolvem numa parte do meu cérebro a que de momento não tenho acesso. O rádio, a tv e o jornal, vão mostrando tudo aquilo que secretamente imaginei e que decidiu chegar até mim no momento em que abri o jornal, liguei o rádio ou a televisão. &lt;br /&gt;Mas até a merda dos dinaussauros devo ter inventado, para dar uma sensação de evolução natural. E para aqueles que gostam de encontrar um sentido nas suas vidas inventei a biblia ou qualquer outro livro que explique como supostamente chegámos até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cérebro não é uma simples linguagem que nos permite identificar o espaço que o rodeia e interagir com ele. Num todo, em toda a sua complexidade e velocidade de processamento, é a fonte do que tudo existe e permite existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o céu parece-me mais azul e tudo o resto é uma novidade de energia e cor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-5802601981288362857?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/5802601981288362857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=5802601981288362857&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/5802601981288362857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/5802601981288362857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/07/o-cu-azul.html' title='O céu é azul'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mttL7OM0JKg/RpPeAozPE7I/AAAAAAAAAAM/dI69FqTpzb4/s72-c/4512_l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-1837360276538693963</id><published>2007-06-19T17:30:00.000+01:00</published><updated>2007-06-19T17:34:18.108+01:00</updated><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>Temos literalmente o mundo nas nossas mãos e a menos que a confusão nos domine, podemos transformar tudo o que conhecemos em tudo o que precisamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adolescência definir-se-á sempre pelo seu sabor agridoce. Pela primeira vez, desde que nos lembramos de nós mesmos, os nossos sentidos desenvolvem-se a um ponto intelectualmente fatal. As angústias que possam dificultar um acordar assim como o conforto de momentos estranhamente únicos vão desenhando abstractamente o nosso ser assim como o espaço que o rodeia. Existe uma invasão pelos mais variados tipos dores ou prazeres mas a única consequência significativa é apenas a ressaca espiritual. Na pele semeiam-se beijos, toques e lágrimas, mas é na alma que reside a verdadeira essência capaz de nos guiar ou destruir. &lt;br /&gt;Somos o expoente máximo da liberdade, da loucura, da apatia e da espontaneidade; A única voz que se expressa com a intensidade que vive. Que conhece as longas noites, solitárias, de corpo e alma, onde o mundo parece ter levado toda e qualquer razão para que se lide com o dia seguinte, restando apenas uma ténue linha de vida capaz de fazer desesperar qualquer um. Assim como todas as outras onde as garrafas ficaram vazias, os risos ecoavam na praia deserta, no beco escuro, na sala desarrumada, com corpos suados, colados, cansados, restando apenas maços de tabaco vazios e adrenalina, que preenchia o espaço ao ritmo da música. &lt;br /&gt;Num fim de tarde, com óculos de sol postos, ou num amanhecer com cheiro a verão, no nevoeiro cerrado numa rua de uma cidade qualquer, ou na chuva que ensopa sapatilhas, escreve-se poesia numa paz de espirito que preenche o ser de liberdade. Escreve-se poesia no simples caminhar de quem à primeira vista não vai a lado nenhum, mas no entanto se sente capaz de ir até onde quiser. Escreve-se poesia até num simples olhar que parece levar nele um mar de sentimentos e vontades. A juventude é a fonte genuína do sentimento, da pureza e da vida. &lt;br /&gt;Esta é a era em que a cultura é feita por nós. Nós somos a cultura. Retratamos o que é ser e sentir em todas as artes. &lt;br /&gt;A adolescência definir-se-á sempre pelo seu sabor agridoce. &lt;br /&gt;E o seu travo estará sempre presente, até no nosso fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ peter pan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-1837360276538693963?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/1837360276538693963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=1837360276538693963&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/1837360276538693963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/1837360276538693963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/06/sem-ttulo.html' title='Sem título'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-5371414083080185004</id><published>2007-06-13T02:38:00.000+01:00</published><updated>2007-06-13T03:02:46.621+01:00</updated><title type='text'>E se todas as manhãs fossem como esta?</title><content type='html'>Se todas as manhãs fossem como esta, o mundo não faria sentido.&lt;br /&gt;Padres deixariam de cobiçar a pele jovem e proíbida, políticos começariam a cumprir promessas, jornais teriam conteúdo e a hipocrisia seria apenas uma simples palavra no dicionário. &lt;br /&gt;Se todas as manhãs fossem como esta, o mundo, definitivamente, não faria sentido.&lt;br /&gt;Transportes cumpririam horários, direitos humanos seriam tomados em conta, esmolas mudariam a vida do mendigo e até sinais vermelhos seriam respeitados.&lt;br /&gt;Se todas as manhãs fossem como esta, o mundo, não faria sentido.&lt;br /&gt;Porque a felicidade no seu estado puro, num perfume que invadiria toda a cidade, tornar-se-ia na coisa mais banal e tomada como garantida.  &lt;br /&gt;Que se celebre hoje a vida na sua infinita maneira de se viver sem que a beata nos olhe com desdém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-5371414083080185004?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/5371414083080185004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=5371414083080185004&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/5371414083080185004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/5371414083080185004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/06/e-se-todas-as-manhs-fossem-como-esta.html' title='E se todas as manhãs fossem como esta?'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-8005763730727799320</id><published>2007-05-18T04:38:00.000+01:00</published><updated>2007-05-18T04:39:02.059+01:00</updated><title type='text'>Abre lá a merda da porta</title><content type='html'>Estava a fazer-se tarde, mas o ambiente acolhedor da sala teimava em prender os corpos agora lentos e cansados. Mas fervilhando vida. Fumava-se um último cigarro porque ele tinha que ir para casa. A televisão sem som, repetia vezes sem conta anúncios a facas de cozinha e a aparelhos musculares. Mais um serão se tinha passado naquela sala. As vozes, agora ausentes, davam espaço ao silêncio que parecia flutuar no ar em ondas que transmitiam um relaxar mental. Tocou na mão do corpo adormecido e saiu.&lt;br /&gt;Outro dia alguém tocou à campainha.&lt;br /&gt;É o pai natal - ironicamente anunciou.&lt;br /&gt;Havia incenso que se deixava queimar na entrada quando a mulher abriu a porta. Ele trazia um novo álbum na mão e tranquilidade no olhar. Sentaram-se na pequena cozinha a falar sobre pormenores para muitos irrelevantes dos dias em que têm vivido, sorrindo e bebendo, para suavizar a garganta da nicotina. Haviam já luzes amareladas no céu ainda violeta quando o primeiro copo de vinho se encheu. Da janela ouvia-se o som citadino de uma baixa comum. Lá dentro no gira discos, rodava a shaman's blues. Mais um serão se avizinhava.&lt;br /&gt;Agitadas, despreocupadas e alegres ou serenas, preocupantes e sentidas, discutiam-se opiniões e confessavam-se memórias enquanto os olhares traziam um conforto comum. Partilhavam as mesmas paixões com a mesma paixão. Ambos admiravam a presença que sentiam à sua frente nos seus bonitos e subtis pormenores. Visitavam o café da esquina ou bar da avenida, por mera curiosidade pela agenda cultural do mês. Voltavam a uma das casas para relaxar. Consumiam-se substâncias para as ocasiões certas. Para se abrirem portas fechadas em viagens ao subconsciente, alteração ou aumento de sentidos, ou simplesmente, para fugir ao tabaco. A música preenchia a divisão de tal forma, que parecia tocar nas paredes e chocar contra os corpos, deixando-os agitados e relaxados simultaneamente. As luzes ganhavam novas formas e outras intensidades enquanto o espaço físico perdia a sua noção racional. A consola de jogos ligava-se para sessões de risos compulsivos e séries televisivas eram vistas com interesse. Visitavam casas alheias tropeçando e rindo nos corredores, trazendo ou não, companhias. Viajavam na cidade adormecida, conduzindo ao som que lentamente criava imagens na mente alterada. Até a hora da despedida. &lt;br /&gt;Abre lá a merda da porta - gritava ela ansiosa num tom de riso ao comunicador.&lt;br /&gt;Sempre atrasado, vestia-se ele à pressa para um concerto ou para uma peça de teatro. Mas antes, uma ida à mercearia.&lt;br /&gt;Era amor. &lt;br /&gt;Eram amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-8005763730727799320?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/8005763730727799320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=8005763730727799320&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/8005763730727799320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/8005763730727799320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/05/abre-l-merda-da-porta_18.html' title='Abre lá a merda da porta'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-5922629549593305405</id><published>2007-05-14T06:02:00.000+01:00</published><updated>2007-05-14T06:03:41.612+01:00</updated><title type='text'>Visita</title><content type='html'>Um dia, o corpo despertou e decidiu guiar-se pelo desejo.&lt;br /&gt;Abriram-se portas para realidades desconhecidas.&lt;br /&gt;O pano desceu.&lt;br /&gt;- Agridoce - disse a voz.&lt;br /&gt;A praia estava coberta de corpos que se deixaram queimar.&lt;br /&gt;Por cobardia.&lt;br /&gt;- O mar desistiu. Mas culparam a lua.&lt;br /&gt;E todo o planeta se tornou num lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rostos familiares, bebiam o fim silenciosamente num jardim desconhecido.&lt;br /&gt;O céu ondulava, como uma bandeira ao vento.&lt;br /&gt;- Escolhe um rosto - Disse-me ela com o olhar.&lt;br /&gt;E voaram no céu quartos vazios. &lt;br /&gt;Senti na pele pequenos toques frios.&lt;br /&gt;- Tinha saudades tuas - Disseram os lábios em silêncio na escuridão que os rodeava.&lt;br /&gt;Permaneceu apenas o cheiro que relaxou o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciências cruzavam-se no corredor sem ínicio nem fim.&lt;br /&gt;As paredes eram forradas com todas as palavras que existem.&lt;br /&gt;- Diz-me quem fui - pediu o corpo sem vida estendido no chão.&lt;br /&gt;Pouco a pouco os passos que se faziam ouvir desapareceram.&lt;br /&gt;O silêncio que avizinhava o som sufocou a paciência.&lt;br /&gt;- O próximo passo é teu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As presenças escondidas invocavam a vontade que deixava o corpo cansado.&lt;br /&gt;Como um íman de carga emocional.&lt;br /&gt;- Mastigas-me?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela mesa a essência feminina era mastigada sem pudor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-5922629549593305405?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/5922629549593305405/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=5922629549593305405&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/5922629549593305405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/5922629549593305405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/05/visita.html' title='Visita'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-117622934774578851</id><published>2007-04-10T19:21:00.000+01:00</published><updated>2007-04-10T19:45:47.366+01:00</updated><title type='text'>Melodias de sentimentos pedrados em ácido</title><content type='html'>As portas abriram-se. E melodias de sentimentos pedrados em ácido percorreram a pele dos aventurados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali estávamos nós, perante a dimensão conhecida pelo mito que se tornou. Foi como a descoberta de uma parte nossa por nós desconhecida, como um despertar de algo que esteve até ao momento adormecido. Talvez tenha sido isso e muito mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se torna possível. Porque não há barreiras para quem se quer sentir vivo. Mas vivos estámos todos nós, dizem em coro vocês. &lt;br /&gt;E eu pergunto-vos: Estarão mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma vez sentiram as estrelas a brilhar para vocês? Ou para o momento que estavam a viver? Ou o sol! A queimar-vos a pele, como a desafiar a vossa sanidade até que   acabem por cantar uma música qualquer, a dançar em circulos e cairem no velho chão, engasgados em risos compulsivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma vez sentiram memórias dentro de vocês que, curiosamente nunca viveram? Sentiram no vosso íntimo algo inexplicável que descontrolava a vontade de ser? De querer? De simplesmente ver, fazer, mesmo até foder? Já se sentiram guiados pela alma, pela música, pela arte, pela loucura da espontaneidade? &lt;br /&gt;Pelo doce, doce sabor da loucura da espontaneidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libertem essa carga eléctrica, façam com que não sejam simples memórias misteriosas e nubladas na vossa mente. Saiam à rua e vivam-nas em cada esquina, em cada apartamento que entrem sem saber de quem é, em cada baixa da cidade que visitarem, em cada bar, em cada praia vazia, em cada olhar, em cada corpo e em total empatia com o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, pela manhã. Todos os fins de tarde de sol, em qualquer lugar, todas as madrugadas, como se amanhã nunca chegasse. &lt;br /&gt;Vivam um constante e intenso presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora há um mundo por descobrir e sentir, muito mais do que aquele que vemos quando saímos á rua.&lt;br /&gt;A chave para sentir o mar de sensações que passa despercebido, como aquele ar que respirámos e parece encher-nos os pulmões de vida é contribuir com a nossa alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda tiverem uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/O4FFF1NBiTs"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/O4FFF1NBiTs" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS PORTAS ABRIRAM-SE &lt;br /&gt;E MELODIAS DE SENTIMENTOS PEDRADOS EM ÁCIDO &lt;br /&gt;PERCORRERAM A PELE DOS AVENTURADOS!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-117622934774578851?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/117622934774578851/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=117622934774578851&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/117622934774578851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/117622934774578851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/04/melodias-de-sentimentos-pedrados-em.html' title='Melodias de sentimentos pedrados em ácido'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-116844867681108420</id><published>2007-01-10T17:04:00.000Z</published><updated>2007-01-10T17:04:36.826Z</updated><title type='text'>A preciosidade do intelecto</title><content type='html'>As velas iluminam a sala e o incenso queima sem parar. Lá está ele sentado num canto da sala, enquanto todos falam. No chão, num cobertor, de cigarro apagado já na mão. Existem copos vazios da noite anterior, assim como garrafas de vinho também. Maços sem tabaco, pratos de esparguete mal comidos e dezenas de beatas das mais variadas substâncias.&lt;br /&gt;Levanta-se e veste o casaco do avó e sai porta fora. Caminha entre corredores vazios mais velhos do que ele, preparando-se para abrir daquelas portas enormes que já não se fazem mais.&lt;br /&gt;- Espera!&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- O que tens?&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;- Saiste porta fora. O que aconteceu?&lt;br /&gt;- Tenho que sair. &lt;br /&gt;- Voltas?&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;Mal a porta fecha, escondendo a imensidão de espaço que existe lá atrás, a luz de um dia cinzento da baixa prende o olhar. Este passeio velho quer ser caminhado, para qualquer lugar, entre centenas de casas velhas ou até abandonadas, estreitas e com as suas janelas características. Os cafés vazios e pouco conhecidos não precisam de encher para contar as longas histórias que possam ter. Ninguém repara em nada nem ninguém. Só existem ruas de pedra, estreitas e iluminadas por um céu cinzento que criam as sombras perfeitas de uma cidade dotada de uma beleza que ninguém entende. Acende-se o último cigarro e dos ouvidos fazem-se ouvir as guitarras e melodias da prison sex. &lt;br /&gt;E inesperadamente, tudo parece fazer sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-116844867681108420?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/116844867681108420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=116844867681108420&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116844867681108420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116844867681108420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2007/01/preciosidade-do-intelecto.html' title='A preciosidade do intelecto'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-116642892249394630</id><published>2006-12-18T07:42:00.001Z</published><updated>2006-12-18T08:10:52.856Z</updated><title type='text'>Tenho uma história para contar</title><content type='html'>Tenho uma história para contar sobre um rapaz que nasceu numa aldeia nos anos 80, que se tornou vila nos anos 90. Local que mais tarde costumava apelidar como "o fim do mundo".&lt;br /&gt;Foi criado pela avó desde criança e desde pequeno teve as suas aventuras de cair de sítios relativamente altos até levar com um prato na testa quando desprevenido a mãe lhe disse para apanhar. Não havia muito para fazer nem muito para onde ir. Os pais gostavam de vesti-lo de marinheiro ocasionalmente. Deve ter ido a umas 50 excursões para vários locais de Portugal com a sua avó, onde ficavam os dois a dormir uma ou duas noites em sitios diferentes. O ritual era sempre o mesmo: acordar sempre as 4 da manhã e apanhar o autocarro com os amigos dela. E aos 5 anos, quando ainda ria com a família e a beijava, ameaçou ir embora e pegou em alguns brinquedos e chocolates, embrulhou-os num pano e amarrou-o a um pau, partindo lentamente para a floresta que existia a poucos metros da casa dele enquanto os pais lhe diziam adeus, rindo-se da figura dele. Desde pequeno sempre teve um primo que morava ao lado e um amigo que lhe também lhe era meio primo. Tornou-se próximo do seu meio primo de tal maneira que ora um, ora outro, passavam tardes inteiras na casa um do outro a olhar para uma televisão onde se jogavam jogos que, ora amuava um, ora amuava outro. Quando entrou para a primária ficou numa daquelas turmas enigmáticas que todos eram capazes de se destacar de qualquer forma. Só levava réguadas quando tirava suficiente em vez de bom e daquela vez que, lembrando-se de um desenho animado sobre baseball, estava a atirar pedras contra a parede e alguém se lembrou de passar a correr na trajetória da pedra que já ia lançada no ar. E viu sangue por todo o lado.&lt;br /&gt;Não criou nenhuma relação em particular com ninguém que conhecera na escola, nem aqueles namoros queridos onde só é preciso dar a mão. Já no ínicio do básico conheceu um rapaz que veio de Angola e outro da outra ponta da vila e, contando com o seu meio primo, os quatro iam juntos para todo o lado e passavam bastante tempo a jogar futebol. Tendo em conta que permaneceram todos na mesma turma durante anos, esse quarteto manteve-se junto quase que inconscientemente. Bastava tocar para fora e iam os quatro para algum lado, não alienando o resto das pessoas existentes. Ia com o seu meio primo todos os dias para as aulas, desde a primária, entravam na mesma paragem de autocarro e iam embora sempre os dois. Coisa que se manteve como algo diário até ao seu 11º ano escolar. A meio do básico, como o dinheiro não era muito e não havia leitor de cds em casa, pedia a outras pessoas para lhe gravarem cassetes de bandas que tinha curiosidade de ouvir como Metallica ou Offspring e longas tardes se passaram deitado no sofá enquanto ouvia sempre as mesmas músicas. E deixou de ouvir os vinyls do pai dos Passarinhos a bailar, Pink Floyd e hits dos anos 80. Nunca andou á porrada com ninguém, mesmo quando havia todo o tipo de gozo ou ameaças sobre a sua pessoa. Ganhou uma vez um concurso de flauta e recebeu como prémio uma harmónica, por mais irónico que pareça. Os dias, esses eram passados, ora na escola, onde as aulas eram algo que umas vezes mais que outras passavam rapidamente, e o intervalo era sempre ocasião onde acontecia sempre alguma coisa, ora em casa matando tempo. &lt;br /&gt;Já em casa, comia, dormia e pouco falava, porque com o tempo, foi perdendo a capacidade de demonstrar qualquer tipo de afecto ás pessoas, sobretudo quando os pais discutiam semana sim, semana não, ao ponto do próprio pai não ir trabalhar quando mais se precisava de dinheiro. E isso baralhava-o bastante mesmo que não levantasse nenhuma pergunta a alguém. A avó, que morava ao lado do rapaz, ia começando a ficar doente e ao mesmo tempo o pequeno não a abraçava ou se sentava no colo dela como outrora fazia. A avó chegava-lhe a perguntar se ele já não gostava dela e chorava enquanto ele lanchava, não lhe dizendo uma palavra. Diversas vezes. Coisa que o iria perseguir mais tarde.&lt;br /&gt;O quarto tinha uma alcatifa azul e era bastante pequeno. Levou muitos estalos enquanto escondia a cabeça na almofada naquela cama velha pelas asneiras que costumava fazer ou pela maneira que simplesmente era. Mas esse mesmo quarto com o tempo serviu como lar ao seu primeiro felino. A chica. Uma gata dada por um amigo da mãe e que adorava dormir aos pés do rapaz. Passaram uns bons 3 anos os dois colados. O dono chegava encantado a casa para ficar abraçado e dormir com a gata e ela não se fazia de difícil. Gostava de subir para o armário porque tinha medo de relâmpagos, era alvo de constantes tiros de vizinhos que chegaram ao ponto de lhe cegar um olho. E um dia morreu. Sendo talvez a primeira coisa mais triste que ja tenha sentido.&lt;br /&gt;O rapaz foi crescendo, sem muita confiança com alguém, somente com as pessoas que o conheciam de infância e mesmo assim nunca lhes confessou como gostava da companhia deles. Não porque não quisesse ou se julgava melhor que todos os outros, mas com os seus 13 anos, assim como mais tarde, pensava sempre que não havia muita gente que era capaz de querer realmente estar com ele, porque quem conhecia só estavam porque conheciam alguém que ele conhecia. &lt;br /&gt;Descobriu o sexo tão rapidamente assim como o esqueceu. De tal modo que à medida que a idade ia aumentando, o rapaz ia pensando se gostava realmente de raparigas, sobretudo quando toda a gente que o rodeava já tinha tido mais do que uma espécie de namorada e ele nunca sequer tinha ponderado semelhante coisa. Era algo que não lhe passava pela cabeça. Até ao dia que uma rapariga que nunca tinha reparado que existia disse que o queria conhecer. Mesmo assim, a vontade de ter que passar os intervalos com alguém que não conhecia de lado nenhum, sobretudo uma rapariga, na qual a sua definição eram pessoas que riam enquanto diziam que ele precisava de se alimentar, não era muita, ao ponto da rapariga ter que combinadar hora e local para tentar beijá-lo e ele não ter ido. Assim, o tempo levou o interesse da rapariga embora.&lt;br /&gt;As pessoas com quem passava o tempo iam conhecendo outras pessoas e o rapaz ia ficando no seu espaço que se tornou de tal maneira grande que pela primeira vez reconheceu que todo este tempo tinha andado sempre um pouco sozinho. Mas toda a gente tinha uma opinião diferente sobre ele. Ora era estupido, ou simplesmente estranho. Simpático ou apenas calado. Mas todos tinham uma opinião que ele era incapaz de dizer qual a certa ou a errada, tornando-se aquilo que era para os outros. &lt;br /&gt;Já no fim do básico, mostrava interesse na disciplina de história porque a professora gostava de brincar com ele e o seu colega de mesa, o rapaz do outro lado da vila que conheceu quando entrou para aquela escola. Algumas pessoas que conheceu na primária ficaram para trás e outras novas entraram. Mas no fundo, nada tinha mudado. E quando entrou para o secundário o seu meio primo continuou na sua turma. Os outros dois amigos foram para turmas diferentes e todos costumavam encontrar-se no intervalo da nova escola. Era tudo novo mas de alguma forma desinteressante. Conheceu outra pessoa que mostrou o minimo interesse em falar com ele que curiosamente morava perto da sua casa, mesmo que no fim esse amigo se tenha mudado com a familia para angola, perdendo o contacto com ele para sempre. Até ao dia que recebeu uma carta com 40 doláres para comprar e lhe enviar alguns cds, coisa que nunca chegou a fazer, mesmo que tenha comprado os cds e com um peso na consciência deixou o tempo passar e os cds por enviar.&lt;br /&gt;Naquela altura, o rapaz conheceu uma rapariga que falava com ele sempre que podia e pela primeira vez o rapaz foi mantendo contacto com uma pessoa do sexo feminino. Ele ouvia os problemas que lhe eram apresentados e ajudava no que podia, sem qualquer das intenções. Mas um dia recebeu um beijo. Poucos dias se passaram, mas o rapaz deslocou-se á cidade da rapariga a pedido dela no dia dos namorados e com ele levou uma pequena lembrança. Nesse dia, após o reencontro e uma troca de lembranças, estavam a tentar entrar numa discoteca qualquer juntamente com duas amigas da rapariga,  apareceu um grupo de rapazes que os levaram para um sitio onde conseguiram entrar. Lá dentro, a rapariga que o rapaz beijou, disse que não queria nada com ele e foi para outro piso com um dos rapazes do grupo que tinham conhecido e passou a noite com ele. Foi uma longa noite onde o rapaz ganhou um certo medo a raparigas.&lt;br /&gt;As semanas seguintes, foram passadas em silêncio total mesmo até com o seu meio primo, pelo choque de tais acontecimentos que só o fizeram pensar como realmente conseguia ser desnecessário. Os pais conseguiram arranjar dinheiro para um computador e não tardou até que o rapaz descobrisse a internet e toda a música que conseguia imaginar. Ao mesmo tempo, na sua nova escola, conheceu outro rapaz de outra turma, descontente com o que estudava e enquanto os dois faltavam a aulas repetetivamente, resolveram os dois voltar para o 10º ano estudar a mesma coisa.&lt;br /&gt;Foram tempos diferentes onde conseguiu conhecer outra pessoa com aspectos em comum sobre coisas que ia adquirindo e mesmo não estando na mesma turma que o seu meio primo, não o impedia de combinar passar tardes inteiras na casa dele nem que fosse só a falar.&lt;br /&gt;Nesta altura da adolescência, o rapaz não mantinha qualquer relação com as pessoas que viviam em casa dele e como um bloqueio, via-se incapaz de mudar seja o que fosse, mesmo que tal coisa o prejudicasse como prejudicava. A sua mãe encontrou um gato já crescido na rua que costumavam chamar tareco. E a casa do rapaz foi o lar do gato durante um mês. Tempo que o gato aproveitou para comer e dormir durante o dia. Durante a noite saía e só aparecia ás 9 da manhã. O Tareco tinha uma postura tão independente que nem uma festa deixava fazer no seu pêlo branco. E no final do mês, após umas lutas com os gatos vizinhos, nunca mais voltou.&lt;br /&gt;O rapaz, com o seu meio primo, foi descobrindo as belezas do álcool e como esta e aquela bebida eram capazes de, por vezes fazer esquecer tudo de errado que com o tempo ia pensando sobre ele mesmo e tudo o resto ou que por vezes, ou em certas alturas, reflectir seriamente sobre a vida que até ao momento não tinha começado realmente a viver. &lt;br /&gt;Desenvolveu o gosto pela música e a escrita. Ao ponto de querer ter vivido nos anos 50 e ter conhecido ou até viajado com o Kerouac. Comprou uma guitarra eléctrica usada, na altura, por 18 contos, mas só meio ano mais tarde lhe deu uso, quando teve dinheiro para comprar um amplificador, começando a tentar aprender sozinho. Já nessa altura, o rapaz conheceu uma rapariga que o tempo lhe mostrou como gostava de falar com ele. Despercebido e talvez um pouco parvo, o rapaz nem se apercebia a vontade que a menina com quem falava tinha de estar com ele. E só foi capaz de descobrir, quando uma vez, numa sessão de cinema que nunca mais foi capaz de esquecer, a rapariga frustrada perguntou se podia dar-lhe a mão e os dois lentamente e suavemente foram descobrindo a pele suave de ambas as mãos. Por momentos foi capaz de esquecer qualquer má experiência e só se sentiu absorvido pelo cheiro da pessoa que inesperadamente lhe ofereceu os lábios num momento tão único que mais nenhuma história será capaz de contar. Foi a partir desse dia que os dois começaram a acordar pela manhã sorridentes. O rapaz acordava pela manhã com uma paz que nunca tinha sentido desde que se lembrava dele mesmo. Era como se as ruas que ele se fartava de caminhar desde sempre tivessem novas cores, quando se lembrava dos olhos que o olhavam com tanto carinho. Por mais cliché que lhe pudesse soar, sentia-se alguém, como se lhe tivessem encaixado uma peça que nunca tinha encontrado, sentia-se completo, talvez por sentir pela primeira vez algo que nunca tivesse sido capaz de sentir nem por ele próprio.&lt;br /&gt;E vieram as sessões de cinema intermináveis e os longos passeios a pé onde por vezes se perdiam objectos que o rapaz insistia em procurar e dá-los como surpresa no dia seguinte. Vieram umas férias inesqueciveis, onde tanto o rapaz como a rapariga ficaram longe de tudo e todos e viveram durante um mês numa aldeia feita de ruas de pedra, estreitas, por onde passeavam á noite, depois de um jantar a dois. A vida do rapaz tinha um sentido e de repente era tão bom sair á rua, como adormecer sabendo que não estava sozinho. Sentimentos que o levaram a pensar e sentir as coisas mais loucas. Desde a perceber como também provou o amor que nunca tinha visto em lado algum, finalmente tinha-se sentido sexualmente atraído por alguém. E era tudo o que queria. E isso manifestou-se de todas as formas possiveis. Desde a um simples olhar a um simples toque, sempre na esperança que fosse o suficiente para dizer o que muitas vezes é mais bonito de se dizer sem falar. Convenceu até o seu meio primo e o rapaz que mudou de turma com ele a irem com ele á porta de casa da rapariga segurar um lençol com letras enormes enquanto o rapaz esperava a rapariga na escola dela, no seu dia de anos. E por mais lamechas que pudesse parecer, não havia nada melhor do que ver aquele sorriso na cara dela.&lt;br /&gt;Mas ao mesmo tempo, a avó do rapaz foi tornando-se cada vez mais doente. Ao ponto de já nem conseguir falar ou sequer mexer. E não houve pior coisa para ele do que vê-la na cama de um hospital a olhar fixamente para quem á anos que não mantinha uma relação como outrora manteve. E chorava, sem dizer uma palavra que fosse enquanto a mão dela tentava apertar a dele com aqueles olhos que mal pestanejavam, como se estivesse a tentar dizer alguma coisa. O rapaz sentiu-se um nada sendo incapaz de dizer uma simples frase, demonstrando qualquer tipo de carinho. E afectou-o de tal maneira não controlava a sua reacção perante o dia a dia. E simultaneamente, a rapariga que tanto o completava, sentia-o cada vez menos, mesmo que no fundo ele sentisse tudo o que sempre sentiu e acima de tudo ajuda, mesmo que não lhe confessa-se seja o que for. E ele refugiava-se em qualquer coisa que fosse capaz de o ouvir. Até que ela decidiu ir embora. E levou com ela todos aqueles anos. Como se alguém, calmamente caminhasse até um muro de memórias que o tempo construiu e com um sopro, o derrubasse. Para melhorar a situação, o episódio repetiu-se, mas desta vez viu alguém que lhe era realmente alguém virar costas praticamente na troca por outra pessoa. E não adiantava chorar ou gritar, porque ninguém ia entender. Mas nada o impediu de fazer tudo isso e muito mais. Passado uns meses, já com ambas as pernas amputadas, a avó faleceu. E o rapaz sentiu sob ele a pior das angústias e desesperos, sobretudo quando nunca, nunca foi capaz de confessar como gostava dela, quando ele sabia que ela merecia tanto ouvi-lo. Pela primeira vez, o rapaz viu pessoas que nunca tivera visto chorarem, como o seu avô ou o seu pai, até o seu tio mais novo. A mãe não conseguiu ir ao funeral. E os dias que se seguiram só aumentaram o vazio que o amor que o rapaz perdeu já tinha aumentado. O rapaz tinha todas as razões e mais algumas para se sentir a pior coisa que podia existir. &lt;br /&gt;Lentamente, mas nunca deixando de sentir diariamente tudo de errado que havia para sentir, o rapaz foi lidando com o dia a dia. Os despertares sorridentes foram substituidos por outros piores que outrora podiam ja ter existido e as noites pareciam não ter fim. Porque tentava-se fugir ao dia dormindo e a noite passava-se em branco. A rapariga voltou, com algumas dificuldades, trazendo de novo aquele sentimento que misturado com a presença, o cheiro e o toque o fazia sentir em casa. Mas por pouco tempo porque mais uma vez, viu-se sem ela. E foi talvez ainda pior. Viu-se sozinho e vulnerável de novo, incapaz de mudar seja o que fosse, porque se dependesse dele, as coisas voltariam a fazer sentido.&lt;br /&gt;Poucas semanas depois, conheceu um rapaz que apenas conhecia de vista da sua escola. E a empatia foi tal que não tardou um apoiar-se no outro, fosse em que assunto fosse, ao ponto de partilharem a mesma cama durante os fins de semana e as noites fossem sinónimo de abstração do inevitável amanhã. Os dois não procuravam alguém ou alguma coisa, talvez apenas um sitio. Para lá ficarem a divagar sobre tudo o que os levou até ali. E ora choravam, ora riam sem parar.&lt;br /&gt;Foi então que o rapaz adoptou mais um gato, que apelidou de Bob, um recém nascido com um mês que mal se conseguia alimentar e nem a miar tinha aprendido. E foi crescendo, acompanhando o rapaz nas suas noites sem sono, sendo mais do que uma boa companhia.&lt;br /&gt;Passado um tempo, um primo do meio primo do rapaz, despertou-lhe o vício pela pesca e foram muitas as tardes que aqueles dois passavam em frente a um pequeno rio nas muitas florestas da vila. Algumas pessoas ouviram dizer que o rapaz tinha aprendido a tocar guitarra e surgiu o convite dele, pela primeira vez tocar com alguém. E assim foi, entre barracas de coelhos e galinhas, o rapaz caminhou até uma sala improvisada com bateria e baixo, instalando a guitarra e o amplificador para de vez em quando fazer algo que lhe dê realmente gosto fazer. Até um dia que o meio primo do rapaz ficou no hospital. E entre as muitas visitas que o rapaz fez, sempre rindo e tentando dar boa disposição ao seu meio primo que lhe pedia sem parar para lhe fazer crepes, na semana do seu aniversário, o seu meio primo desapareceu. Foi quase impossível de acreditar que tal coisa tivesse acontecido, tal pessoa que conhecia tão bem o rapaz tivesse desaparecido. A única pessoa que o rapaz conhecia desde que se lembrava dele mesmo. E no dia do aniversário do seu meio primo, enquanto caminhava, carregando o seu meio primo lentamente, o rapaz chorou desesperadamente em frente de todos o que o conhecem de vista desde pequeno, enquanto via o seu meio primo que considerava um irmão de uma maneira que nunca sonhou poder vê-lo. Seguiram-se os pesadelos constantes, juntando-se aos da sua avó também. De conversas, de simples sorrisos e daquele peso no peito pelas únicas pessoas que viram verdadeiramente o rapaz crescer.&lt;br /&gt;Desde então o rapaz percebeu que talvez, por tanta ânsia de viver, talvez já tenha vivido ou sentido mais do que consegue suportar e desde então tem passado os dias, só. Assim. Sem viver. Apenas tão mentalmente cansado de toda uma rotina tão dolorosa que as dores se manifestam fisicamente. Sentiu tudo o que alguma vez quis fugir.&lt;br /&gt;E como todas as histórias têm um fim, esta deveria ser a altura para tal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-116642892249394630?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/116642892249394630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=116642892249394630&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116642892249394630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116642892249394630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/12/tenho-uma-histria-para-contar_18.html' title='Tenho uma história para contar'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-116448137420742159</id><published>2006-11-25T19:02:00.000Z</published><updated>2006-11-25T19:02:54.226Z</updated><title type='text'>Paranóia</title><content type='html'>Não queremos acordar ninguém, mais vale não entrar. É melhor ficar á porta e com um pouco de sorte chove para criar mais drama. E com este céu nublado quem prefere estrelas que magoem os olhos? Somente um louco que se queira resumir a si mesmo, desejando um brilho que nunca vai ter.&lt;br /&gt;Mais vale ficar neste silêncio, com este ou outro grupo de gatos que por vezes dobram a esquina. E para quê o nevoeiro, se podemos ver horizontes infinitos que nunca conseguiremos alcançar. É, mais vale brincar com os pés que tocam no chão ao ritmo que se vai ouvindo na cabeça e com um pouco de sorte chove para conseguirmos ensopar as sapatilhas gastas. E com uma noite destas quem prefere a agitação do dia que bem lá no fundo de agitado não tem nada? Somente um megalómano inconsciente da sua ignorância, desejando tudo do constante nada que até agora foi capaz de criar.&lt;br /&gt;Mais vale ficar a ouvir a conversa do consciente, com uma ou até mais vozes que não se calam por muito que possámos querer. E para quê gritar, se podemos guardar este momento para sempre, mesmo que não sirva para seja o que for. É, mais vale brincar com as pontas dos dedos que se tocam lentamente para ver se ainda se sentem, nas luvas de vagabundo compradas numa loja qualquer.&lt;br /&gt;E com esta serenidade nocturna, que no fundo não deixa de ser um vulcão de emoções invisíveis ao olho nu, quem prefere um colchão para se deitar e para voltar a ter um dia como tantos outros? Só um fraco, incapaz de se enfrentar a si mesmo e que gosta de dizer que nada o consegue quebrar.&lt;br /&gt;Mais vale ficar imovél ao ponto de sentirmos o nosso próprio sangue circular, para que sejámos capazes de nos lembrar que ainda funcionamos minimamente. E para quê recusar a existência, se a única coisa certa que temos na vida é a morte? É, mais vale brincar com o cabelo e sentir se já está na altura de o lavar, já que não há luz para ver se o cabelo escureceu de novo. E com todo este silêncio, com o seu ruído tão agudo, capaz de magoar os tímpanos e que lembra o cérebro a trabalhar como um frigorífico, quem prefere outro som qualquer que distraia de tal maneira que nos faça esquecer que existimos. Só um altruísta, capaz de abdicar dele mesmo perante tudo o resto e esses já só existem em páginas gastas pelo tempo.&lt;br /&gt;Mais vale ficar aqui, sentir o corpo que não se mexe um centímetro que seja, onde apenas o olhar consome todas as cores e formas que lhe são apresentadas para além de todas as outras memórias que a mente é capaz de apresentar na tela negra da consciência. É, mais vale ficar aqui quieto, deixar os outros dormir e com um pouco de sorte chove para ver se ainda somos capazes de nos sentir limpos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-116448137420742159?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/116448137420742159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=116448137420742159&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116448137420742159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116448137420742159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/11/parania.html' title='Paranóia'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-116317715901691927</id><published>2006-11-10T16:44:00.000Z</published><updated>2006-11-10T16:45:59.073Z</updated><title type='text'>Percebes?</title><content type='html'>Agora mesmo.&lt;br /&gt;Pode acabar tudo aqui. Neste último olhar, no silêncio do meu pensamento. Falta-me egoísmo e isto não é uma qualidade.&lt;br /&gt;Estou cansado de estar cansado e a verdade aos poucos foi ganhando o sabor amargo da mentira, talvez por ser ingénua demais. Perdeu-se o dom da inocência quando tudo o que tocou em nós até hoje se tornou em simples interesses. E tudo nos obriga a pensar dessa maneira, mesmo que tenhamos a certeza e a razão seja baseada na experiência. Dispenso qualquer tipo de intriga ou julgamento.&lt;br /&gt;Envelheci e por muito que o mundo tenha para mostrar, não sou capaz de desenvolver qualquer tipo de enzima que me desperte o interesse em conhecer seja o que for. Sobretudo quando tudo o que nos rodeou, na maior parte do tempo, tenha sido destruição. Desde a mais física, passando pela social, interior ou até, como um espectador enojado, global. E por mais estúpido que possa soar, ganho a inútil vontade de pedir desculpa seja lá pelo que for a qualquer pessoa com que me tenha cruzado. Por muito mal que me possam ter feito ou pela ajuda que me possa ter dado com um simples e sincero olá. Talvez a consciência parasse de construir a cruz que já não aguento. Ou somos todos o resultado de quem vê televisão a mais, romantizando a vida e quando somos capazes de avaliar a nossa, toda ela não passa de um desperdício de tempo. Mas eu não gosto de televisão a esse ponto. Gosto da vida, por mais irónico que possa parecer. Das ruas movimentadas ou abandonadas, de um céu iluminado por um luar capaz de nos guiar numa floresta qualquer ou da chuva que cai numa tarde de céu cinzento. De sons e silêncios, risos compulsivos e despreocupados. Tanto mais que perco a paciência, sabendo ser impossível referir tudo o que se é capaz de sentir através de um momento tão natural. &lt;br /&gt;E talvez não seja de hoje, mas este novo século trouxe um punhado de gente que parece gostar de sentir forçadamente para entrar no barco dos que estão à margem da vida regida pelo relógio. A notícia é que, nenhum dos que estão à margem se dizem melhores que alguém. Não há elites, muito menos snobs. Nem bares da cena, conversas pré-definidas ou pulsos que sangram por atenção. Há dor, diferente da que se sente num funeral, no desemprego ou na falta de saúde. Há um desespero continuo e um desencaixe social progressivo. Há a angústia pelo sentimento de insuficiência, que se vai tornando insuportável.&lt;br /&gt;Mas isto não é ser fraco. Ser fraco é aceitar a vida como ela é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-116317715901691927?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/116317715901691927/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=116317715901691927&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116317715901691927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116317715901691927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/11/percebes.html' title='Percebes?'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-116122143681957855</id><published>2006-10-19T02:26:00.000+01:00</published><updated>2006-10-19T02:31:05.210+01:00</updated><title type='text'>Scentless Apprentice</title><content type='html'>Vá lá, continuem. Mas deixem-me com a loucura que faz o meu sangue ferver. Sou a doença contagiosa que apodrece o vosso sistema, o grito que ouvem na rua pela madrugada, o partido que nunca quiseram para os vossos filhos. Acreditam na liberdade? Mostrem-ma! Não a conhecem!&lt;br /&gt;Não vos peço uma moeda nem preocupação, meus queridos. Mas já chegaram ao i de integridade no vosso dicionário de bolso? Olhem para mim! Olhem bem para mim e façam aquilo que fazem melhor: Julguem-me! E riam ou lamentem. Pois eu nasci para quebrar o conceito de normalidade. Sou o vosso anormal preferido. O rei dos anormais. De corpo e mente. Agora usem-me. Mostrem-me a todos que conhecem como o objecto de pura inutilidade e orgulhem-se disso. Ou afastem-se só para não sentirem o meu cheiro. Conheço todos os vossos pequenos segredos. Sobretudo que têm determinados segredos que não querem que se revelem perante todos. E reconheço que desconhecem a vossa ignorância, que no fundo ainda vos torna estranhamente superiores.&lt;br /&gt;Mas eu não tenho nada a esconder. Ofereço-vos o sorriso mais irónico. E isso dá-me o direito de gritar obscenidades nos vossos ouvidos. De fixar o meu olhar no vosso como se quisesse alguma coisa vossa. Porque serei sempre a voz acima de qualquer lei. A voz da livre expressão do individuo.&lt;br /&gt;E quando me acharem a criatura mais nojenta que conseguem imaginar, lembrem-se que todos vocês já acariciaram o vosso próprio sexo e utilizaram as mesmas mãos para tocarem em tudo e todos à vossa volta.&lt;br /&gt;Tenham um bom dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-116122143681957855?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/116122143681957855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=116122143681957855&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116122143681957855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116122143681957855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/10/scentless-apprentice.html' title='Scentless Apprentice'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-116010103547181399</id><published>2006-10-06T03:16:00.000+01:00</published><updated>2006-10-06T04:51:39.516+01:00</updated><title type='text'>Tristeza</title><content type='html'>A cidade estava bonita. Molhada e cinzenta.&lt;br /&gt;O sol não apareceu e os carros andaram o dia todo com faróis ligados. O fumo das castanhas surgia de todas as ruas de onde entravam e saíam pessoas com roupa de inverno. Os autocarros seguiam o seu curso, os bombeiros acorriam a pedidos de socorro e a polícia patrulhava as ruas. E no meio de tudo isso, lá caminhavam eles.&lt;br /&gt;Uns com um olhar preso no chão, outros que rasgam a multidão como a desafia-la e ainda os que vão-se deixando caminhar pensando mil e uma coisas, divagando na sua droga de eleição. Há quem se sente em qualquer lado, olhando quem passa e quem se esconda no beco mais abandonado, e numa ou outra ocasião há sempre uma senhora de família que passa e como um lamento num tom superior diz: tristeza. E por mais desconhecidas que lhe sejam as verdades, a senhora tem a razão. Nós somos quem costumam ver nas vossas ruas, mal vestidos, imprevisiveis, deliquentes, os que nunca serão nada na vida, para sempre jovens adultos. Mas nós optámos por não ser seja o que for perante a vida que é rápida demais para ser vivida, sem tempo para sentir realmente o que é viver. Somos aqueles que nada dizem e nada cobram, mas conscientes da falta de personalidade, da falta de intelecto e ideais de uma sociedade unida apenas por dinheiro, leis e horários. Nós não somos pessoas, muito menos gente, somos individuos que lutam, mesmo que o façam dentro do seu próprio pensamento, perante o mundo como ele se tornou. Material. Superficial. Preconceituoso. Enfadonho. Somos quem somos e como somos porque somos livres. As nossas roupas não foram feitas para impressionar, a nossa orientação sexual não foi feita para julgar, a nossa música não foi feita para chocar, a nossa maneira de ser não foi feita para receber qualquer tipo de holofote, tudo provém da naturalidade, da espontaneidade, da indignação, da melancolia, da apatia, do desespero... Nós somos a tristeza em pessoa. Somos a elite que não foi feita para vencer, a elite que nunca fora referenciada ou planeada, a elite moldada pelo tempo e por tudo o que ele trouxe e levou. &lt;br /&gt;Somos a elite derrotista de quem nunca ninguém falou.&lt;br /&gt;Partilhámos apenas cidades e acabamos por caminhar a mesma rua. A que transpira angústia e nos lá prende. Vagueamos pela cidade quando todos dormem, sentindo no íntimo a beleza que cada rua cerrada de nevoeiro numa cidade adormecida oferece e dançamos como se fossemos cair a qualquer momento numa adrenalina descomunal. Lutamos em silêncio por uma liberdade que desconhecem, sofremos em silêncio por um vazio que não sentem. E que se fodam os sexistas, que se fodam os homofóbicos, que se fodam os pedófilos, que se fodam os preconceituosos, que se fodam os egoístas, que se fodam os arrogantes, que se fodam as políticas, que se fodam as religiões, que se fodam as críticas, que se fodam os falsos, que se fodam os invejosos, que se fodam os gananciosos, que se fodam os que pensam o que for sem saberem porque o pensam ou que defendem algo que inconscientemente contradizem. E que se foda a vida como a conhecem. &lt;br /&gt;Não existimos em grupo, não marchamos ou cantamos, estamos todos espalhados em silêncio, mas existimos, somos reconhecidos pelo olhar. Porque caminhámos nas vossas ruas e quando olhamos nos vossos olhos, gritámos num pensamento indignado: tristeza!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-116010103547181399?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/116010103547181399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=116010103547181399&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116010103547181399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/116010103547181399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/10/tristeza_116010103547181399.html' title='Tristeza'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-115914031647545320</id><published>2006-09-25T00:20:00.000+01:00</published><updated>2006-09-25T00:25:16.493+01:00</updated><title type='text'>Hoje é o melhor dia para morrer</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/azulfinal.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/azulfinal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje é o melhor dia para morrer. Nada melhor como me despedir em glória na minha derrota.&lt;br /&gt;Como um aceno a tudo o que passou, num sorriso sincero e uma derrota aceite em mim. Por tudo o que por mim passou e se foi, por tudo o que em mim se sentiu e se diluiu na derradeira derrota de um ser. Como as nostalgias de uma infância despreocupada onde o mundo se resumia a um quilómetro quadrado de casa, desde á adolescência sem travões mergulhada num mundo cinzento. Adeus ás madrugadas de nevoeiro cerrado, metrópoles vazias e silênciosas. Adeus quartos pintados pela dor que nos acompanhou, despertares apáticos e solitários. Não há nada mais que possa esperar para recear, acaba aqui. De nariz bem erguido e um pequeno e irónico sorriso na face, à espera daquele último segundo, num olhar distante: Acabou.&lt;br /&gt;Todas as roupas que eu já vesti e todas as recordações que tinha quando as vestia de novo, em todos os lugares que estive... Todos os álbuns que eu já ouvi, num carro sem destino ou na minha cabeça a caminho de algum sítio... Todas as pessoas que já cumprimentei, olhei e sorri, como qualquer pessoa na rua, as pessoas que poucas vezes me cruzava até as poucas que me conheciam realmente... Todos os escolas que frequentei, todos os autocarros que andei, numa rotina constante até ao seu último dia... Tudo isso presente na consciência tão intensamente... Vivi tão rápido. Tudo isso acabou. &lt;br /&gt;Agora sou capaz de afirmar que me tornei um espectador deste teatro. Farto de conhecer figurinos com as suas fatiotas que variam de tamanho de tecido, padrões e cores com o passar dos anos. Farto dos cenários que se repetem vezes e vezes sem conta, restando apenas eu, caminhando entre tudo e todos com mil e uma memórias enquanto tudo o resto, seja em que local for, se recolhe para aquilo que chamam casa para recomeçar tudo de novo amanhã. Como a tentativa de se aproximar daquela rapariga mesmo que essa seja comprometida, a ânsia de comprar um carro novo para substituir o que foi destruído, a vontade de jogar aquele jogo, comprar aquele telemovel, comer aquela comida, ouvir aquela música, ver aquele filme, humilhar aquela pessoa, foder aquela amiga daquele amigo. Ou então estudar, para estabelecer uma vida e casar com alguém exactamente como nós, com um curso melhor que o nosso, para criar descendência, passar a tradição religiosa ao filho enquanto a mulher fornica o patrão e o marido passa férias com os amigos e traí a mulher com uma qualquer. E em casos raros, amar, para atravessar a vida de mão dada e um sorriso estampado no rosto, pelo peito se encher de uma felicidade doce e terna, que nos lembra todos os beijos, todos os olhares, naquela tarde, naquela noite, em casa, enquanto faz frio lá fora, no mar, enquanto o sol cai. Que nos lembra o toque da pele, uma na outra, em mais uma cama, as coxas e os troncos, as respirações e os olhos apaixonados. Tão apaixonados como o caminhar, para qualquer lado, no desejo de encontrar um canto para criar um mundo completamente á parte. Uma casa, um apartamento com duas divisões, as roupas rascas, os vinyls antigos, na baixa de uma cidade qualquer, numa vida em pleno conforto com a nossa pessoa, amando tão naturalmente e intensamente, quem dorme abraçado ao nosso corpo quando acordámos todos os dias. Por reconhecer que a pessoa ao lado é a melhor pessoa que se possa conhecer, que nos sente da mesma forma e que quando olha ao seu redor, o olhar é o mais bonito e querido que possa existir perante tudo o resto. &lt;br /&gt;Tudo existe. Eu observo, após a derrota. Sabendo como tudo funciona, como tudo nasce, vive e morre. E quando os dias são a sucessiva repetição do que há para sentir, escalamos a multidão adormecida até ao topo e de nariz bem erguido num pequeno e irónico sorriso na face, ficámos á espera daquele último segundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-115914031647545320?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/115914031647545320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=115914031647545320&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115914031647545320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115914031647545320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/09/hoje-o-melhor-dia-para-morrer.html' title='Hoje é o melhor dia para morrer'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-115836625019009084</id><published>2006-09-16T01:21:00.000+01:00</published><updated>2006-09-16T13:29:12.980+01:00</updated><title type='text'>"Então senhor Bruno, como passou?"</title><content type='html'>Lerei em voz alta, mesmo que o teu silêncio me magoe: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou á espera que me batam à porta e me esperem com um sorriso seguido de um abraço apertado em vão. Que venha a dor de tudo perder. Por mais que adormeçamos com o desejo de amanhã ver alguém que desapareceu, esse alguém nunca voltará. A voz, o olhar, o sorriso, os gestos, nada voltará. Apenas a saudade dolorosa de tudo o que se perdeu. &lt;br /&gt;O dia nasceu calmo e silencioso, nem os passáros cantaram, nem o sol nasceu radiante e com vida. Limitou-se a nascer, na mesma serra de sempre e com o tempo ergueu-se lentamente. Nem estava quente nem frio, tudo seguia o seu curso silenciosamente. Só o teu nome, vezes sem conta, escrito na parede negra do meu pensamento. E o peso no peito, como se o coração estivesse a cair no vazio que hoje me criaste. Volto a ser criança e vejo-te da janela da minha antiga cozinha, a caires da tua bicleta e com o teu queixo ensanguentado a chorar. Com um avental estancam o teu queixo e abraçaste à cintura da minha avó em dores. E como um sonho, visito-te com jogos e ficámos tardes a jogar mega drive em tua casa, por vezes amuados um com o outro, por alguém ganhar mais vezes. E voltámos a lanchar, em cozinhas antigas o pão que o padeiro trazia a meio da tarde e um copo de leite com chocolate que na altura nos satisfazia mais do que qualquer coisa. Fomos vendo os nossos traços a desenvolverem-se, eu sempre fui o magrinho que não conseguia engordar. Caminhámos sempre juntos para o meio de rapazes e raparigas em diversas escolas que o tempo tornou-os como nossos conhecidos. Tu eras sempre o guarda redes e eu alguém que tentava pontapear uma bola. &lt;br /&gt;Nunca me chateei contigo. Nunca. Nem quando não passávamos de crianças com um mundo por conhecer ou adolescentes com um mundo que lhes caía em cima. Mudámos de penteados, ambientes, conhecidos e amores, mas continuámos sempre os mesmos. Nem o tempo foi capaz de quebrar o que inconscientemente construímos. Apanhávamos sempre o mesmo autocarro, caminhávamos sempre a mesma rua, umas vezes com conversas mais semelhantes a outras mas nunca fomos capazes de nos afastar. Mexe-te! Levanta-te daí! Deixa-me apodrecer em mim mesmo como sempre tão bem o soube fazer mas não me persigas em sonhos que me acordem durante a noite. &lt;br /&gt;Mexe-te! Ouve-me! Mexe-te! Pára com esse teu silêncio insurtecedor! Quero que me convides para mais uma partida de bilhar e me afastes das trevas que eu próprio semeei. Mas mexe-te! E não me abandones aqui enquanto quieto caminhas em direcção à terra que te comerá. Acorda e ri-te das lágrimas que nunca me viste derramar por ti ou de tudo aquilo que nunca te cheguei a dizer. Ninguém merece que o seu funeral seja no próprio aniversário. &lt;br /&gt;E tenho tantas fotografias tuas cá dentro. Como tu, ao longe em mais uma manhã mergulhada num nevoeiro, a chamar por mim, de mochila ás costas, a caminho da paragem do autocarro. Ou o segundo antes de desviarmos o olhar um do outro, quando a estrada nos dividia cada um para sua casa. O teu rosto. Umas vezes mais sorridente que outras. Até mesmo quando segurava o teu corpo sem força, enquanto vomitavas depois de mais uma noite cheia de alcóol. As festas de aniversário que tinhas, quando éramos mais novos e recebias sempre algo que ansiavas por parte dos teus pais. A felicidade intensa presente no teu e no meu olhar, quando riamos de alguma piada que criavamos ou de quando recordávamos algum programa que tinhamos visto. Mesmo os teus sermões sarcásticos quando ias ter comigo atrás de um pavilhão qualquer enquanto fumava e faltava ás aulas. &lt;br /&gt;"Então senhor Bruno, como passou?" &lt;br /&gt;"És um anjinho!" &lt;br /&gt;"Vai uma aposta?" &lt;br /&gt;"Os teus crepes são uma merda" &lt;br /&gt;"Ouvi dizer que hoje à tarde vens a minha casa" &lt;br /&gt;"Eu espero por ti na paragem" &lt;br /&gt;Uma imensidade de sons e imagens guardadas em mim. Partilhámos o mesmo sangue. Partilhámos uma vida. E isso, nunca me vou esquecer. Só não queria estar aqui para te ver partir antes de mim. &lt;br /&gt;O céu estava limpo e nenhum pássaro ou qualquer nuvem se atreveu a rasgá-lo. Não haviam borboletas ou flores por desabrochar. Não se viam casais de mão dada passeando, nem se ouviam carros ou risos distantes de criança inocentes. Foi um dia de luto por ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-115836625019009084?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/115836625019009084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=115836625019009084&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115836625019009084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115836625019009084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/09/ento-senhor-bruno-como-passou.html' title='&quot;Então senhor Bruno, como passou?&quot;'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-115800376532009717</id><published>2006-09-11T20:41:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T20:42:45.346+01:00</updated><title type='text'>O dia está a começar de novo</title><content type='html'>O dia está a começar de novo, mesmo que para mim o sono não tenha chegado.&lt;br /&gt;Vou observando o reflexo do meu rosto, sereno e penetrante, que tanto esconde, enquanto o cigarro se queima sozinho entre os dedos agora adultos e com muitas histórias por contar. Tenho dentro de mim o suficiente para me destruir e no entanto vou vivendo comigo mesmo, destruindo-me num silêncio como este. Sei de cor todas as razões pelas quais sou quem sou e quem nunca serei. Sinto apenas a falta de um lugar que não me conheça como hoje sou ou me faça lembrar de mim mesmo, ao contrário das ruas que todos os dias caminho. &lt;br /&gt;Vou enlouquecendo, numa postura que se ridiculariza a si mesma. E tento escapar a mim mesmo em noites como esta, nunca com um destino traçado. Como neste escritório de uma fábrica onde vou anotando tudo o que existe para sentir em mim e em meu redor. &lt;br /&gt;Todos dormem, uns mais descansados que outros, assim como quem dorme neste preciso momento atrás desta cadeira, no chão, gasto, por tudo o que viveu até hoje. Todos, de alguma maneira, encontram sempre um caminho que hoje vejo como uma mentira que todos preferem acreditar. E até as cores da cidade, as roupas que visto, os rostos desconhecidos com que me cruzo, a maneira como me olho e todas as imagens que levo em mim como memórias, levam para longe a paz que preciso.&lt;br /&gt;Não me entristece o facto de todos os dias terem o mesmo sabor amargo, mata-me a certeza que todos eles me dão e nenhum contradiz. Limito-me a recordar tudo o que passou como um filme, onde hoje sou o espectador que se emociona sempre que se vê a si mesmo numa terceira pessoa que caminha em direcção ao fim, que destrói tudo o que possa ter construido e lamenta, num silêncio doloroso, pela perda da força que precisa para lutar mais um dia. Desistiu e como um castigo, caminha com essa derrota, num peso que aumenta à medida que vê o tempo passar.&lt;br /&gt;Cansa-me pensar no que existe lá fora. Fui conhecendo e compreendendo como tudo é e funciona, de tal maneira, que a realidade me roubou de mim mesmo. Não culpo nada nem ninguém, a não ser eu mesmo, por ter criado o vazio que substituiu tudo o que todos os anos que por mim passaram, trouxeram. Desde os primeiros sorrisos inocentes aos últimos dias que vivi intensamente. Entre essa linha de tempo, existe uma vida que se perdeu. E hoje sou alguém que não espera seja o que for de qualquer coisa, até de si mesmo. Sou aquele que se perdeu.&lt;br /&gt;Tudo o que tocou morreu. Viveu, mas o tempo matou-lhe a vivacidade. Ficou apenas com o seu corpo cansado e a sua mente derrotada. Pagou com a vida quando sentiu a inocência desaparecer. Porque um dia, sem o saber, acreditou que mudaria o mundo. Mundo, que no fim, acabou por o consumir, por tudo o que viu, sentiu e viveu. Será para sempre um livro que fechou e que contará sempre a história mais triste que poderá ser lida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-115800376532009717?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/115800376532009717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=115800376532009717&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115800376532009717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115800376532009717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/09/o-dia-est-comear-de-novo.html' title='O dia está a começar de novo'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-115741989062363351</id><published>2006-09-05T02:23:00.000+01:00</published><updated>2006-09-05T02:31:35.976+01:00</updated><title type='text'>Lambendo feridas</title><content type='html'>Como um animal, quando as luzes se apagam, fica ele lambendo as feridas.&lt;br /&gt;Um vai e vem de sentimentos percorrem o corpo gasto e os gritos são tão intensos que assustam a pobre alma que por ele passa. Os olhos espelham um desespero que se dilui com raiva e a ânsia de viver. O cabelo que fora arrancado com os próprios membros ainda paira no ar e uma respiração ofegante faz-se ouvir. As imagens percorrem-lhe o cerebro e os musculos contraem-se involuntáriamente, adivinhando-se mais uma explosão de dor.&lt;br /&gt;Ouvem-se vozes e sentem-se toques, invocam-se presenças e os punhos cerram-se até o sangue banhar o chão. Não existem portas nem janelas para fugir ao destino que se traçou, apenas a certeza que amanhã terá que lidar com o fantasma que criou de si mesmo.&lt;br /&gt;Brilham os olhos naquela escuridão dolorosa, enquanto se lambem feridas, como um animal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-115741989062363351?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/115741989062363351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=115741989062363351&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115741989062363351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115741989062363351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/09/lambendo-feridas.html' title='Lambendo feridas'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-115626918398212288</id><published>2006-08-22T18:52:00.000+01:00</published><updated>2006-08-22T18:53:04.000+01:00</updated><title type='text'>Teenage Angst</title><content type='html'>Leva nele o grito que o libertará perante um mundo que nunca pertencerá, seguido de um choro que o libertará perante a multidão que nunca seguirá.&lt;br /&gt;Esconde-se em florestas, escapando do som dos passos na calçada, dos carros que têm sempre para onde ir e das pessoas que levam nelas a ignorância que deu lugar á inocência de descobrir e viver. Bebe alcóol para não temer o manter de um sorriso natural e fuma substâncias para sentir a dança de uma alma que se afoga numa vida que nunca conseguiu fugir, a não ser lá, longe, no lugar onde não está. Espalha risos quando tropeça e choros quando se confessa quem realmente é, nunca entristecendo a natureza que o rodeia, porque essa é o seu escape. As ruas e os bancos de jardim vazios, até os baloiços e os escorregas abandonados na madrugada, estão prontos para adolescentes que querem sempre algo que nunca conseguem sentir.&lt;br /&gt;O despertar é sempre confortante, quando o pássaro canta e o rio corre, a música ao longe toca e os lábios de um rosto ainda com os olhos fechados, esboçam um sorriso. Vestem-se os calções de ganga que outrora foram calças, as sapatilhas sujas e uma t-shirt velha demais. Acende-se o cigarro e suspira-se por tudo aquilo que se sente e tudo aquilo que não se consegue sentir, a adolescência deve ser isso mesmo.&lt;br /&gt;Porque os olhares comprometem corpos e os sorrisos a alma, não há nada que vagueie no pensamento capaz de corroer mais um pouco um ser que enfraqueceu com o tempo. Caso o vazio se faça sentir, por tudo aquilo que sabemos que nunca morre, existe uma linha de horizonte reconfortante, um toque de pele quente e suave que faz esquecer o que amanhã poderá trazer. Existe sempre a salvação no olhar que substitui qualquer palavra e na fotografia que se tira mentalmente do local mais bonito que se pode estar. &lt;br /&gt;Viaja-se. A alma vai sempre mais além que os passos que se dão e os suspiros sentem-se mais do que qualquer palavra dificil de ouvir. E quando a noite chega, já quando a visão é turva e as respirações acalmam ainda mais, ele senta-se num canto de uma rua qualquer, vendo tudo o resto seguir o seu curso, perto de tudo aquilo que precisa, numa magia inimaginável e reconfortante que o faz sorrir, para não se lembrar do mundo como ele realmente é, lá fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-115626918398212288?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/115626918398212288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=115626918398212288&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115626918398212288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115626918398212288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/08/teenage-angst.html' title='Teenage Angst'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-115449102075748983</id><published>2006-08-02T04:56:00.000+01:00</published><updated>2006-08-02T04:57:00.773+01:00</updated><title type='text'>Adolescentes</title><content type='html'>Quando acendemos um cigarro a ouvir música ás quatro e meia da manhã durante meses, podemos dizer que há algo de errado, não podemos? Não, precisamos apenas de arranjar um passatempo.&lt;br /&gt;Olá.&lt;br /&gt;Eu não procuro nada, muito menos uma atenção doentia para alimentar um ego que é bonito dizer que não existe. Tenho apenas a tendência de me afastar de tudo aquilo que vejo como é e não me diz nada, mesmo que isso seja o mundo que vejo lá fora e que o pequeno e bonito espaço que todos dizem haver é uma pura mentira fruto de uma esperança ignorante. Desisto de mim mesmo até quando vejo como as pessoas são e insistem em ser uma coisa que não são. Apenas me dou valor quando estou bêbado ou drogado e sinto em mim a vontade de agarrar quem tenho por perto e fugir para longe. Não preciso de diagnósticos psicológicos para me conhecer nem os procuro para me rotular perante o mundo e esperar que ele me aceite como sou. Tanto posso ser odiado ou amado, até indiferente, serei sempre eu próprio perante tudo o resto e não pretendo arrancar sorrisos ou tentar chocar tudo e todos que se possam cruzar comigo, porque todos eles confessam dentro deles mesmo como são bem melhores que muita gente mas preferem dizer que não gostam deles mesmos. Bem vindos à moda intelectual do novo século.&lt;br /&gt;Com a pele de um jovem que sou ou na leito da minha morte, terei apenas uma única certeza.&lt;br /&gt;Sou quem sou e serei sempre feito de mim mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-115449102075748983?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/115449102075748983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=115449102075748983&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115449102075748983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115449102075748983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/08/adolescentes_02.html' title='Adolescentes'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-115266534462021146</id><published>2006-07-12T01:47:00.000+01:00</published><updated>2006-07-12T02:05:49.600+01:00</updated><title type='text'>Parasita</title><content type='html'>Sinto-me tão doente que me vejo incapaz de acabar mais um cigarro, mesmo que continue contra mim mesmo.&lt;br /&gt;O silêncio chegou de novo e com ele, todas as paranóias que me levam a desejar o fim que tanto falo e parei de tentar alcançar. De que vale morrer agora com tanto por ver e sofrer, como assim aconteceu até hoje? Gostava que um olhar me beijasse a alma, salvando-me de mim mesmo, mas todos os olhos que vejo na rua estão cegos. Nunca irei pegar num telefone e lamentar-me para alguém, deixo isso para mim mesmo, por mais auto destructivo que seja, sabendo que todas as noites me aproximam mais da dor que carrego em mim. Da dor que sinto nos mais banais dos despertares, nos mais belos dos sorrisos que vejo e sou incapaz de tentar alcançar, nas paredes desta casa carregadas de segredos, ou mesmo até no velhote que pela manhã já se encontra no café a beber sozinho, de fato velho e o seu cheiro a carne que apodreceu. &lt;br /&gt;Nunca ninguém me pediu para sentir, mas hoje em dia ninguém pede nada a ninguém, porque todos têm o direito a qualquer coisa, mesmo que conscientemente causem dor à pessoa mais próxima. Limito-me a observar o curso natural de tudo o que me rodeia e revolta-me que ninguém faça nada para mudar seja o que for. Eu próprio já perdi toda a força que num momento de revolta possa ter ganho, por ter deixado cair o mais belo dos quadros que possa ter desenhado. Vejo felicidade naqueles que vivem numa constante mentira que o tempo lhes ensinou a acreditar e angústia nos que sempre tentaram de algum modo alcançar algo que desde sempre faltou. Caminho entre todos eles em silêncio, sempre na esperança de não perturbar seja quem for que me possa magoar mais tarde. Levo nos olhos a dor que guardo em mim e que não desaparece, mesmo na alegria dos pequenos pormenores que não são incapazes de escapar. Como a pequena criança loira e irrequieta, vestida de marinheiro por uns pais que nunca irão adivinhar o que ela poderá sentir nas primeiras decádas de vida, no tempo cinzento que é incapaz de trazer a tristeza de uma chuvada e a alegria de um sol radiante, ou até no meu gato que me sobe até ao ombro e ali fica sentado, olhando pela janela enquanto escrevo.&lt;br /&gt;Cada dia que chega é mais um recheado de pensamentos que se tentam decifrar, quando todos eles se repetem rapidamente, como uma mensagem escondida numa música antiga que é tocada ao contrário. O único conforto que sou capaz de sentir, é o de saber que não arrasto ninguém no pesadelo que vivo quando deixo o mundo de sonhos que me perturbam. Não obrigo ninguém a sentar-se na ponta da cama, tocando-me no ombro, pedindo calma, quando luto entre os lençóis comigo mesmo sem me mexer, mesmo que por vezes o desespero me leve a querer alguma entidade disponível. Sou capaz de me sentir cansado de gritar sem usar a voz. Sou um simples parasita de mim mesmo, corroendo a própria alma até à exaustão física e mental. E hoje, assim como ontem, sinto-me cansado de me ter como me sou, sabendo que não vale a pena combater numa luta que lá fora, ninguém, se apercebe que existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-115266534462021146?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/115266534462021146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=115266534462021146&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115266534462021146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115266534462021146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/07/parasita.html' title='Parasita'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-115186908972630256</id><published>2006-07-02T20:34:00.000+01:00</published><updated>2006-07-02T20:45:50.693+01:00</updated><title type='text'>Loneliness</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/alone.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/alone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mary Jane said life's a wait &lt;br /&gt;I already knew &lt;br /&gt;Because we're down &lt;br /&gt;We'll lose the town &lt;br /&gt;Just like I would choose &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary Jane said minds are games &lt;br /&gt;I went to the moon &lt;br /&gt;Before we know &lt;br /&gt;She'll have to go &lt;br /&gt;Wish I were there too &lt;br /&gt;But I've got to go &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary Jane &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary says &lt;br /&gt;I, I can love you &lt;br /&gt;Life's a wait &lt;br /&gt;Why, why should I lose &lt;br /&gt;When I've got to go &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Vines, Mary Jane&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-115186908972630256?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/115186908972630256/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=115186908972630256&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115186908972630256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115186908972630256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/07/loneliness.html' title='Loneliness'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-115099882773315970</id><published>2006-06-22T18:51:00.000+01:00</published><updated>2006-06-22T18:53:47.756+01:00</updated><title type='text'>Noites</title><content type='html'>São duas da manhã, pego numa bicicleta que me emprestaram e saio porta fora na esperança de encontrar algo mais do que a dor que tenho em mim.&lt;br /&gt;Viajo entre estas ruas, típicas de uma vila, que neste momento estão mergulhadas pela escuridão que as adormece e abre caminho para todos aqueles que procuram algo mais do que aquilo que um simples navegar em plena madrugada pode trazer a qualquer pessoa que é capaz de ser feliz num mundo de ilusões que se vivem diariamente. Pedalo lentamente, reconhecendo todas as ruas que parecem ganhar um encanto que escondem durante o dia. Os gatos que caminham em grupo fogem para os becos e ficam ali, ver-me passar com um pequeno sorriso, de quem fugiu de uma casa que traz todas aquelas recordações que doem e que temos constantemente em mente nestas noites solitárias que nos afogam em nós mesmos.&lt;br /&gt;Vou subindo a rua que me vai dar a vista que mais posso desejar numa noite tão silênciosa onde sou capaz de ouvir dezenas de conversas que possa ter tido ou ouvido e em mim estejam guardadas. Suspiro ao sentir que tudo o que me rodeia dorme e eu vou vivendo, viajando, até onde desejar, com uma angústia que é capaz de me dominar quando, sozinho, no quarto, me apercebo de tudo aquilo que diariamente me rodeia. Hoje é tempo de sair e correr, parar no tempo e viver. Viver momentos dos que sentimos em sonhos, que não passam de realidades paralelas e que sempre desejámos sentir.&lt;br /&gt;No cimo da rua, encontro uma rapariga sentada no passeio, olhando para o horizonte que cá de cima aparece de uma ponta à outra da nossa visão. Decido parar e antes que pudesse pensar em qualquer coisa para dizer, mesmo que não me sentisse capaz de dizer seja o que fosse, pergunta-me o que vim cá fazer. O que me leva a perguntar o porquê dessa pergunta e recebo a resposta mais bela que podia alguma vez imaginar. A rapariga diz-me que vem cá várias vezes, na esperança de um dia encontrar alguém que procure um local como aquele, à procura de uma paz que foge constantemente dia após dia. Vem caminhando lentamente, entre a noite, numa vila adormecida, observando e admirando cada detalhe que lhe fica gravado na mente como tudo se tratasse de um sonho bonito demais para ser vivido. Vem cá, abandonando um mundo de sentimentos que a prendem e a sufocam dentro de si mesma, por toda a dor que possa ter dentro dela que ninguém que conheça é capaz de imaginar ou sentir. Seja por tudo aquilo que possa ter vivido, por tudo aquilo que vive e que a impossibilita de sentir um conforto que à muito lhe escapa, onde apenas em noites como esta, longe de tudo e até de si mesma como se conhece, encontra.&lt;br /&gt;Já sentado, lhe disse que o meu sonho apenas se tinha tornado mais intenso, por encontrar alguém que procura o mesmo que eu. E mais intensas estas noites seriam, se vissemos subir aquela rua, um a um, adolescentes com a alma magoada, procurando aquilo que nunca encontram e que para a maioria dos que neste mundo habitam desconhecem. Um pequeno grupo se formaria, como um culto, em torno da apatia, que vaguearia à nossa volta enquanto aqui ficávamos em silêncio. &lt;br /&gt;E vi o sorriso mais sincero que alguma vez possa ter visto, saboreando a paz e o sabor da apatia.&lt;br /&gt;Veio o silêncio e já de cigarro aceso, observo o largo horizonte que é rasgado por uma serra interminável onde apenas as pequenas luzes ao longe cintilam e as estrelas que dançam no céu lentamente pintam o mais bonito dos quadros que parece trazer a benção por algo que trazemos em nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-115099882773315970?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/115099882773315970/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=115099882773315970&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115099882773315970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115099882773315970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/06/noites.html' title='Noites'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-115050441160158831</id><published>2006-06-17T01:27:00.000+01:00</published><updated>2006-06-17T01:33:31.636+01:00</updated><title type='text'>never ending thought</title><content type='html'>Raramente me lembro que tenho 20 anos. Quando o faço, sinto-me velho. Detesto falar sobre mim e nunca sei o que dizer porque penso mil e uma coisas e nunca sei o que dizer sobre elas. Não faço nada de jeito na vida. Tenho uma paixão assumida pela Melanie Griffith que começou na personagem Lulu do Something Wild e pela Kim Gordon dos Sonic Youth. Gostava de ter conhecido o Jack Kerouac. Gosto de gatos. Não gosto de cobras, perto de mim. Não gosto do meu quarto. Não gosto do local onde moro. Passo o tempo a escrever, a fumar e em paranóias constantes dentro de mim mesmo. Gosto de pintar os olhos, usar guizos nas roupas e oculos dos anos 80. Gosto de all stars e roupas ás riscas. Não gosto é da onda alternativa que hoje se formou que todos têm que usar roupas ás bolinhas e ás riscas, franjas e ouvir bandas que não passem na MTV. Gostava de trabalhar numa loja de música, mesmo sabendo que hoje em dia, mesmo as pessoas que apreciam música preferem sacá-la da internet. Gosto de fazer feedback com a minha guitarra e do meu pedal de distorção. Gosto de perder o controlo enquanto toco quando ninguém vê. Gosto de drogas e dos seus efeitos que me afastam de tudo o que possa existir. Não gosto de me sentir a toda a hora um adolescente sem rumo. Não gosto das pessoas que neste momento me estão a julgar ao ler isto. Não procuro um futuro brilhante. Aliás, não procuro seja o que for. Viveria na rua com as pessoas certas. Exploro a baixa sempre que posso até as pessoas me conhecerem de vista. Não socializo muito. Poucas pessoas me conhecem. Ainda menos as que me falam. Sou conhecido por ser aquele que ninguém conhece. Passo o dia a ouvir música, até mesmo na minha cabeça. Gosto de tentar tocar guitarra em locais fechados. Gosto de passar noites num anexo cheio de pó, brinquedos velhos, garrafas vazias, colchões velhos, longe da vida como a possa conhecer, improvisando na guitarra, delirando na droga e em conforto por me sentir longe de mim mesmo. Não gosto de sentir o tempo a passar por mim como acontece, sabendo que desperdiço minutos que nunca voltarão, mesmo que não consiga fazer nada para mudar seja o que for. Gosto de fotografia. Gosto de sair à noite, para locais que poucas pessoas vão. Gosto de concertos. Gosto de sítios calmos. Gosto de estar em silêncio com alguém e conseguir sentir que a outra pessoa se sente bem. Não gosto de mim como me conheço. Gosto de dormir em florestas. Passo noites em claro, em angústias inexplicáveis e desesperos pouco comuns. Nunca digo nada de jeito quando tentam falar comigo sobre alguma coisa. Gostava de me sentir totalmente livre no meio deste mundo de coisas que acontecem onde nada me consegue dizer seja o que for. Gosto de adolescentes que se consigam sentir a eles mesmos e que gostam de conhecer pessoas assim. E não gosto de começar todas as minhas frases por gosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-115050441160158831?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/115050441160158831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=115050441160158831&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115050441160158831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/115050441160158831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/06/never-ending-thought.html' title='never ending thought'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114962069188674759</id><published>2006-06-06T20:02:00.000+01:00</published><updated>2006-06-06T20:05:43.856+01:00</updated><title type='text'>The lonely journey</title><content type='html'>Sou uma criatura estranha que se nega a cada despertar mas que mesmo assim, acorda, deixando-se morrer.&lt;br /&gt;Tenho uma alma magoada e sem cura que me desgasta o corpo e a mente nos dias que passam dolorosamente sem me trazerem qualquer alento. Sofro de tanto sofrer e sofro tanto por não me querer. Mudaria o mundo para uma paz incompreensível que trazia o mais belo dos suspiros a todos aqueles que se sentem a eles mesmos. Já me cansei de tanto querer, que hoje não quero nem procuro. Vou-me deixando em palavras que me saem do fundo e do vazio, da angústia e do desespero, mesmo sabendo que a cada segundo que passa é mais um que não volta mais. E nem mesmo as palavras mais reveladoras e sentidas que possa partilhar me afastam do que carrego em mim, todas elas me cercam, numa tempestade que me destrói lentamente. Só preciso de um sitio calmo e discreto que me traga o silêncio que me leva a vida que nunca agarrei, não peço mais. Apenas uma tranquilidade estupidamente dolorosa por saber que tudo em mim se esgotou à muito tempo.&lt;br /&gt;De nada me valem as palavras maduras e experientes na vida que nada me diz se nenhuma delas me são capazes de me ler como sou. Sou tudo aquilo que não fui e  que nunca chegarei a ser, talvez por isso me pese a consciência distorcida e paranóica. Não me lamento por tudo aquilo que aparento ser, apenas me odeio por não ter onde pertencer ou simplesmente querer algo mais do que a própria vida em si.&lt;br /&gt;O alcóol, o tacabo, a cocaína, o haxixe e a erva não são mais do que escolhas conscientes de quem não se quer, escudos temporários para uma realidade que nunca quis, acelerando um ponto final que mesmo podendo ser colocado já, preferi vivê-lo. Esvaneço na vida como num nevoeiro cerrado de uma cidade deserta em plena madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All the smiles that I gave&lt;br /&gt;And all the tears that I shed&lt;br /&gt;Will never safe me from myself&lt;br /&gt;Or replace what I felt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114962069188674759?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114962069188674759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114962069188674759&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114962069188674759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114962069188674759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/06/lonely-journey.html' title='The lonely journey'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114909848576818502</id><published>2006-05-31T18:58:00.000+01:00</published><updated>2006-05-31T19:01:25.786+01:00</updated><title type='text'>Não pertenço a lado nenhum</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/19-05-06_1837.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/19-05-06_1837.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vamos fugir. &lt;br /&gt;Queimo cigarros enquanto espero a presença de quem, carinhosamente, abraçará o meu corpo e quem sou. Não precisamos de confessar quem somos a quem nos conhece pelo olhar e que procura um pouco de paz entre estes dias que não trazem nada que nos diga. Podia divagar durante horas sobre como é tentar adormecer num quarto que teima em projectar nas paredes todo aquele passado que me dói constantemente ou como é acordar, para sentir um vazio invadir um peito cansado. Não me quero esconder mais entre os lençóis, sabendo que amanhã será igual. Já lutei tanto e por tanto, que toda a força que tenho vai sendo cada vez menos para tentar aguentar mais um dia como os que chegam. É por isso que te peço, foge comigo. &lt;br /&gt;Caminho na cidade que me viu crescer, que de alguma forma, parece partilhar a dor que levo dentro de mim. E caminho em silêncio num fim de tarde onde o sol parece uma bola de fogo que cai no horizonte, lá no fim daquela via rápida, trazendo o esperado fim. Suspiro apenas por saber que nada do que possa dizer ou fazer seja capaz de mudar qualquer coisa que nos possa acontecer. Olho à nossa volta e sinto que vivemos num mundo de apatia, que por vezes é dominado pela angústia que nasce no nosso fundo. Talvez seja por isso que num final de tarde como este, vamos para um local deserto qualquer, ver o sol cair, sentindo a droga invadir o corpo, para que de alguma forma nos tornemos mais nossos e nos afaste de tudo aquilo que nos dói, doeu e doerá. A dor é tudo aquilo que sempre conhecemos melhor. O vazio é tudo aquilo que existe em nós e que vai aumentando, à medida que nos vamos tocando no fundo. &lt;br /&gt;Só o meu pensamento é invadido por vozes, guitarras e batidas de bateria que me gritam e me rasgam a alma numa confusão ordenada, sentindo o fundo do meu ser, soltando um grito silêncioso no meu vazio. &lt;br /&gt;O passado assombra tanto que é capaz de destruir o futuro e é nesse pensamento que nasce a angústia no presente que vivo, por saber que nada, mas nada, me espera na realidade. &lt;br /&gt;O vento agita-me o cabelo e a droga atrofia-me os sentidos. Páro no tempo. Não pertenço a lado nenhum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114909848576818502?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114909848576818502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114909848576818502&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114909848576818502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114909848576818502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/05/no-perteno-lado-nenhum.html' title='Não pertenço a lado nenhum'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114833812744830513</id><published>2006-05-22T23:36:00.000+01:00</published><updated>2006-05-23T19:36:13.360+01:00</updated><title type='text'>Preciso tanto do que não consigo sentir</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/20-05-06_1733.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/20-05-06_1733.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Preciso tanto do que não consigo sentir. &lt;br /&gt;Cada dia que acordo na cama do meu quarto, lembro-me de como o tempo desfigurou tudo aquilo que fui. Talvez porque não caminhe nesta vida vivendo mas porque caminho nela morrendo. Morro a cada dia que passa. Dentro de mim, nascem batalhas que perco sempre enquanto que a rotina de uma vida que nunca quis se faz sentir. &lt;br /&gt;Quero ser crucificado por não desperdiçar tempo aos fins de semana para ir a um centro comercial ou ver a novela preferida do país. De não comprar constantemente coisas que a moda me tentou mostrar ou de não encontrar qualidade em tudo aquilo que uma multidão de gente segue cegamente. Não pertencer a um rebanho parece ser um crime que todos entendem, mas ter uma alma que é capaz de nos doer parece ser impossível. Começo a acreditar que não pertenço em lado nenhum. &lt;br /&gt;Cada vez mais sinto a necessidade de fugir de mim mesmo e de tudo o que me rodeia. Porque tudo o que existe em mim são gritos de desespero que ouço constantemente quando estou neste quarto, ciente de tudo aquilo que lá fora me espera. Tudo o que existe em mim resume-se a um vazio que cresce à medida que me vou procurando dentro de mim mesmo numa viagem introspectiva que me dói bem lá no fundo. Tudo o que existe em mim, é a dor de ser quem sou e de não ser de outro jeito. É a angústia por um tempo que passa a correr sem uma vida conseguir agarrar, um desespero por nada nem ninguém entender como que é ter a solidão como a maior das nossas certezas. Tudo o que existe em mim é tudo aquilo que nunca quis. E por isso, desespero mais uma vez. &lt;br /&gt;Talvez pertença aqui, a esta floresta longe de todas aquelas mentes que julgam e condenam numa balança injusta e parcial. Talvez pertença a esta floresta que me afasta de mim mesmo e onde me sinto abraçado pela paz desta natureza. Vou ficar por cá, com estas árvores que guardam nelas os meus suspiros e o rio que me lava a alma cada vez que fico longos minutos olhando-o fixamente. &lt;br /&gt;Nada mais existe, a não ser este pedaço de terra e água. Por isso sorrio ironicamente para o céu azul que neste momento não me cai em cima, por saber que mais tarde ou mais cedo, vou acordar na cama do meu quarto, rodeado de tudo aquilo que me deixa cada vez mais a um passo da insanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9 meses. Para ti avó.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114833812744830513?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114833812744830513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114833812744830513&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114833812744830513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114833812744830513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/05/preciso-tanto-do-que-no-consigo-sentir.html' title='Preciso tanto do que não consigo sentir'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114771253215394480</id><published>2006-05-15T18:01:00.000+01:00</published><updated>2006-05-15T18:02:12.206+01:00</updated><title type='text'>Consegues ouvir o silêncio?</title><content type='html'>Consegues ouvir o silêncio?&lt;br /&gt;Os lençóis da cama estão abertos enquanto queimo cigarros sentado no chão deste quarto. O meu poeta favorito vai chorando as palavras mais sentidas num mundo longe daquele que todos conhecem e eu, vou divagando, dentro de mim.&lt;br /&gt;Os meus pais dormem no quarto ao lado, lutando numa vida que tentam sobreviver. Caíram no sono que lhes dá o único descanso que encontram no dia a dia de quem trabalha para não morrer. Tiveram o azar de terem um filho que sente no íntimo tudo aquilo que haja para sentir nestas madrugadas solitárias, para que neste momento lamente por se aperceber que não passa de um erro e um fardo para quem trabalhou toda a vida e nunca a ter conseguido aproveitar.&lt;br /&gt;Não sou mais que um espermatozóide que cresceu num mundo onde as rosas morreram e apenas os picos se fazem sentir. Um ser que evoluiu para um estado de letargia por tudo aquilo que possa ter sentido até hoje mas que mesmo assim, continua a deixar os dias passar por ele, como se a dor não fosse suficiente. Tenho um cérebro que se limita a funcionar na pior das condições, sem a esperança de encontrar esperança, mesmo que isso implique a morte intelectual do meu ser. Não me preocupo em viver se me nego a toda a hora desde que ganhei noção de tudo aquilo que existe e do nada que sempre fui.&lt;br /&gt;Não tenho palavras bonitas para oferecer, nem sorrisos para esboçar, a não ser os espontâneos e irónicos, cada vez que o mundo se revela como ele é todos os dias.&lt;br /&gt;Fico no silêncio e na solidão. Não peço nem luto seja pelo que for. Não me incomoda se tenho ou não o direito de querer ou fazer qualquer coisa que supostamente fosse capaz de mudar positivamente a minha pessoa. Estou ciente de quem sou para saber que tudo o que possa acontecer nunca mudará quem sou, nem mesmo o mais bonito dos sonhos que possa ter escondido no meu inconsciente. Todos eles são razões para a mãe de todas as angústias acordar e me atormentar. Não me quero deitado neste chão em mais uma noite, perdido num turbilhão de sentimentos que não sou capaz de controlar. Não me quero, só. Porque não existe maneira de encontrar a paz que preciso.&lt;br /&gt;Durmam e não se esqueçam que tenho um carinho especial por todos aqueles que sorriem inocentemente. Vivam.&lt;br /&gt;Sou aquele que ouvem no vosso silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114771253215394480?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114771253215394480/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114771253215394480&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114771253215394480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114771253215394480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/05/consegues-ouvir-o-silncio.html' title='Consegues ouvir o silêncio?'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114713168855845488</id><published>2006-05-09T00:38:00.000+01:00</published><updated>2006-05-09T00:43:16.310+01:00</updated><title type='text'>Fui à pesca</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/03-05-06_1507.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/03-05-06_1507.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fui à pesca.&lt;br /&gt;Os violinos fora de tempo que tocam dentro da minha mente quando este quarto é trancado pararam mal saí porta fora. Invadiu-me o silêncio que encontrei cá fora, nestas ruas vazias que me levavam até à floresta que todos os dias observo da minha janela, a floresta que tanto gostava de visitar durante a noite, com todas aquelas pessoas que fossem capazes de sentir a apatia que dançaria connosco. &lt;br /&gt;Os pássaros saíam dos seus ninhos e esvoaçam entre os pinheiros que cerravam o céu cinzento. Eu continuava a percorrer os pequenos trilhos, entre toda esta vegetação que, por momentos, me faz esquecer quão cinzento é o meu mundo.&lt;br /&gt;Sinto-me só e apetece-me vaguear pela floresta. Quero esquecer um mundo de livros e secretárias, notícias e televisões, obrigações, rotinas ou responsabilidades. Quero encontrar o momento ideal para conseguir tocar no meu fundo e não me doer de novo. Para que um suspiro seja capaz de esboçar um leve sorriso.&lt;br /&gt;Consigo ouvir ao longe o pequeno rio que corre no meio desta floresta, longe de tudo aquilo que possa existir no resto do mundo. E quando lá chego, sento-me no chão e observo tudo aquilo que me rodeia em silêncio. A minha mente brinca com a ideia de explorar, correr, rir, abraçar, chorar e brincar aqui, em plena madrugada, com quem merece e procura algo indefinível. Fumávamos tudo o que houvesse para fumar, enquanto esta água corria sem parar. Levava para longe as lágrimas que nos saíssem da alma e trazia uma esperança que já não conhecemos. A minha força passiva só é sentida no meu olhar distante.&lt;br /&gt;Coloco o meu isco e lanço a minha bóia. Por momentos não existe mais nada a não ser todo este ambiente que me observa aqui sentado, sem motivações ou optimismos inocentes, de cigarro na mão, à espera da primeira criatura que morda o anzol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114713168855845488?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114713168855845488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114713168855845488&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114713168855845488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114713168855845488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/05/fui-pesca.html' title='Fui à pesca'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114652807201289220</id><published>2006-05-02T01:00:00.000+01:00</published><updated>2006-05-02T01:30:43.153+01:00</updated><title type='text'>Paralisei</title><content type='html'>Perdi-me no tempo. Paralisei.&lt;br /&gt;Nada me espera no futuro a não ser a falta de vida que hoje constantemente sinto. Tornei-me numa mente que se lamenta todos os dias que desperta e não tenho qualquer orgulho nisso. Vejo os meus dias e as minhas noites como nunca antes conseguira ver. O tempo tornou-me frio e distante, mergulhado numa angústia que sinto intensamente. Sinto a falta de tudo aquilo que o tempo me possa ter levado para apenas ficar comigo mesmo, nesta dor de ser quem sou.&lt;br /&gt;Já passei por noites que destinei serem as últimas mas a manhã teimava em aparecer. Sou provavelmente lixo humano que não se contenta com nada do que tem e que nunca teve força para lutar seja pelo que fosse.&lt;br /&gt;Hoje estou aqui sentado. Sentado no meio desta imensidão de espaço, de cigarro na mão, tal como na primeira vez que peguei num, sentado numa rocha, naquele bosque que me levaram numa tarde de verão. Em frente a este computador que comprei graças a um folheto que encontrei no chão a caminho de casa à uns anos atrás. Com uma meia ás riscas pretas e vermelhas, que me ofereceram como luva, quando visitei a casa de uma rapariga que conheci na rua, numa fuga para o Algarve, onde dormi em locais que não fazia a mínima ideia de como se chamavam. Com uma camisa de flanela aos quadrados que comprei num leilão na Internet, que se tornou na peça de roupa que mais uso. Com umas sapatilhas que comprei com a única pessoa que foi capaz de entender tudo em mim e de me amar.&lt;br /&gt;A minha vida dava o filme que todos os adolescentes deveriam ver.&lt;br /&gt;Para quando o momento em que desistimos de nós mesmos chegasse, fossem capazes de lutar contra tudo aquilo que dentro deles possa doer e não se entregarem ao vazio que os consumirá, até que uma noite seja mesmo a última.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114652807201289220?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114652807201289220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114652807201289220&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114652807201289220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114652807201289220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/05/paralisei.html' title='Paralisei'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114600161205836685</id><published>2006-04-25T22:42:00.000+01:00</published><updated>2006-04-25T22:46:52.526+01:00</updated><title type='text'>A casa</title><content type='html'>Os pássaros chilreavam e o vento agitava as folhas das árvores que me rodeavam. Esta mente sonâmbula tinha vindo parar novamente ao bosque. As pálpebras pesam enquanto tento abrir os olhos e sair daqui como tantas vezes, em tantas manhãs o fiz. A última vez que saí de casa a dormir para acordar deitado à beira rio entre as mesmas rochas, fui acordado pelos escuteiros que costumam explorar esta zona. Riram mas pelo menos deram boleia até casa. Chego novamente à conclusão que nem vale a pena tirar a roupa antes do sono chegar se existe a grande possibilidade de acordar num outro local praticamente nu. Mas por outro lado é tão estranhamente belo como quase todos os meses acabe por acordar entre uma leve névoa que flutua acima do rio, perdido neste mato tão verde e silencioso ao ponto de conseguir ouvir os meus longos suspiros.&lt;br /&gt;À ida para casa é que reparo no estado da roupa que levo. Com estas calças de ganga tão sujas e a camisa de flanela desbotada sou capaz de parecer um vagabundo que acabou de chegar à vila. Pouco me importa.&lt;br /&gt;Os meus pais foram passar o fim-de-semana fora. Tenho que entrar pela janela da cozinha e aproveito para comer qualquer coisa enquanto vou reflectindo sobre o meu início de manhã. Volto ao meu quarto para observar durante longos minutos o tecto que fiquei a conhecer bem demais nas noites sem dormir que me tendem a perseguir. Deitado nesta cama, perco-me mais um pouco dentro de mim mesmo de novo numa viagem introspectiva. A dor do silêncio invade e traz-me a melancolia de uma alma que se magoa a si mesma. Tudo aquilo que possa existir em mim mata-me mais uma vez enquanto que fora deste quarto o mundo gira sem parar. Dentro de mim continuo a lamentar em quem me tornei. Da janela chega um grito que chama por mim. A Cely hoje resolveu visitar-me mais cedo. Trazia aquele cabelo preto despenteado, que tantas vezes já confessei como é realmente bonito e os olhos de quem ainda não tinha dormido uma hora. Convidei-a a entrar e viemos deitar-nos no chão do meu quarto partilhar este silêncio que tão bem conhecemos. Resolveu interromper aquele silêncio ensurdecedor com a pergunta – Que horas são? – E seguiu-se um ataque de riso descontrolado naquele chão que tantas vezes as minhas lágrimas salgaram. Acabámos por adormecer e acordei a meio de uma conversa entre o Gil e a Lisa. A Cely tinha ido tomar um banho a casa enquanto aqueles dois apareceram por cá. Acabei por lhes pedir um cigarro enquanto me sentei no chão a ouvir a música que me abstraía das vozes presentes neste quarto. &lt;br /&gt;É como se o tempo parasse e apenas a minha existência se fizesse sentir. E numa fracção de segundo torno-me consciente de toda a minha vida até este exacto momento. Recordo momentos que vivi com o Gil, como aquelas noites em que decidíamos explorar as estradas velhas e cinzentas desta vila, acompanhados da nossa dor e da vontade de tudo largar. Ou com a Lisa, como aqueles intervalos na escola, que se prolongavam durante largos minutos atrás de mais um pavilhão, falando de tudo um pouco e de nada em particular, permanecendo apenas o conforto presente no ouvido de quem nos quer bem. São momentos como esses e muitos mais que fazem com que doa menos sentir o tempo desperdiçado que todos os dias tendem a trazer e alente estas pobres existências que não se enquadram em qualquer lugar que seja. Sentir tudo escapar entre os dedos, corrói à medida que o tempo vai passado. Talvez seja por isso que tenhamos a constante necessidade de nos abstrair de tudo aquilo que nos rodeia e em nós existe.&lt;br /&gt;Decido fazer o almoço que se limita a uma simples sandes, que se segue de um cigarro e um banho. O Gil e a Lisa sabem perfeitamente que podem ficar no quarto o tempo que pretenderem, por isso decido ir visitar um local que conheço melhor que eu mesmo. O Gil disse-me que ainda devem lá estar o resto das bebidas da noite de ontem com a Lisa e a Cely. Costumamos ir bastantes vezes para as minas de carvão de S. Pedro que foram desactivadas à algumas décadas. Ficamos a falar e a beber, a fumar e a rir, entre as poucas paredes que se mantêm erguidas que tantas histórias por contar devem ter. É apenas mais um local que os adolescentes usam para libertar o peso do mundo das costas carregadas de dor. &lt;br /&gt;Haviam beatas de cigarro e garrafas partidas numa daquelas divisões destruídas pelo tempo. A fogueira já estava apagada e a única coisa para beber tinha demasiado álcool para um início de tarde. Sento-me num colchão velho que eu e o Gil acabamos por colocar lá para as várias noites que lá decidíamos ficar e imagino a apatia dançar à minha volta. São projectados pequenos filmes no meu pensamento e nasce um pequeno sorriso neste rosto. Como a noite em que trouxemos mais de uma dezena de pessoas para transformar este local numa pequena festa sem razão aparente, onde existia apenas o conforto das jovens mentes sem rumo que se afogavam em álcool, desejando que o sol nunca mais nascesse. Neste momento, já com o sol bem alto, este local dorme para quando mais uma noite chegar, trazer de volta a magia que sentimos a cada noite que por aqui ficamos. Apenas eu, completamente sozinho num raio de quilómetros, entre este mato que me rodeia, estou aqui, agarrado a um passado que se mantém presente demais.&lt;br /&gt;Passadas algumas horas e vários cigarros, algumas lágrimas e um ou dois suspiros, a Cely vem ter comigo e deita-se no colchão a resumir a noite de ontem, acabando por confessar com um pequeno sorriso o quanto precisa dessas noites que nos afastam de nós mesmos como nos conhecemos diariamente, que nos abrem a porta para uma liberdade sem limites e uma presença dentro de nós mesmos a que não estamos habituados. Viver não deveria ser um esforço. E sorrir deveria ser natural, não um acto automatizado. Hoje o mundo gira mais depressa. Viver não custa para quem não sente a realidade como ela é. &lt;br /&gt;Numa conversa quase sussurrada com a Cely, revelo todos os meus medos, todas as minhas dores. A dor de ser quem sou espalha-se no ar enquanto alguém sente a minha alma. A tarde passa e os silêncios acumulam-se. Depois de tanta conversa e de um ou outro abraço, eu e a Cely resolvemos vaguear um pouco por perto destas minas. O céu começa a pintar-se de negro até que o Gil e Lisa aparecem. Acabamos por sentar os quatro a três andares do chão, tentando agarrar o tempo que teima em escapar entre os dedos.&lt;br /&gt; A Lisa sussurrava uma música enquanto a Cely mantinha um olhar cabisbaixo enquanto fumava o cigarro. Eu e o Gil observávamos tudo aquilo que nos cercava e aos poucos íamos sentindo o conforto na angústia que em nós mora. Foi então que, entre o silêncio que se criou, o Gil acabou por dar a ideia de visitar a casa abandonada que á já algum tempo estamos para conhecer. Já tínhamos ouvido falar desse local e de algumas histórias que se espalharam por quem já lá entrou. A ideia era atravessar a zona de Couce e procurar a velha casa abandonada. &lt;br /&gt;A noite já tinha caído quando decidimos sair das minas com as nossas mochilas que carregavam lanternas e algumas bebidas. Observámos o céu completamente estrelado à medida que caminhámos em pequenos trilhos de terra iluminados pelo forte luar. Fiquei para trás o suficiente para observar aquelas três pessoas envolverem-se na escuridão, com as suas sapatilhas sujas, as suas roupas «retro» e a sua vontade de viajar sem destino aparente, para longe de tudo aquilo que os lembre deles mesmos. Sorrio e acelero o passo. Ao longe faz-se ouvir o rio que corre sem parar enquanto a Cely e a Lisa vão imaginando como será visitar uma casa tão antiga. Todos sabemos que à alguns anos atrás, jovens como nós viajavam até lá e jogavam pequenos jogos capazes de assustar as mentes menos abertas. A nós, só nos interessava o sabor da aventura e o cheiro da apatia adolescente presente nesta noite que nos abençoa por tudo aquilo que (não) somos. &lt;br /&gt;O Gil ficou sem bateria na lanterna dele por isso passei eu para a frente. Estava na altura de atravessar o rio. Um a um, dávamos um passo de cada vez em cima das rochas que nos serviram de ponte. Tudo à nossa volta era feito de sombras, apenas os pinheiros rasgavam o céu e as estrelas cintilavam como nunca tivera visto. &lt;br /&gt;Reconheci o local por onde passamos, acordei lá hoje de manhã. Nunca pensei que estivesse tão perto do local que tantas vezes me tinham falado. O Gil reconheceu as quatro pedras alinhadas que lhe deram como ponto de referência e que formavam a entrada para o terreno da casa. Tudo à nossa volta eram ervas ou silvas, havia apenas um trilho de meio metro completamente cerrado. O Gil parou e agarrou o meu braço. Viu a sombra da casa ao longe. Ficámos os quatro a observar aquele sítio sinistro que estávamos prestes a conhecer sem sussurrar uma palavra que fosse e ao contrário do medo que talvez nos pudesse invadir, apenas surgiu a vontade de conhecer cada canto que o local abandonado tivesse para nos mostrar. Chegamos ao alpendre, consumido por ervas que se espalhavam pelas paredes e o telhado. A porta de madeira estava arrombada e havia um par de sapatos de mulher bastante velhos junto a uma mesa de madeira dentro do alpendre. &lt;br /&gt;- Vamos? – Sugeriu a Cely depois do meu longo suspiro enquanto observava tudo o que me rodeava. Como segurava a lanterna, fui o primeiro a entrar, a madeira dava de si à medida que avançávamos entre a escuridão total.  Tinha acabado de entrar na porta e reparava nas grandes teias de aranha que enfeitavam o tecto que por sinal ainda não tinha caído. O corredor era estreito e haviam molduras nas paredes, curiosamente, sem fotos. A madeira gemia enquanto a Cely, o Gil e a Lisa me acompanhavam lentamente até que parei por ter visto através da luz da lanterna uma divisão ao fundo do corredor. Encontrei uma sala apenas com uma mesa e duas cadeiras partidas. A lanterna pouco mais mostrava. Nas paredes estavam desenhados símbolos que desconhecíamos, provavelmente feitos por quem á uns anos visitou este local. A Lisa e o Gil começaram a explorar o resto da pequena sala enquanto eu e a Cely acabamos por nos sentar no chão com um olhar que foi capaz de transmitir tudo aquilo que pensávamos deste local sem abrir a boca. Estávamos fascinados. Pediram-me a lanterna. Encontraram um livro e a curiosidade matava-nos. O Gil começou a ler em voz alta e de imediato nos apercebemos que se tratava de um diário que começara em 12 de Julho 1962.&lt;br /&gt;«Eu e Rosa acabamos de chegar do Porto e de conhecer mais ruas daquela cidade cinzenta. Os automóveis estragam o ambiente da minha cidade natal. Fomos até a um restaurante comer qualquer coisa e como sempre saímos sem pagar. Rimos vezes sem conta sempre que nos sentimos vivos à medida que vamos viajando por aí, conhecendo novos lugares e novas pessoas. Comprei-lhe uns sapatos para substituir aqueles que ela estava sempre à espera de trocar. Os olhos brilhavam de alegria, adoro ver o sorriso deste meu amor. Amanhã partimos para S. Pedro da Cova, vamos visitar o povo mineiro e quem sabe arranjar um emprego por uns meses. Só o tempo dirá para onde iremos depois.»&lt;br /&gt;Começava assim a segunda página do diário que tínhamos acabado de encontrar e todas as outras páginas que se seguiram, foram suficientes para entendermos que se tratavam de um casal que sorrimos ao imaginá-los viajar. Viajavam por toda a parte, de qualquer maneira, procurando algo que também não sabiam descrever muito bem, assim como nós o fazemos cada vez mais. E rimos. Esta casa foi provavelmente a última paragem deste casal que vivia a vida de um modo que pouca gente um dia poderá conhecer. Décadas depois, estão aqui mais quatro jovens, desejosos por largarem o travo amargo da melancolia, viajando em plena noite, por várias cidades, arrastando com eles quem deseje segui-los. &lt;br /&gt;Assim como aquele casal, queremos largar esta angústia que nos corrói, esta vida automatizada que nada nos diz, este desespero que nos consome diariamente. Por momentos sentimo-nos abençoados por ser quem somos e enquanto nos olhamos em silêncio esboçamos um sorriso que esvanece na escuridão. Tinha acabado a última bateria da lanterna e sinto um leve suspiro junto ao meu ouvido. &lt;br /&gt;Mas nenhum de nós suspirou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114600161205836685?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114600161205836685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114600161205836685&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114600161205836685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114600161205836685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/04/casa.html' title='A casa'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114419128305404899</id><published>2006-04-04T23:51:00.000+01:00</published><updated>2006-04-04T23:56:16.483+01:00</updated><title type='text'>Escrito a 1 de Abril de 2004</title><content type='html'>Desperdicei tantos segundos e agora todos vão se escapando mais rápido... &lt;br /&gt;Que agora quando penso neles me faz baixar o olhar e sentir os olhos a humedecer. Porque na verdade, eu tenho por ti, tu és, muita coisa que nunca imaginaste ser para mim. Coisas que nunca disse, coisas que sempre senti mesmo que enterradas por baixo de uma camada de apatia ou até de puro e indesejado mau humor. &lt;br /&gt;Agora, as coisas estão muito diferentes. &lt;br /&gt;Nem te deve passar pela cabeça que eu me preocupo, que eu te escrevo, mas não o faço por obrigação, nem por pena, faço-o pela primeira vez em 18 anos algo que nunca fiz porque nunca tive coragem e não por segundas intenções. &lt;br /&gt;Não imaginas como é doloroso, desesperante, mentalmente letal, chamar pelo teu nome e não ver reacção tua. Perguntar se está tudo bem e continuares a olhar para o vazio. Saber que tive 18 anos a teu lado e nunca fui capaz de dizer o que mereces ouvir, de te acarinhar como me fazias quando eu era criança. Agora que cresci e me foram fechando dentro de mim, sinto-me um incompetente, estúpido, insensível pelas palavras que te acompanhariam para sempre não me saírem da boca. &lt;br /&gt;Sinto-me mal por ver que esperas o fim da vida e o início da eternidade. &lt;br /&gt;Estou farto de vomitar por dentro, sou tão egoísta. &lt;br /&gt;Estou farto de chorar por dentro, falho constantemente para com as pessoas. &lt;br /&gt;Gostava de poder engolir o mal que te possuíu, queria que ele me consumisse por dentro, se entranhasse entre as minhas unhas, que visses a minha dor por ti, como se fosse um pacto de irmãos. Mas eu não sou nada. &lt;br /&gt;E tu pensas que tu é que não és nada para mim. Eu não sou mesmo nada, mas tenho tanta coisa tua guardada dentro de mim. &lt;br /&gt;É compreensível as pessoas não perceberem o que sinto quando eu simplesmente não o digo, eu fui-me habituando a não demonstrar nada. Sou tão apático. Mas por mais que tente, mesmo que agora sejas tu que não me fales, eu não consigo. &lt;br /&gt;Ver-te como eu agora te vejo, imaginar-te como tu eras e agora como tu estás, ouvir a tua tentativa de me murmurares algo, de me acariciares a cara para me reconheceres, os teus gemidos tentarem criar palavras, da tua presença ser mais intensa, mesmo que não te consigas mexer, mesmo que eu agora te queira dar o abraço que nunca te dei, mesmo que saiba que a morte nunca esteve tão perto, eu simplesmente não consigo parar de chorar e dizer que te adoro. &lt;br /&gt;Tudo o que eu consigo sentir é uma grande dor, de saber que não te consegues exprimir, de saber que te sentes sozinha durante a noite, de não conseguires chorar, de não conseguires sorrir, de simplesmente saber que nunca mais te vou ouvir! E tantas vezes eu detestei a tua voz, a tua opinião sobre as coisas. Agora que recuo no tempo, que me vejo contigo no passado onde eu por fora sempre demonstrei o desagrado de socializar contigo ou seja com quem for e por dentro sempre gostei de te ter por perto, vejo o que desperdicei e sinto-me tão mal. &lt;br /&gt;Sinto-me tão mal por saber que já estás de partida e eu continuo o mesmo, sem conseguir exprimir algo tão intenso dentro de mim. Mergulho no silêncio contigo porque não te consigo falar e já não me falas porque não o consegues, todos os pormenores me entristessem. Só uma borboleta voa dentro do meu coração, sinto cada batimento das asas dela. Não sei se a minha presença te agrada, não sei como começar por te dizer o que sempre senti, simplesmente odeio saber que eu sou o principal culpado por nunca te sentires verdadeiramente feliz. &lt;br /&gt;Agora que te vejo no fim, começo a ter saudades do ínicio. &lt;br /&gt;Mas o que sinto sempre existiu, mesmo que para muitos eu não fosse algo mais do que um frio e mal agradecido. &lt;br /&gt;O que mais me incomoda é saber que agora mais do que nunca estás sozinha, suspiras á espera que o amanha não exista, porque se existir só te vai matando aos poucos por dentro, assim como me mata a mim também sempre que estou contigo. &lt;br /&gt;O que mais me incomoda, é o teu olhar, a força com que agarras a minha mão quando eu a tento separar da tua, e abres bem os olhos para mim como se fosse um sinal para eu ficar. O imaginar-te chorar por dentro, dando gritos silenciosos levando-te mais tarde ou mais cedo á insanidade. &lt;br /&gt;Gostava que tudo mudasse para melhor, que me perdoasses para eu conseguir parar de desesperar e chorar. &lt;br /&gt;Gostava que te conseguisse dar o melhor, porque tu o mereces, porque tu atravessaste esta vida e simplesmente o mereces. &lt;br /&gt;Adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114419128305404899?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114419128305404899/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114419128305404899&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114419128305404899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114419128305404899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/04/escrito-1-de-abril-de-2004.html' title='Escrito a 1 de Abril de 2004'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114274417342082188</id><published>2006-03-19T04:48:00.001Z</published><updated>2006-03-19T04:59:03.030Z</updated><title type='text'>Warning: I may be high</title><content type='html'>Ok, i'm high.&lt;br /&gt;I just don't what to with myself.&lt;br /&gt;It is almost 5.am and I just feel everything around me spinning and i'm loving it. By the way, i'm not in the fuckin mood to write in my mother language and i'm just making stupid errors in every fuckin word. But it's ok, i'm correct it right away.&lt;br /&gt;If anyone could imagine what kind of reality expects me tomorrow, everyone would like to get high till the end of their days. I want my fuckin last days. Because I just want to dance in the rain knowing that I don't know how to dance. I just want to feel my tears from the sky and give away all the apathy that releases from my body and soul.&lt;br /&gt;I lost my fuckin way to save me from myself. And I so fuckin sick and tired of me and to write fuckin in every fuckin line. &lt;br /&gt;I think that I will just click on that orange button to publish this shit this and lay down on the ground laughing and crying of this entire world. &lt;br /&gt;Fuckin heartbreaked junkie.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114274417342082188?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114274417342082188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114274417342082188&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114274417342082188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114274417342082188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/03/warning-i-may-be-high.html' title='Warning: I may be high'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114220805386660426</id><published>2006-03-12T23:55:00.000Z</published><updated>2006-03-13T00:00:53.890Z</updated><title type='text'>Sou este mundo abandonado que ninguém sente</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/19-02-06_0324.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/19-02-06_0324.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A noite já tinha caído e aproximava-se uma madruga das que invadem este quarto e trazem os sussurros, a loucura e a dor de ser quem sou. Trazem as madrugadas que o tempo torna ainda mais pesadas e difíceis onde o único refúgio é estar o menos consciente possível. &lt;br /&gt;Mas ouvi um grito da janela ao lado desta secretária, chamando e esperando por quem aqui dentro, em si se destrói. Levam-me embora, para longe daqui, por umas horas que gostava que fossem dias, meses… Invadimos bombas de gasolina e a noite angustiante que tanto conheço, à medida que me torno menos consciente de mim mesmo, seja com que substâncias forem, a linha do tempo desaparece e apenas existe um presente constante. Os silêncios e os olhares transmitem esta angústia e esta dor que pesa cá dentro, que queima esta alma. São ditas palavras sentidas e ouvem o suficiente para entenderem a alma deste ser, gasto e auto destrutivo, sem força para esperança. O tempo ensinou-me que nunca podemos esperar aquilo que já tivemos e perdemos. São feitos silêncios que dizem tudo aquilo que as palavras não são capazes e neles sinto tudo em mim, saindo pelos meus poros sujos de tanto drenarem dor. Sou a pior droga que posso consumir. &lt;br /&gt;Viajamos sem tempo ou preocupação, observo as ruelas vazias e escuras que por momentos se tornam minhas. Viajamos tentando adiar o inevitável. Envolvo-me em tudo o que me rodeia e por uns momentos sou aquele passeio velho, pisado e frio. Aquela árvore seca, imóvel, esperando o fim. Esta rua pouco iluminada, morta, com muitas histórias que ficaram por contar, que doem e se sentem constantemente. Sou este mundo abandonado que ninguém sente. &lt;br /&gt;Caminhamos sem amanhã, procurando algo que ainda não conhecemos. E somos nossos no conforto deste mundo que partilhamos. &lt;br /&gt;A visão distorce e as vozes afogam-se. O pensamento abranda e o corpo pede mais. A consciência perde-se e a apatia cresce. O vazio em que vivo torna-se quase indiferente nesta mente que continua revivendo vezes sem conta memorias de tempos que sempre precisou e nunca mais terá, a não ser estas noites, fugindo do que amanhã, infelizmente voltará. &lt;br /&gt;Por momentos deixo de ser este ser. Esta existência que parou de existir. Esta pessoa que morreu, depois de tanta gente magoar. Esta voz no pensamento que grita e chora por tudo aquilo que se tornou. &lt;br /&gt;Acabo numa divisão cheia de pó, com vodka por beber, maços de tabaco que acabaram e drogas por tomar. Uma divisão cheia de brinquedos velhos, cadeiras partidas, armários antigos e paredes que guardam a nossa dor. Uma divisão que não é usada a não ser para abraçar quem somos, mesmo que não sejamos metade do que um dia pudéssemos ter sido. Que transmite este conforto na dor de ser quem somos. Encosta-se o colchão velho a um pedaço de madeira e fazemos o nosso sofá. Permanecemos ali, em frente a uma televisão desligada ouvindo a música que torna aquela divisão velha e desarrumada num local que, entre o nosso silêncio, nos faz escapar de tudo aquilo que lá fora possa existir. &lt;br /&gt;E por momentos somos nossos, sem ontem nem amanhã. As confissões são feitas e surge o conforto que tanto falta e nunca aparece, neste quarto que guarda tudo aquilo que me lembra de mim e do quanto não aguento comigo mesmo. Que guarda tudo aquilo que toda a vida possa ter feito e possa ter querido, que me possam ter feito e me possam ter dito, o que possa ter tido e hoje, desapareceu, para deixar um vazio que me consumiu. Restando apenas dentro de mim pesadelos que sempre tive medo de viver. Por tudo o que amei. Desde quem me deus à luz ao simples chão que nesta noite caminhei. Por tudo e todos aqueles que um dia possa ter magoado. E por todos os dias em mim sentir o vazio que lentamente me apoderou, matando quem na verdade nunca deveria ter começado a viver. A culpa e a angústia pela imensidade de pessoas e momentos que por mim possam ter passado e possa ter sentido levam ao desespero. Sou um nada. &lt;br /&gt;As pálpebras pesam e a luz de mais um dia lentamente surge. E ali adormecemos, depois de mais uma noite que devia ser transformada na única vida que conforta, depois de tudo aquilo que possa apaixonadamente ter vivido e por isso ter morrido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114220805386660426?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114220805386660426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114220805386660426&amp;isPopup=true' title='69 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114220805386660426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114220805386660426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/03/sou-este-mundo-abandonado-que-ningum.html' title='Sou este mundo abandonado que ninguém sente'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>69</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114193928152466416</id><published>2006-03-09T21:20:00.000Z</published><updated>2006-03-09T21:21:21.566Z</updated><title type='text'>Aqui deitado, tempo, existes apenas tu</title><content type='html'>A madruga chegou de novo.&lt;br /&gt;Deito-me no chão deste quarto cheio de memórias de mim mesmo a fumar enquanto o olhar vazio se fixa no tecto de madeira e deixo o tempo passar-me ao lado. Não sou. Não tenho. Não consigo. Não existe. Sou um nada.&lt;br /&gt;Sinto tudo morto lá fora. Aqui também. Lá foram encontram-se existências caídas no sono e nos sonhos das vidas que procuram e de algum jeito encontram. Aqui dentro encontra-se um corpo que inspira e expira instintivamente e uma mente preenchida por um vazio que impossibilita o ser de se ser. Pouco importa. Não importa. O tempo passa. O vazio permanece.&lt;br /&gt;É fumada a nicotina que ajuda o tempo a passar de algum jeito sem que ele, o tempo, me viole e me deixe aqui, só, abusado e louco. É despertada a vontade que o sol não se erga por trás daquela colina e que de alguma forma estes sejam os últimos momentos de quem à muito deseja um fim que possa parecer involuntário. Os comprimidos acabaram e a droga foi levada por alguém que vertia lágrimas e dorme no quarto ao lado. A apatia existe em excesso. Sou excessivamente excessivo. Sou… não sei.&lt;br /&gt;Amo tudo o que possa existir lá fora doentiamente. Até que me doa. E me traga até esta madrugada. Talvez já nem ame nada do que possa existir, por resultado do tempo que vem e tudo leva. Mesmo até quem somos.&lt;br /&gt;Aqui deitado não há estrelas, nem luar, muito menos o som de um rio que rasga uma floresta que crie risos e incite a pegar na guitarra para mais um momento embaraçoso enquanto são cantadas, suavemente, palavras sentidas e tocados acordes que transmitem a dor que a voz não é capaz. Aqui deitado, apenas existe um tecto de madeira que esconde por trás todo o pó, todo o lixo que é acumulado. Bonito por fora, podre por dentro. Tectos. Existências.&lt;br /&gt;Aqui deitado, tempo, existes tu e a tua infinidade de dores que aos poucos apresentas. Existe um corpo imóvel de um ser feio e podre. Exausto. Procurando o fim.&lt;br /&gt;Existe um corpo…&lt;br /&gt;Sem vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114193928152466416?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114193928152466416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114193928152466416&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114193928152466416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114193928152466416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/03/aqui-deitado-tempo-existes-apenas-tu.html' title='Aqui deitado, tempo, existes apenas tu'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114170310769724710</id><published>2006-03-07T03:44:00.000Z</published><updated>2006-03-07T03:48:38.806Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me.&lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me.&lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. &lt;br /&gt;Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. Acabei-me. 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Acabei-me!!!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114170310769724710?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114170310769724710/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114170310769724710&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114170310769724710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114170310769724710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/03/acabei-me.html' title=''/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114106067066878808</id><published>2006-02-27T17:16:00.000Z</published><updated>2006-02-27T17:36:09.396Z</updated><title type='text'>A madrugada</title><content type='html'>Tínhamos que parar na bomba de gasolina mais próxima.&lt;br /&gt;Já passavam das 3 da manhã e íamos para sul. Estavam todos a dormir menos eu e a Ana que viemos as últimas duas horas a divagar sobre a saudade dos anos 90. Chegámos à conclusão que este início de século é apenas um desperdício de tempo para quem julga viver. E que o ressonar da Carla é algo notável.&lt;br /&gt;Com a bomba de gasolina completamente deserta abrimos as portas e lá enchemos o depósito e sentámo-nos na berma da estrada a fumar em silêncio. Estávamos numa estrada nacional qualquer e apenas haviam pinheiros até perder de vista. O luar criava pequenas sombras entre tantos pinheiros que nessa noite dormiam, não havendo um que se agitasse pela falta de vento. Alguém tinha acordado e ligado o rádio. Atrás de nós surge o som da música de sempre que toca nestas viagens que, na maioria das vezes, cantamos todos juntos ou em silêncio enquanto o carro segue o seu caminho, deixámos a música chegar-nos ao coração magoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We had joy, we had fun, we had seasons in the sun&lt;br /&gt;But the hills that we climbed&lt;br /&gt;Were just seasons out of time&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We had joy, we had fun, we had seasons in the sunBut the stars that we reached where just starfish on the beach.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ana, num olhar pensativo soltou um pequeno sorriso enquanto acabava o cigarro enquanto eu me rendi, também com um sorriso, pela beleza da angústia adolescente em nós presente, mas também pelo forte desejo de procurar aquilo que ainda não encontrámos, mesmo que ainda não saibamos ao certo o que procurámos. Baixaram a música e dentro do carro, perguntaram num murmúrio de uma voz de sono onde estávamos. A Ana simplesmente olhou para mim e respondeu perguntando desde quando é que isso interessava. Os outros estavam a dormir desde que saímos da última cidade onde apanhámos a Liliana.&lt;br /&gt;Tínhamos parado em mais uma cidade para passar um, dois, os dias que fossem precisos ou apetecidos. Acabámos por ficar uma semana enquanto travávamos amizade com alguns adolescentes que todos os dias passavam nas mesmas ruas e nos cumprimentavam. Alguns deles adormeciam em qualquer lado connosco quando ficavam até o sol nascer a fumar e a dizer como nos queriam acompanhar. Por outro lado, nós contávamos como já tínhamos percorrido mais de 200km sem qualquer destino traçado, como já arranjamos dinheiro na rua fazendo pequenos trabalhos e favores que nos valiam refeições ou dinheiro, das vezes que os guardas nos ameaçaram levar para a esquadra mas acabavam sorrindo e pedindo para termos cuidado ou comprado o carro que hoje tínhamos, que foi quase dado por um velho que conhecemos que passara a vida a percorrer o país com um amigo. E víamos aqueles olhos a cintilar, desejando vida, fora daquela automatizada e cinzenta que todos nós um dia decidimos fugir, cheia de dor e lembranças que nos faziam perder em nós mesmos, noite após noite.&lt;br /&gt;A Liliana, depois de muitos sorrisos e muitos choros partilhados connosco em várias noites nos locais que ela insistia em mostrar onde passara toda a sua infância, acabou por aparecer uma noite com uma mochila e um sorriso estampado no rosto. ‘Estou pronta’. E logo uma multidão de braços a rodeou. Sempre trouxe no olhar a dor de tanto tudo amar, como uma noite confessou. Cada dia que passava na casa que para ela já não era o lar que em infância sentia, tinha a vontade de procurar algo indefinível, deixando para trás os seus monstros e tudo aquilo que um dia teve e já não tinha. Trouxe algum dinheiro, alguma roupa e apatia. Foi connosco que aprendera a sentir-se confortável nela.&lt;br /&gt;Mas neste momento, todos descansavam e eu e a Ana já tínhamos voltado para dentro deste carro que tantas histórias tem para contar, enquanto que o funcionário da bomba de gasolina, desconfiado, nos observava por ainda não termos ido embora. Encostei a minha cabeça à janela e senti uma mão no meu braço que me impediu de cair no sono e disseram para encostar num local qualquer mais à frente para dormirmos um pouco.&lt;br /&gt;Faltavam poucos quilómetros para a próxima cidade e daqui a nada já estaríamos em mais um local desconhecido, a descobrir e decorar novas ruas e novas pessoas, a vaguear em ruelas e adormecer em becos, entre álcool e narcóticos, dançando, cantando, chorando, sorrindo, saltando, rebolando, vivendo como mais ninguém. Cantando e gritando músicas de bandas que quase por magia todos gostámos, criando uma cumplicidade entre nós inimaginável por quem connosco não vive. Dizendo e fazendo tudo aquilo que quiséssemos sem a mínima preocupação se fazia ou não sentido, porque estamos longe de julgamentos e do mundo que tanto nos matava. Por isso existem cócegas, apanhadas, escondidas e olhares que transmitem o conforto por sermos quem somos. Rimos sem parar do que fazemos, dizemos e somos. E chorámos por tudo o que nos fizeram, disseram e foram.&lt;br /&gt;Mas enquanto mais uma cidade não chega, o carro aos poucos rasga estas ruas estreitas rodeadas por campos e florestas, onde uma luz no horizonte anuncia o nascer do sol e as estrelas começam a apagar-se uma a uma, ao mesmo tempo que lá atrás alguém quebra o silêncio com uma suave melodia na guitarra e se faz ouvir mais um suspiro.&lt;br /&gt;Assim não custa sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114106067066878808?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114106067066878808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114106067066878808&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114106067066878808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114106067066878808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/02/madrugada.html' title='A madrugada'/><author><name>narc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03940767054114287249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114080960321607058</id><published>2006-02-24T19:29:00.000Z</published><updated>2006-02-24T20:38:35.670Z</updated><title type='text'>Dead inside</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/22-02-06_1433.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/22-02-06_1433.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As palavras estão tão gastas.&lt;br /&gt;Cada dia é um tormento que tento sobreviver. Desde que ganho consciência da minha vida quando, ainda de olhos fechados, volto a ouvir o silêncio do meu quarto, despertando algures entre um dia que já nasceu á algum tempo. Cada dia é um tormento que aos poucos vou perdendo a força para sobreviver quando vagueio sem destino sentindo o dia a escapar entre os dedos, a vida a ser desperdiçada, os problemas e conclusões que criam este mundo de emoções angustiantes dentro de mim e não me largam um segundo que seja. E as noites solitárias que trazem o silêncio que tanto magoa e nos envolve ainda mais em nós mesmos.&lt;br /&gt;Não é segredo nenhum. A minha vida fugiu-me. E fiquei eu, aqui, vazio.&lt;br /&gt;Olhem para mim. Olhem para dentro de mim. Leiam a minha pobre alma que se apaga à medida que o tempo vai passando. Não trago mais nada em mim a não ser a angústia de viver, a dor de tanto em mim sofrer, a tristeza por tudo perder e o desespero por nada, nada, conseguir ter.&lt;br /&gt;Tenho um choro tão puro dentro de mim que se sente bem demais neste silêncio. Um choro que não se preocupa em conter, recheado de dor. Mas que apenas faz com que o meu olhar desça até aos meus pés e force o maxilar num acto de desespero. Estou apenas a reviver em mim memórias que despedaçam este coração, só mais uma vez. O futuro não é nada mais do que mais tempo para recordar o tempo que passa. E com ele os sentimentos e emoções que em mim permanecem. A vida ficou para trás. Não há futuro sem ela.&lt;br /&gt;Há um olhar morto, espelhando a inexistência de vida neste corpo. Mais tarde ou mais cedo, mais uma noite voltará e trará toda a dor e todo o sofrimento que não me larga por eu ter morrido para tudo o que possa existir. E com essa noite, voltará também mais uma manhã que trará aquele despertar tão triste e que um simples abraço à almofada não chegará para confortar. Lá fora chove, faz sol. Cá dentro morre-se, sempre.&lt;br /&gt;As palavras estão tão gastas…&lt;br /&gt;São mais que muitos os suspiros e as vezes que o rosto é escondido pelos braços e as mãos de alguém que tenta de algum modo esconder esta dor.&lt;br /&gt;Um dia explodirei em todas as vossas mentes. Vou dar o grito que acabará com este pesadelo, e será ouvido em todas as mentes em que eu possa existir enterrado. Verão este olhar morto que tudo observa e tudo sente, como se já não tivesse visto e sentido demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114080960321607058?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114080960321607058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114080960321607058&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114080960321607058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114080960321607058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/02/dead-inside.html' title='Dead inside'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-114011330498856434</id><published>2006-02-16T18:03:00.000Z</published><updated>2006-02-16T18:14:48.653Z</updated><title type='text'>Leva-me embora</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/15-02-06_0958xxx.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/15-02-06_0958xxx.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Leva-me embora.&lt;br /&gt;Fico noites inteiras à espera que a pedra bata na minha janela mas nunca apareces. Eu aqui só tenho dor, sabes muito bem. Colapso todas as noites quando entro em conflito comigo mesmo. A dor de ser quem sou não podia estar mais presente em todas as noites que aqui sozinho fico pensando em tudo aquilo que fez com que me perdesse de mim mesmo.&lt;br /&gt;Deixei a escola, como tu um dia disseste que ia fazer. Sinto-me fraco demais para enfrentar os dias como eles se tornaram. Cheios de uma dor que o tempo trouxe de volta e juízos de valor por aquilo que me tornei. Já não sou metade do que fui. Perdi toda a minha vontade de ser alguém para mim mesmo. Desisti de mim quando me apercebi que tudo aquilo que um dia acreditou em mim me virou costas. Nunca devo ter merecido seja o que for. Mereço este silêncio que magoa nestas noite mortas, que trazem todos os fantasmas que assombram esta pessoa que aqui morre.&lt;br /&gt;Não tenho futuro. Tudo me deixou para trás e com isso sou incapaz de acreditar em tudo o que me possa salvar. Os meus dias tornaram-se em sonos profundos e as noites em horas de solidão acompanhadas de cigarros até que o sol nasça novamente. Mas acabo sempre por ouvir os gritos que se dão fora deste quarto. São por mim. Esta descendência nunca irá vingar. Aos poucos a minha dor alimenta-se de ela mesma ao ponto de não me querer sentir mais uma vez. Sinto-me tão farto de mim mesmo. Leva-me embora daqui, por favor. Até mesmo as ruas desta cidade se tornaram familiares demais. Que prazer tenho eu em visitar sítios que conheço melhor que eu mesmo? Sempre disseste que mais tarde ou mais cedo eu iria chegar à conclusão de quem realmente sou. Tinhas razão. Sou simplesmente alguém que não merece nada a não ser o ódio por ele mesmo. Ódio.&lt;br /&gt;Ódio. Dor. Por tudo aquilo que eu já senti e entre os dedos escapou. Tudo aquilo que levou quem era e me deixou sem saber quem sou. É por isso que te peço, leva-me embora. Roubei o pouco dinheiro que havia em casa e tenho duas trocas de roupa. Se não vieres comigo vou eu sozinho. Quero ir por estradas secundárias, cortando Serras, aldeias e pequenas ou grandes cidades. Não quero proferir uma palavra que seja. Viajar. Só viajar. Quero deixar toda a dor que me atinge neste quarto, ouve-me, por favor. Levo comigo apenas a dor que em mim permanecer e espero deixá-la pelos locais que visitar, que com as pessoas que conheça arranje maneira de a esquecer. E não precisámos de voltar. Comemos pequenas refeições para alimentar, de vez em quando comprámos álcool para rir e dormimos em becos sem aborrecer ninguém.&lt;br /&gt;Eu só quero fugir de mim mesmo e do que vida me trouxe. Do nada que me espera e da angústia que comigo mora. Por tudo aquilo que me perderia em lágrimas se tentasse explicar mais uma vez como já o fiz a mim mesmo vezes sem conta. Quando a nossa existência nos dói, algo está muito mal. Quando somos motivo de vergonha, quando não temos futuro, quando somos abandonados, quando não conseguimos voltar a sentir de novo, quando passámos noites tão solitárias que nos matam aos poucos, quando não encontrámos prazer em seja o que for, quando sentimos que não pertencemos onde estamos, quando sabemos que nada em nós irá mudar… por favor…&lt;br /&gt;Eu sei que não me conheces de lado nenhum, mas leva-me embora.&lt;br /&gt;E não precisámos de voltar. Eu só quero é viajar. Viajar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-114011330498856434?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/114011330498856434/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=114011330498856434&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114011330498856434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/114011330498856434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/02/leva-me-embora.html' title='Leva-me embora'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113979996940428603</id><published>2006-02-13T03:02:00.000Z</published><updated>2006-02-13T03:19:53.136Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:400%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;NONE &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:400%;"&gt;OF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YOU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WILL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EVER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KNOW&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTENTIONS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113979996940428603?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113979996940428603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113979996940428603&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113979996940428603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113979996940428603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/02/none-of-you-will-ever-know-my.html' title=''/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113935540244381324</id><published>2006-02-07T23:30:00.000Z</published><updated>2006-02-07T23:36:42.443Z</updated><title type='text'>vazio</title><content type='html'>Apetece-me chorar. &lt;br /&gt;A cidade já dorme e apenas eu continuo aqui a drenar dor. O peito está tão pesado que as lágrimas custam a sair, o corpo treme e os monólogos dentro de mim não param. Eu não sou o único neste mundo mas estou só. Aqui e em mim, sou o único. Não tenho ambições, não tenho objectivos, não tenho esperança, não tenho vida e as primeiras lágrimas banham o rosto. 20 anos. Cala-te. Não me quero consciente. Tenho que me drogar.&lt;br /&gt;Não tenho rumo nem motivações. Apenas a de colocar um ponto final em mim mesmo para que não me volte a ser novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fevereiro já chegou meu amor.&lt;br /&gt;Meu amor, meu amor, meu amor…&lt;br /&gt;Meu amor!&lt;br /&gt;É tão doloroso amar fora de tempo.&lt;br /&gt;A sinfonia toca no vácuo.&lt;br /&gt;É tão frustrante viver num mundo que não me diz nada.&lt;br /&gt;Já ardi tanto dentro de mim.&lt;br /&gt;Tanto sentimento em tão poucas palavras, “meu amor”.&lt;br /&gt;As lágrimas não param por nada do que possa existir. &lt;br /&gt;Elas são dor simplesmente. &lt;br /&gt;Gota a gota.&lt;br /&gt;Um pensamento.&lt;br /&gt;Um grito silencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-me deitar no chão de braços abertos e dormir, dormir, dormir. Não quero acordar mais uma vez para voltar a mim mesmo de novo. Ouço os meus ais cá dentro, como um choro de uma criança. Ai… que desespero… Não aguento.&lt;br /&gt;Quero um grito que se ouça em todas as mentes que me conhecem. Sintam-no. &lt;br /&gt;As existências apagam-se mas a vida continua.&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;…&lt;br /&gt;O sol amanhã volta para quem acordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113935540244381324?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113935540244381324/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113935540244381324&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113935540244381324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113935540244381324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/02/vazio.html' title='vazio'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113917982791568371</id><published>2006-02-05T22:50:00.000Z</published><updated>2006-02-05T22:58:38.116Z</updated><title type='text'>Sonho</title><content type='html'>Estavas diferente. Olhavas para mim com uma cara tão triste.&lt;br /&gt;Sem que te fizesse qualquer pergunta e tu prestes a soltar lágrimas, disseste que estavas mais gorda e que eu não ia gostar mais de ti. E eu abraçando-te com um pequeno riso que negava qualquer um dos teus medos, repetia mais uma vez junto ao teu ouvido que te ia querer, seja de que forma fosse. &lt;br /&gt;Mas… eu nem te tenho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113917982791568371?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113917982791568371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113917982791568371&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113917982791568371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113917982791568371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/02/sonho.html' title='Sonho'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113892561831697532</id><published>2006-02-03T00:11:00.000Z</published><updated>2006-02-03T00:13:38.316Z</updated><title type='text'>and so the star faded</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/cam1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/cam1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;The innocent can never last&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113892561831697532?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113892561831697532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113892561831697532&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113892561831697532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113892561831697532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/02/and-so-star-faded.html' title='and so the star faded'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113841721689280999</id><published>2006-01-28T02:57:00.000Z</published><updated>2006-01-28T03:36:01.573Z</updated><title type='text'>Hot chocolate and cigarettes</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/27-01-06_1633.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/27-01-06_1633.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Deixei secar as lágrimas e sai porta fora sem destino.&lt;br /&gt;Viajo de autocarro entre desconhecidos que evitam sentar-se ao meu lado e sem que dê por isso, dou comigo fora do autocarro, no meio da cidade, observando o vazio. Acendo um cigarro e sigo sem rumo. Os músicos de rua são sempre os mesmos e já me abordam sorridentes, pedindo um cigarro, espalhando o conforto da apatia. Perdi algures a vontade de fugir com eles.&lt;br /&gt;Abstraio-me do que me cerca e concentro-me nos distantes sons citadinos que mais parecem uma fita que é tocada vezes sem conta sem que quem caminha na rua se aperceba, tal a pressa de viver. Dirijo-me ao mesmo café de sempre e peço um chocolate quente e é com ele que me sento sozinho numa mesa enquanto que à minha volta várias pessoas se sentam, levantam e conversam. Acendo mais um cigarro enquanto bebo o chocolate lentamente e olho para a cadeira vazia à minha frente. Sinto a falta de quem não está nem nunca lá esteve. A solidão invade-me quando me apercebo que assim como vários velhos que se sentam em mesas ao meu lado abandonam as suas casas em mais uma tarde para passarem num local que se possam sentir menos sozinhos, também eu abandono aquilo que teimo em chamar casa para queimar cigarros nas ruas que se encontram fora deste café. E sinto que não me resta vida, como sinto quando olho os velhos nos olhos. Mesmo ali, continuo sozinho. Sinto que não há ninguém. A cadeira está vazia e continua enquanto queimo tempo e tabaco esperando por algo ou alguém que nunca chega. A sensação de abandono traz com ela a velha angústia que tanto corrói. Aparece o desespero de uma vida indesejada, sem rumo e solitária. Tantos sorrisos que neste momento se esboçam pelo mundo fora. Fugiram-me aqueles que me eram dados. Arde! Acendo mais um cigarro e perco-me numa viagem introspectiva. Encontro a dor de existir. Não tenho nada para além de tempo para matar e cigarros para fumar, o chocolate quente já acabou. Aqueceu o Inverno que há em mim e adoçou a amargura do meu olhar por breves instantes, nada mais. O mundo gira enquanto que a outra cadeira me faz sentir a falta de tudo aquilo que não tenho. Deixo os minutos passar por mim naquele lugar em que as vozes se sobrepõem umas nas outras num som quase insuportável. Pergunto a mim mesmo o que fui e o que tive até hoje para tentar descobrir quem sou e o que tenho. Hoje sou alguém que se senta numa mesa de café a deixar o tempo passar, sem o conforto de sentir as suas inspirações e expirações automatizadas.&lt;br /&gt;Abandono o café e piso a calçada de granito que me leva à livraria para ler as páginas de quem gostaria de ter conhecido se tivesse vivido quatro décadas antes. Viajaria com ele se ele assim o quisesse como tanto ele fez e partilharia a visão do mundo que aqueles que julgam pensar nunca irão ter. E depois de ler tantas páginas de quem me mostra um mundo que nunca irei conhecer saio para estas ruas, com algo no olhar que faz com quem se cruze comigo me olhe com outro olhar. Talvez leve raiva, angústia, talvez algo indefinível e abstracto para quem me olha nos olhos e me vê caminhar sem vida.&lt;br /&gt;Por isso caminho novamente entre esta multidão, de cigarro e caderno na mão, dando volta a quarteirões, tentando descobrir um beco para que mais tarde possa descansar. Cruzo-me com velhos magros com óculos e bigode, de fato e chapéu que por segundos confundo com Fernando Pessoa a caminho de um bar para tomar absinto até que me sento no chão encostado a uma parede numa ruela qualquer para acabar o cigarro.&lt;br /&gt;E aí, enquanto observo o azul do céu a desaparecer num crepúsculo admirável, ouço os passos da pouca gente que se cruza por quem se sente tão deslocado do mundo que observa. No vidro ao meu lado vejo o reflexo de alguém sentado no chão, com o cabelo a cobrir o rosto, com a sua camisa velha e calças rasgadas, passando por ele sombras que caminham deixando o eco dos passos neste beco deserto. Vejo alguém que não se vê em lado nenhum, nem mesmo dentro dele mesmo. Abre-se apenas o caderno para escrever mais uma cena deste grande teatro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113841721689280999?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113841721689280999/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113841721689280999&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113841721689280999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113841721689280999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/01/hot-chocolate-and-cigarettes.html' title='Hot chocolate and cigarettes'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113790315157970159</id><published>2006-01-22T04:07:00.000Z</published><updated>2006-01-22T04:47:34.396Z</updated><title type='text'>Suicídio em Fevereiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/21-01-06_1926.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/21-01-06_1926.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tudo começou com um simples plano alimentado por uma alma perdida, mesmo já sendo um fantasma do que fui.&lt;br /&gt;Não há nada nem ninguém que nos chegue ao coração pela simples vontade de querer lá chegar. Não há lágrima que preencha o vazio que invade o peito quando menos se espera. Nenhuma lágrima irá fazer com que amanhã acorde numa outra realidade. Mesmo assim, estas lágrimas não param de ser choradas.&lt;br /&gt;Porque a dor é imensa, demasiada para continuar, como se o coração estivesse a ser esmagado pela mão que não conseguimos ver. Abstrai de tudo o que rodeia, o local, o tempo. Apenas corrói dentro de mim a dor e o desespero, no limite da loucura. Faz com que o corpo trema descontroladamente até que o sono chegue ou as lágrimas descansem por uns minutos.&lt;br /&gt;Tenho a vida desfeita em pedaços que me abatem ainda mais sempre que observo como realmente perdi tudo o que tinha. Talvez tenha amado tudo de uma maneira como nunca antes algo fora amado, porque consegui com que hoje apenas me restem as lamúrias de quem um dia sorriu em sentir uma vida pela frente. Amo demais para deixar de amar. E dói… mata! Sentir um fim no infinito.&lt;br /&gt;Sentir que nunca mais terei a felicidade que morou em mim é a maior frustração que posso sentir, superando a de saber que todos os dias que chegam até mim sucessivamente são um desperdício de tempo, que desaponto e desiludo todos aqueles que me rodeiam, que todos os dias acordo cada vez mais na esperança de hoje adormecer de vez… Sinto-me completamente destruído, destruindo ainda mais o que tento encontrar.&lt;br /&gt;Já não existo nas mentes que me conheceram, se o faço, apenas magoo ou desiludo de tal maneira que me possui uma angústia que me faz querer explodir.&lt;br /&gt;Sou um mero fantasma do que fui! Existo para assombrar o presente de quem me deixou no passado e por isso vagueio sem destino em ruas que não conheço, com a vontade de nunca mais voltar.&lt;br /&gt;A minha ausência não seria mais nada do que um novo espaço a completar. Nunca mais sentiria a culpa de ser quem sou.&lt;br /&gt;E é tão fácil desaparecer… que seria errado não o fazer. Tudo será melhor sem alguém que continue a desiludir quem criou e educou com suor e lágrimas, que continue magoando tudo e todos aqueles que merecem viver. Morrerá a mente drogada e louca, para o bem de todos que merecem. Pondo fim a esta vida de solidão e angústia.&lt;br /&gt;Voltarei em Fevereiro até que o infinito o permita, como alma penada, ecoando o meu ultimo choro nas ruas e becos da cidade assustando quem vive, para caminhar a ultima caminhada que se aproxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113790315157970159?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113790315157970159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113790315157970159&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113790315157970159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113790315157970159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/01/suicdio-em-fevereiro.html' title='Suicídio em Fevereiro'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113763387797809105</id><published>2006-01-19T01:20:00.000Z</published><updated>2006-01-19T01:35:02.090Z</updated><title type='text'>Onde está a minha mente?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/azulfinal.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/azulfinal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dói-me o estômago.&lt;br /&gt;Encontro-me numa serenidade angustiante enquanto caminho por estas ruas, talvez todos os que me rodeiam carregam a sua dor à sua maneira. Trago no meu rosto as marcas de quem sou sem que ninguém se aperceba, no meio desta multidão de corpos que seguem a sua rota. Estou sozinho entre vocês, aqueles que caminham com esperança e ignorância nesta vida que pensam viver. Existe um enorme vazio aqui. Conseguimos ser tão cegos. Paro entre as ruas velhas que se fartam de ser usadas por quem não as vê e tudo fica silencioso. Paro de ouvir os passos que continuam a ser dados, o som dos automóveis que continuam a passar, as buzinas que ao longe continuam a apitar e apenas consigo ouvir a minha longa e cansada respiração, como se o tempo abrandasse e eu, intemporal, existisse. Mesmo as minhas pálpebras se fecham lentamente e o fio de fumo que sai do cigarro parece uma simples linha que se distorce lentamente no ar.&lt;br /&gt;Invade-me uma espécie de arrependimento por tudo aquilo que sou, como outrora acontecia sempre que as minhas pupilas dilatavam pela distância em que a minha mente se encontrava. Chego à conclusão que existe vida para além daquilo que possamos ter e ser porque o tempo não tem dono e não espera por nós. E perder o fio à meada ganha um novo significado. Enquanto que os vossos passos lentamente continuam a ser dados, as asas dos pássaros ao longe lentamente continuam a bater e os vossos olhares demorem mais tempo a desviarem-se de mim, queima-se angustiosamente o tempo. É-me doloroso sentir a impossibilidade de viver no que tenho e sou quando estou consciente que nada me entusiasma para além da sua frágil existência. Perco a habilidade que sempre tive de amar desde um pedaço de chão que um desconhecido calca até a nuvem que faz com que a chuva numa noite de Inverno me caia em cima, quando me apercebo que não existo em sincronia com tudo o que me rodeia. Perco a tendência que outrora fez parte de mim, de sentir uma empatia espontânea por tudo o que existe, mesmo que não me diga respeito, como as pessoas que nunca chegarei a conhecer ou mesmo os locais que nunca irei visitar.&lt;br /&gt;Sinto-me farto de repetir as mesmas palavras e estados de espírito dentro de mim mesmo quando sei que para muitos de vocês é tão fácil viver. É frustrante como conseguimos sentir o nosso fim sem que possamos fazer qualquer coisa. E a última coisa que consigo ignorar é aquilo que mais certo temos, o fim. Não vale a pena exteriorizar este pensamento a quem vê a vida como mais lhe convém e ignora a realidade como ela é, por muito que pensem que são conscientes do que é viver. Viver é sentir, sofrer, amar, sorrir, chorar, correr, dançar, caminhar, fornicar mas nunca sonhar. Mas quando se escapa a capacidade e a motivação de escalar esta montanha até ao cume, somos invadidos por fantasmas que criamos ao longo deste tempo dentro de nós. Porque nem todas as existências são sinónimo de viver, por mais triste que isso seja.&lt;br /&gt;É difícil carregar o peso do mundo ás costas para quem nunca foi suficientemente forte para se aguentar a si mesmo. É preciso algo que não tenho, algo que já nem sei o que é.&lt;br /&gt;E vocês, que observo nestas ruas e que se dirigem aos seus destinos, não vos desejo mais do que aquilo que merecem. Desejar é sonhar.&lt;br /&gt;Levanto a cabeça para este céu incrivelmente azul e tento encontrar mais uma vez tudo aquilo que não tenho, mesmo sabendo que é apenas mais uma vez que me apercebo de como não sou nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113763387797809105?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113763387797809105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113763387797809105&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113763387797809105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113763387797809105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/01/onde-est-minha-mente.html' title='Onde está a minha mente?'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113737799027988159</id><published>2006-01-16T02:19:00.000Z</published><updated>2006-01-16T02:19:50.303Z</updated><title type='text'>Durmam, adormecidos!</title><content type='html'>Quero-me inteiro, completo, por mais difícil que isso hoje possa parecer.&lt;br /&gt;Estou perdido em cada beco da minha cidade. Cruzo-me comigo mesmo à medida que vou descendo e subindo as pequenas ruelas. Vejo-me sentado no chão, encolhido e ofegante, pronto a explodir e tento acelerar o passo nestas ruas assombradas. Ouço gemidos que rapidamente se tornam num grito que desaparece num segundo, de quem se encontra instável e desequilibrado, numa dor solitária e corrosiva. Vejo-me em cada beco. Em cada beco! Sentado, baloiçando o tronco lentamente, com um olhar enlouquecido e distante, murmurando palavras à sua mente que teima em gritar desassossegos. Em cada beco! Olho-me com um olhar fixo e assustador, como se fosse outra pessoa que me olhasse. Corro com o coração aos pulos e os gemidos que parecem entranhar-se na minha mente. Corro ofegante e apavorado, como se estivessem a poucos metros de mim dezenas de seres seguindo-me com um sorriso lunático estampado na face. &lt;br /&gt;Não me quero como sou. Nem me quero como sou. Já disse que não aguento mais. Não aguento mais. Não me quero! Não me quero! Não me quero! Não me quero! Desaparece! Vais comigo.&lt;br /&gt;Tenta, tenta. Então?&lt;br /&gt;Não me quero.&lt;br /&gt;Sabes que não te queres, mata-me. Força!&lt;br /&gt;Não me quero!&lt;br /&gt;Modo fac!&lt;br /&gt;Delírio, alucinação… aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!&lt;br /&gt;Levo-me à loucura.&lt;br /&gt;Annie Lennox, Brian Warner, porquê?!&lt;br /&gt;Já não dependo de mim próprio. Ajuda-me!&lt;br /&gt;Ataco-me vezes sem conta, procurando-me mais uma vez. São intermináveis as vezes que caio desamparado no abismo da angústia que me persegue. Por muito que eu diga, por muito que eu grite, por muito que eu chore, por muito que eu sofra, por muito que eu grite chorando, nada muda. Nada muda.&lt;br /&gt;Hoje sou menos que ontem e mais do que amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113737799027988159?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113737799027988159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113737799027988159&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113737799027988159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113737799027988159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/01/durmam-adormecidos.html' title='Durmam, adormecidos!'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113702461489945114</id><published>2006-01-12T00:09:00.000Z</published><updated>2006-01-12T00:10:14.916Z</updated><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>Dói-me.&lt;br /&gt;Por muito que eu queira erguer e caminhar acabo sempre por cair e sofrer. E sabendo isso, deixo-me ficar aqui, de olhos húmidos, sentindo a dor do mundo que sinto e vejo. Quando sinto que o que me dava um sopro de vida, um toque suave que me fazia sentir vivo desapareceu, nada me resta a não ser a dor do abandono, dor que me deixa completamente desorientado, um aperto no peito tão forte capaz de me fazer vomitar o coração.&lt;br /&gt;Talvez seja isso que tenha que fazer, vomitar o meu coração podre. Ver o que todos os apertos ao longo deste tempo todo lhe fizeram, como se aparenta usado e gasto, cansado e com apenas um pequeno fio de vida. &lt;br /&gt;Não sou suficientemente forte para fazer frente a uma vida cheia de pontas afiadas e por saber isso lamento muito. Sinto que desiludi toda a gente que poderia desiludir, que destruí tudo aquilo que um dia me foi oferecido, que quebrei todas as regras que outrora me ensinaram, que me perdi tentando entender e viver a vida que me deveria fazer sentir vivo. Não sinto a emoção de viver que muita gente possa sentir. Não me assusto por saber que confesso a mim mesmo como não me importaria de desaparecer amanhã. Talvez a vida me tenha tornado amargo, talvez de tanto apertarem o meu pobre coração, levaram a força de viver e deixaram um sussurro por uma paz inalcançável.&lt;br /&gt;Apenas encontro vida em pequenos bebés que me olham fixamente quando viajo no autocarro, encontro de tal modo que me faz viajar ao tempo em que tudo ainda não tinha perdido o seu encanto, quando tudo era uma aventura e os dias, hoje, pareciam mais longos, vividos ao limite, com riso, correria, descobertas… Desde que descobri para que serve o meu pénis perdi a inocência. Os dias são como todos os outros. E todo aquele tempo parece motivo de vergonha ao relembrar.&lt;br /&gt;Acho que hoje em dia, com percepções diferentes de tudo aquilo o que me rodeia, perdi o interesse. Perdi-o porque me sinto sozinho e sem vontade de viver. Perdi-o porque tudo parece cinzento e não há quem existiu para espalhar cor à minha tela, como o fizeram na perfeição. Decidiram observar-me de longe, por mais doloroso que isso seja. Decidiram desistir do que um dia acreditaram, deixando-me de olhos fechados à espera de um beijo que não chegou a ser dado. O beijo que não seria apenas uma junção de lábios, mas sim um acto de amor, de carinho que traria uma mensagem como, eu trato de ti, não te preocupes, quero-te, não te deixarei cair, serás sempre meu. O beijo traria um mundo de emoções e promessas que coloriam o meu mundo cinzento. Seria a razão para acordar pela manhã com um sorriso, caminhar na chuva sem preocupação e iria criar o escudo de tudo aquilo que hoje me atinge com toda a sua força. Perdi muita coisa.&lt;br /&gt;Hoje não sou alguém, porque se fosse ninguém seria alguma coisa. Quero-me fora de mim por tudo aquilo que fiz, sou ou fui. Será possível um ser cansar-se de si mesmo? Talvez. Tudo em mim se fartou de ser, mesmo até o que nunca foi. Entendo quem um dia disse que somos o nosso pior inimigo ao confessar hoje o que sinto á tanto tempo que já não consigo determinar. &lt;br /&gt;Rotinas que acabaram com a vida que parei de viver. &lt;br /&gt;Rotinas de dor. &lt;br /&gt;Solidão.&lt;br /&gt;Apatia.&lt;br /&gt;Pensamentos. &lt;br /&gt;Ideias. &lt;br /&gt;Conclusões. &lt;br /&gt;Suposições. &lt;br /&gt;Sobre mim. &lt;br /&gt;Sobre tudo. &lt;br /&gt;Que me confessam. &lt;br /&gt;Que não me chegam a confessar. &lt;br /&gt;Que me confesso. &lt;br /&gt;E impludo mais uma vez. &lt;br /&gt;A minha mente persegue-se a si mesma de tal modo que me cansa fisicamente. Grita consigo mesma aquilo que nenhum de nós gostaria de ouvir de si mesmo. E é apenas nestes momentos de confissão, seja com lágrimas, respirações descontroladas ou apenas um sono pesado de quem se medicou demasiado ao ponto de não se recordar do que escreveu, que exponho a minha alma de um modo para que, se amanhã não vier, hoje perdurar a última memória de quem desapareceu por não aguentar estar num mundo que parou de viver. Viverei apenas nestas palavras lidas pelo pensamento de alguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113702461489945114?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113702461489945114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113702461489945114&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113702461489945114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113702461489945114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/01/confisso.html' title='Confissão'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113643382316854847</id><published>2006-01-05T03:50:00.000Z</published><updated>2006-01-05T04:09:09.566Z</updated><title type='text'>The untold story</title><content type='html'>Pelo dia que passou. A memória permanece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/azul.4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/azul.4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho saudades dos tempos que passaram.&lt;br /&gt;Além de ter vivido de uma forma pouco ortodoxa, para não dizer que passava os meus dias odiando tudo em meu redor, quando penso em tudo o que era (ou não era) sou invadido por uma tristeza criada pelo tempo. Sinto uma nostalgia capaz de me fazer acreditar que recuei no tempo, talvez pela vontade de voltar atrás, e a única maneira de descobrir que vivo num tempo diferente é levantar a cabeça da almofada e lembrar-me de quem eu sou hoje.&lt;br /&gt;No passado sentia uma espécie de conforto na melancolia que me preenchia, capaz de me fazer sobreviver até o dia seguinte, talvez porque através dessa melancolia criava-se um pequeno canto só meu, que me fazia resistir perante tudo aquilo que observava à minha volta. Nesse tempo estava afastado de tudo e de todos, ninguém se sentia capaz de beijar ou amar, mas existia quem me compreendia, talvez vendo-me como uma pessoa que nunca cheguei a ser. Ofereciam palavras de conforto ou de coragem e o tempo ia passando. Hoje que recuo no tempo, vejo que ainda era bastante ingénuo, muito puro e natural, talvez derivasse daí a companhia que sentia e a minha revolta sobre todos os assuntos que me perturbavam capazes de me confortar no meu dia a dia que era um completo desperdício de tempo.&lt;br /&gt;Sinto saudades da ingenuidade que não sei como, perdi. Porque hoje sou apenas mais um corpo com opiniões, ideias e sentimentos que todos já sabem, já viram e já viveram. Sinto-me fora de tempo. Como uma música que aos poucos foi perdendo a emoção de quem a ouve, porque o músico perdeu-se entre as notas e apenas continua porque não sabe o que fazer.&lt;br /&gt;Gostava de me sentir num mundo só meu, mas hoje sinto-me tão velho que já não encontro a minha juventude. Não sinto ao ponto de me refugiar em recordações de tempos que hoje são capazes de assombrar o futuro. Tempos que quando vividos não era dado o seu devido valor. Porque hoje que olho para trás, mesmo que se pensava não viver, estava-se a viver uma vida diferente das outras. Hoje, já não existe chama.&lt;br /&gt;Lamento, com um olhar fixo no chão, ao me aperceber que já não escrevo sobre o meu lado efeminado, sobre as conclusões que o meu olhar retira do mundo que me rodeia, sobre as músicas que têm vindo a ser ouvidas neste quarto. Porque agora também já não existe ninguém para me ouvir, todas as pessoas foram embora, seguiram o seu rumo. Estou mais sozinho do que um dia possa ter pensado que pudesse estar, porque já muito por mim passou e nada permaneceu. Tudo cresceu e floriu enquanto que eu sentei e morri. Não sou metade do que era.&lt;br /&gt;Já não sei quem sou, que faço ou pretendo. É o que mais magoa. Não sei o que é feito de mim, porque me perdi no tempo que por mim passou. Apaguei a minha própria existência e tudo o que resta de mim, encontra-se espalhado no passado.&lt;br /&gt;Destruí tudo o que um dia fui ou estava a construir, a pessoa dentro de mim fugiu e com ela toda a emoção de viver. Destruí toda a minha percepção e capacidade de avaliar o mundo, toda a minha empatia, toda a minha mente desperta e passivamente rebelde, desapareceu, morreu, esvaneceu.&lt;br /&gt;E como tudo em mim que morreu, morri também para quem outrora fui alguém, mesmo qualquer pessoa que pouco me conhecia mas me achava merecedor de um sorriso. Tudo fugiu, que a cumplicidade criada, o conforto que era sentido, as palavras que eram dirigidas, os sentimentos que por todos eram partilhados, aquele mundo que se criou num pequeno grupo, parece uma realidade que nunca existiu a não ser num sonho distante.&lt;br /&gt;O meu cabelo loiro cresceu pelo ombro, o rosto desenvolveu e emagreceu, fazendo com que a pele juvenil agora se maltrate com barba e os poros estejam imunes da pureza outrora característica. O olhar tornou-se mais distante e o sorriso foi desaparecendo entre a leve cortina que o tempo fechou. Hoje sou quem um dia nunca pensei a vir a ser, e por isso, lamento e morro mais uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113643382316854847?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113643382316854847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113643382316854847&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113643382316854847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113643382316854847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/01/untold-story.html' title='The untold story'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113617538705446779</id><published>2006-01-02T04:16:00.000Z</published><updated>2006-01-02T04:35:06.713Z</updated><title type='text'>Última página</title><content type='html'>Não me pretendo repetir, muito menos criar mais olhares ou pensamentos de uma surpresa irónica por estas palavras por dizer. Apenas pretendo me abrir e despedir.&lt;br /&gt;Escrevo esta última memória nesta última noite, depois de muitas outras, tão longas e tão carregadas pela tristeza que me venceu. Tão cheias da angústia que me fez agir como um louco abandonado, na aflição, no desespero que trazia as lágrimas que ferviam na face, no grito que se fosse dado não traria o equilíbrio que todos precisamos.&lt;br /&gt;Infelizmente, é a última recordação que daqui levo. Toda esta dor que se desenvolveu sem que ninguém acudisse… E não há ninguém a acusar por tal, apenas mais uns longos minutos num olhar triste por saber que mesmo que acudissem, nada podiam fazer para afastar a minha consciência de mim mesmo. Toda esta dor que até ao fim me consumiu e que hoje, me fará desaparecer, não por culpa de seja quem for, mas pela espiral doentia, corrosiva, desesperante, auto destrutiva e todos os outros adjectivos que perdi a vontade de citar. Acabei-me. Esgotei tudo o que havia em mim.&lt;br /&gt;A insegurança, o medo, o auge absurdo de uma dor que me esgotou a vida que havia para viver, não desaparece, nem quando aparece ou se recorre à dor física. Persegue, corrói, consome e por fim, matou.&lt;br /&gt;Sinto-me rodeado de memórias recalcadas.&lt;br /&gt;O resumo de uma vida que passou por mim feito numa fracção de segundo faz-me crer com a mórbida certeza que pouco ou nada acabei por viver. Vivi uma vida infeliz interrompida por momentos que me fizeram crer o contrário da certeza que hoje tenho. E é recordando também esses momentos que afastavam esta nuvem negra, que à medida que o tempo passou me atingiu cada vez mais, tudo parece ter um sentido que ninguém gostava de encontrar na sua vida. Tudo parece deslocado.&lt;br /&gt;Quando o amor, no verdadeiro sentido da palavra, belo, intenso e emotivo, e o conforto que encontrámos em casa, na amizade e em todas as nossas pequenas coisas foge, nada resta a não ser um vazio aflitivo e cruel para quem nunca esperançou na vida. Permanece apenas uma desesperante impotência, uma irritante incapacidade de mudar seja o que for, por saber que, quanto mais tento, menos tenho. Por saber que tudo o que poderia existir e não existe, leva-me a uma loucura desesperante no tempo que passa e não volta mais. Destrói-me. A insanidade nunca esteve tão perto. Por tudo o que teima em fugir entre os dedos que desesperadamente tudo tentam agarrar. Grito para nada me ouvir e silencio-me para tudo me escutar. Tanto uma coisa como outra trazem a sua insuportável dor.&lt;br /&gt;Passei por esta vida sem odiar alguém em particular mas detesto quem todos conseguimos ser, por mais estranho que possa parecer. Sofro mais do que possam pensar por ter perdido quem já não tenho, quem partiu deste mundo pensando o que nunca vou adivinhar e por não ter dito tudo aquilo que sempre senti. Quem, no inicio me moldou e no fim me deixou ser, para hoje me arrepender por nunca ter dado metade do que carinhosamente me ofereceram, mesmo que ainda dolorosamente consiga visualizar os sorrisos, ouvir os risos e sentir os choros, por ter sido quem era e ser quem sou. Por tudo isso arrependo-me de tal forma que me sinto sujo e peço desculpa, mesmo que em vão.&lt;br /&gt;Hoje, como tantas outras noites sinto a tristeza de ser quem sou, de ter sido quem fui e por não ter nada do que tive. Parto por vontade própria, por saber que nada consigo mudar, no desespero pelo tanto que podia acontecer, que nem os meus gritos ou o meu silêncio podiam trazer. &lt;br /&gt;Neste silêncio consigo ouvir o cigarro a queimar-se a si mesmo entre os meus dedos, a desaparecer lentamente, assim como eu o faço a mim mesmo, por mais uma vez, dentro de mim, não encontrar nada a não ser esta dor que me despedaça. Esta dor existencial que invade o meu peito e até ao fim me dominou. Resume-se uma vida que existiu entre a que hoje (não) tenho. A cabeça bate desamparadamente na parede que me serve de encosto ao visualizar o sorriso e o abraço, o toque e o beijo, a pele e os movimentos de um corpo, todo ele suave e quente, todo ele partilhando o amor que um simples olhar enchia de vida quem nunca encontrou rumo. Os momentos e os silêncios confortantes que pouca gente experiência são hoje revividos emocionalmente, de tal forma que a sua falta, mesmo que no fundo estejam presentes, endoidecem quem tanto quer o que nada tem.&lt;br /&gt;A triste saudade pelos momentos que teimam em não voltar é demasiada. E magoa senti-los cada vez mais distantes, quando muito bem podiam existir de uma forma que hoje não pretendem. Esta é a página em que despeço de tudo o que existirá sem mim.&lt;br /&gt;Ouvi dizer… Que o amor é a doença em que julgámos ver a nossa cura. Esvaneci por neste momento amar tudo o que um dia me amou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113617538705446779?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113617538705446779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113617538705446779&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113617538705446779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113617538705446779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2006/01/ltima-pgina.html' title='Última página'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113583477509601990</id><published>2005-12-29T05:37:00.000Z</published><updated>2005-12-29T05:40:41.090Z</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Este é o silêncio em que me afogo.&lt;br /&gt;Em mais uma noite passada em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(morri)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113583477509601990?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113583477509601990/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113583477509601990&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113583477509601990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113583477509601990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/12/blog-post.html' title='...'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113564320428501365</id><published>2005-12-27T00:22:00.000Z</published><updated>2005-12-27T00:35:19.150Z</updated><title type='text'>This is not a happy moment</title><content type='html'>Esta é a fábrica abandonada em que tanto gosto de me imaginar.&lt;br /&gt;Pertenço aos gritos, saltos, quedas e risos.&lt;br /&gt;Não aqui.&lt;br /&gt; &lt;a href="http://media.putfile.com/Pagoda---Happy-Song"&gt;Quero este universo.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113564320428501365?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113564320428501365/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113564320428501365&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113564320428501365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113564320428501365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/12/this-is-not-happy-moment.html' title='This is not a happy moment'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113521539420252002</id><published>2005-12-22T01:36:00.000Z</published><updated>2005-12-22T02:35:53.883Z</updated><title type='text'>Flashback</title><content type='html'>Deixa-me sentar-me a teu lado.&lt;br /&gt;Afasta tudo o que te mantém contactável com as pessoas que não desejas e oferece-me o teu ombro como outros gostavam que oferecesses.&lt;br /&gt;Ouve o meu silêncio. Escuta a minha dor muda. Sente a minha existência esvanecer enquanto agarras o meu corpo. Faz com que o teu silêncio seja o ouvido para o meu. Vamos filmar mais uma bonita cena deste drama que é a vida. Com o céu a pintar-se de negro e o distante som citadino, numa rua já pouco iluminada e deserta, nuns degraus que mais ninguém usa. As folhas secas que no chão esvoaçam ao longe e tu abraçada a mim, numa intensidade que me tenta ressuscitar mais uma vez, me sussurras de como me precisas.&lt;br /&gt;Sofro. Por me ter perdido vezes demais, para nunca mais me encontrar. Fumo. Demasiado para esquecer quem sou. E mato-me. Todos os dias.&lt;br /&gt;Fui feito para navegar nas noites que até hoje desperdicei. Fui feito para navegar como um barco sem porto, nunca estando mais que duas vezes no mesmo sítio. Visitando pela primeira vez cidades e as suas ruas que desconheço, até que parto sem rumo para mais um lugar por descobrir. Entro e saio em mais uma estação de comboios sempre pela madrugada, tudo é mais meu. Fica comigo quem tiver essa vontade e partilharemos essa busca interminável por algo indefinível. Viverei vida de poeta descalço.&lt;br /&gt;Viajarei rumo ao vazio para fugir do meu que hoje me consome.&lt;br /&gt;Morro, lá no meu quarto vazio, numa vida que nada me diz. Mas nós temos história que, mesmo que secretamente queira ser roubada por quem pensa sentir o que pensa, não morre. Nem o tempo matará as palavras que o vento espalhou e mais espalhará. Nem o silêncio será esquecido, que observado pelas pessoas que por nós se cruzam e que ao verem dois jovens mal vestidos terão assunto de conversa sobre esta juventude. Esta juventude que vive a vida não a vivendo. Diferente da outra que vive a vida a um rubro superficial.&lt;br /&gt;Mas vivemos. Quando nos olhámos e tocámos. Em pormenores como esses.&lt;br /&gt;Nessa nossa história está quem eu fui. O meu olhar, a minha voz, as minhas vontades e as minhas ideias. Sentes-me morto no teu abraço e eu sinto o teu choro, de quem lamenta amar quem ama, alguém que se partiu. E aí sinto-me incapaz. Incapaz de trazer a felicidade que precisas.&lt;br /&gt;Longe de nós, rezam pelo colapso total e eu mais uma vez murmuro palavras mortas que nunca são ouvidas. Guardo o meu desespero dentro de mim e liberto-o quando não aguentar mais, da forma que ele vier. O desespero de tanto perder, de tudo parecer mais distante, de tudo, numa serenidade maliciosa, tentar ser roubado aos poucos.&lt;br /&gt;Fujo para bosques e para as suas pontes para passar noites que podem muito bem ser o meu fim, e mesmo não sendo até hoje, me destruo mais um pouco. Vendo uma água morta de um rio, desespero, sabendo que ao mesmo tempo, neste mundo que gira sem parar, se dizem palavras, se sentem sentimentos e se fazem acções que tentam apagar outras palavras e sentimentos.&lt;br /&gt;Aqui contigo, existe um demorado abraço gritando neste silêncio o amor que por mim sentes. Existem dois corpos que se conhecem tão bem e se sentem perdidos. Dois corpos que se perdem um no outro num acto de amor mas que não se encontram num mundo que não desejam. Porque o mundo teima em interferir no mundo deles.&lt;br /&gt;Interferências capazes de abalar um ou outro. Mas nenhuma é capaz de destruir o que já foi escrito. No entanto, criam dor, a dor que sinto e hoje me domina. A dor que cresceu em mim e fez com que me perdesse de mim mesmo. Que me criou o vazio em que me perdi. Que fez com que a minha angústia se tornasse insuportável e levasse tudo o que eu era. Tantas vezes morri em noites que doíam tanto precisando da tua presença.&lt;br /&gt;Ouve o meu silêncio. Não o analises ou examines. Matei-me.&lt;br /&gt;Não pronuncio uma palavra mas mesmo nos meus olhos tristonhos consegues ler o meu amor. Sempre lerás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113521539420252002?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113521539420252002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113521539420252002&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113521539420252002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113521539420252002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/12/flashback.html' title='Flashback'/><author><name>narc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03940767054114287249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113495898748876799</id><published>2005-12-19T02:22:00.000Z</published><updated>2005-12-19T02:29:23.356Z</updated><title type='text'>Angústia</title><content type='html'>As palavras fogem da minha mente para dar lugar a mais um conflito de pensamentos que acabam sempre por me destruir mais um pouco.&lt;br /&gt;Sinto-me incapaz de fazer sentido. É só mais uma vez que perdi o controlo de mim mesmo. Perdi de tal maneira que, mais uma vez, sozinho neste quarto, ouço em mim a minha voz aos gritos, enlouquecida e desesperada. Faltam lágrimas de verdade que não escorrem. Lágrimas ausentes que aumentam ainda mais a tensão pronta a explodir a qualquer momento à medida que vou gritando dentro de mim.&lt;br /&gt;Mais uma vez, estou aqui, neste quarto que já me viu de tantas formas mas que apenas me conhece desta, doente dos olhos. O desespero supera-se a si mesmo e sinto-o de tal forma que a minha vontade é não me ter, mesmo que no fundo, esteja na verdade perdido. Incapaz de imaginar mais uma noite nesta situação que desgasta, destrói, me apaga e me mata e de me consciencializar de tudo o que por mim passou, sinto-me preso em mim mesmo. Perco a vontade que subitamente possa ter ganho de gritar quando me recordo que vivo rodeado de paredes surdas. &lt;br /&gt;Estou sozinho.&lt;br /&gt;Sinto a angústia de quem pegou num telefone e telefonou vezes sem conta à felicidade sem que uma chamada fosse atendida, fazendo que cada segundo em espera fosse uma eternidade dolorosa, até que depois de tanto desespero sentido, em mais uma vez que a mão tremendo marca os dígitos, descobrimos que desligou o telefone para não ouvir esta chamada recheada de uma amargura assustadora. &lt;br /&gt;Estou tão sozinho.&lt;br /&gt;Gostava que fosse um pesadelo. Mas esta sensação nunca acaba a menos que, contra a vontade, adormeça. No dia seguinte, custa o acordar de uma mente que lentamente se apercebe da situação em que vive. Este enorme peso que faz querer dormir mais um pouco. Mas esta noite não se dorme. Morre-se.&lt;br /&gt;Morre-se pela vida que se perdeu, pelas palavras que nunca foram ditas que doeram tanto, pelo desespero de alguém que ficou guardado por aí.&lt;br /&gt;Não me sinto são e quero gritar com todas as forças que tenho em mim até cair no chão e por fim chorar. Quero largar esta carga emocional que me prende em mim mesmo. Por tudo aquilo que fiz e não fiz. Por tudo aquilo que sou e nunca fui. Eu. Mereço o esquecimento. Tive-o. E neste momento, o mundo vive-se sem mim. Eu choro fechado em mim mesmo pelo ódio por mim. Raiva! Quero bater com a cabeça na parede até que doa demais para pensar! Quero-me fora de mim! Quero conseguir chorar!&lt;br /&gt;Estou tão sozinho, que aqui sentado, sem mover o olhar sinto um turbilhão de emoções que me desgasta psicologicamente. Sinto-me cansado de mim mesmo. &lt;br /&gt;Não quero mais isto! Estou neste canto, onde a música parou de embalar e o sorriso se perdeu com o tempo. Estou preso a estes dias desperdiçados na dor da solidão, do sol que teima em aparecer e fugir lentamente, como uma tortura para quem vê o tempo passar para nunca mais voltar. Perdi a vontade de viver algures. E com ela a vontade de a procurar. Não quero sentir mais um dia de novo. Apenas serve para me lembrar que não existe nada para além da existência de um corpo que se desgasta à medida que se relembra de quando tentou viver.&lt;br /&gt;Estou usado. Acabado. Morto. Sinto-me dispensável de um mundo a que outrora tive direito. Hoje esse mundo virou as costas. Deixei lá tudo o que era meu e fiquei aqui, fechado, num destino que alguém, mesmo gostando de pensar que não, me ofereceu. Sou mais um adolescente que pensa que lhe acabou a vida na angústia do que é viver.&lt;br /&gt;Não… Não sou. Eu fui alguém. E hoje, sou o primeiro louco a saber que perdeu a sanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113495898748876799?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113495898748876799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113495898748876799&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113495898748876799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113495898748876799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/12/angstia.html' title='Angústia'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113461094907501241</id><published>2005-12-15T01:41:00.000Z</published><updated>2005-12-15T01:46:11.966Z</updated><title type='text'>Guardei-me na gaveta para nunca mais sair</title><content type='html'>Quero desaparecer.&lt;br /&gt;Sentir a minha existência dispersar-se no ar para me libertar de mim mesmo, perder esta alma suja e gasta, que chora e dói a cada momento que me procuro em mim mesmo. Quero parar de me consumir a mim mesmo porque me acabei e enlouqueci. Silenciar os pequenos murmúrios que me amarguram nesta serenidade que mata.&lt;br /&gt;Sou um fio de fumo, leve e suave, de um cigarro que se acabou e se espalhou.&lt;br /&gt;Perdi-me.&lt;br /&gt;Quero-me drogar. Para nunca mais pensar, sentir ou viver. Não me quero! Quero fugir deste mundo que nada me traz a não ser a dor de ser quem sou. Quero cair e adormecer. Não para sonhar mas para me apagar. Quero parar esta lamentação.&lt;br /&gt;Gritar. Partir. Alucinado.&lt;br /&gt;Não tenho vida.&lt;br /&gt;Dói. Pesa-me.&lt;br /&gt;Quero vomitar. Cuspir esta bola de emoções que matam. Quero-me vomitar.&lt;br /&gt;Não quero nada.&lt;br /&gt;Eu nunca quis nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113461094907501241?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113461094907501241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113461094907501241&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113461094907501241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113461094907501241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/12/guardei-me-na-gaveta-para-nunca-mais.html' title='Guardei-me na gaveta para nunca mais sair'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113434539779146781</id><published>2005-12-11T23:54:00.000Z</published><updated>2005-12-11T23:56:37.816Z</updated><title type='text'>Capitão Romance</title><content type='html'>Não vou procurar quem espero:&lt;br /&gt;Se o que eu quero é navegar!&lt;br /&gt;Pelo tamanho das ondas&lt;br /&gt;Conto não voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parto rumo à primavera,&lt;br /&gt;Que em meu fundo se escondeu!&lt;br /&gt;Esqueço tudo do que eu sou capaz:&lt;br /&gt;Hoje o mar sou eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperam-me ondas que persistem,&lt;br /&gt;Nunca param de bater!&lt;br /&gt;Esperam-me homens que desistem,&lt;br /&gt;Antes de morrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por querer mais do que a vida,&lt;br /&gt;Sou a sombra do que eu sou.&lt;br /&gt;E ao fim não toquei em nada,&lt;br /&gt;Do que em mim tocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi,&lt;br /&gt;Mas não agarrei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parto rumo à maravilha,&lt;br /&gt;Rumo à dor que houver pra vir.&lt;br /&gt;Se eu encontrar uma ilha,&lt;br /&gt;Paro pra sentir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar sentido à viagem,&lt;br /&gt;Pra sentir que eu sou capaz!&lt;br /&gt;Se o meu peito diz coragem,&lt;br /&gt;Volto a partir em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi,&lt;br /&gt;Mas não agarrei...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113434539779146781?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113434539779146781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113434539779146781&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113434539779146781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113434539779146781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/12/capito-romance.html' title='Capitão Romance'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113408010115428068</id><published>2005-12-08T22:13:00.000Z</published><updated>2005-12-08T22:23:11.726Z</updated><title type='text'>O sonho quebrado</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Parte-se todos os dias à medida que a realidade me rodeia.&lt;br /&gt;Sem qualquer tipo de ruído que possa incomodar quem me cerca ou quem penso me seguram do buraco que me conduz à perdição absoluta. Talvez seja por isso que ninguém repare. Porque os olhos continuam a pestanejar, as pernas a caminhar, as palavras a serem ditas e os cigarros a serem fumados. Mas tudo isso já não é feito com vontade, ou nem tanta como possam pensar.&lt;br /&gt;A vida desaparece e dá lugar à simples continuidade do tempo. A paixão de viver foge e com ela tudo em mim permanece dolorosamente inalcançável.&lt;br /&gt;Se calhar penso muito que não tem razão de ser. Mas não há nada que impeça alguém de o fazer. Talvez inteligência e um pouco de optimismo. E para isso preciso de me refazer do principio e esquecer a infinidade de mim mesmo em que me perco.&lt;br /&gt;É uma doença que me consome silenciosamente. Como um veneno, um perfume inalado que rouba as certezas. E quando não há mais nada para roubar. Caio e descanso.&lt;br /&gt;Quando não há mais nada para roubar, quando até o conforto foi levado, caio e morro só mais desta vez.&lt;br /&gt;Cá no fundo dói.&lt;br /&gt;Dói o coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Ninguém lê as entrelinhas.&lt;br /&gt;Ninguém ouve.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113408010115428068?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113408010115428068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113408010115428068&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113408010115428068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113408010115428068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/12/o-sonho-quebrado.html' title='O sonho quebrado'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113320812435005180</id><published>2005-11-28T20:01:00.000Z</published><updated>2005-11-28T20:02:04.366Z</updated><title type='text'>Aqui dentro não existe nada</title><content type='html'>Já nada me sustenta ou alenta a não ser o vazio que me preenche dele mesmo.&lt;br /&gt;Estas palavras que escrevo, que aos poucos vão criando estas pequenas frases, são os olhos de quem não se encontra, que quem em si se perdeu. Os olhos que numa angústia tão calma e ao mesmo tempo tão cruel, procuram o que nunca encontram. Nas minhas palavras e nos meus gestos, nos meus murmúrios e nos meus olhares está presente um turbilhão de emoções que se libertam numa tranquilidade inquietante, numa calma que dói demais.&lt;br /&gt;Se encosto a cabeça para trás, nesta parede fria e me tento sentir a mim mesmo, não encontro nada a não ser uma respiração calma e um pensamento adormecido, que ao acordar apercebe-se do vazio que existe, da dor que cresce à medida que me apercebo do que não sou ou de quem sou.&lt;br /&gt;Sinto o mundo a girar e consigo imaginar tudo à minha volta a viver. É como se conseguisse visualizar as pessoas apressadas na correria do dia-a-dia, como se conseguisse ver o sol, ouvir o ambiente diurno de uma cidade, o vento que percorre as folhas de uma árvore e até o chilrear de um pássaro. Ou então noutra zona do globo, sentir uma noite fria, chuvosa, observando as luzes das cidades que iluminam as ruas alcatroadas àquela hora abandonadas. Imagino as pessoas a sorrir e a chorar, a pensar ou mesmo a dormir. Até uma simples espera por um autocarro. É como se conseguisse visualizar tudo, imaginar tudo isso acontecer à minha volta enquanto sinto a lenta rotação do nosso planeta.&lt;br /&gt;Aqui dentro não existe nada. Apenas o tempo que passa e não volta mais. Julgo-me doido pela consciência que tenho e por nada conseguir mudar, talvez seja esta a maneira que vidas como a minha funcionam. E julgo-me louco por me sentir tão sozinho, num mundo de gente que não conheço, mas que sinto que já os conheci a todos.&lt;br /&gt;Já deixei passar muitos anos sem saber o que fazer, mas é nestes momentos em que me apercebo que não sei o que quero, ou então não quero nada. Não sei o que faço aqui. Só me perco mais um pouco quando aqui sozinho, entre um silêncio incómodo, me apercebo de uma angústia que cresce à medida que o meu pensamento se explora. Se um dia me olharam nos olhos desviaram a tempo para se aperceberem de tudo aquilo que ninguém desconfia.&lt;br /&gt;Como já disse, aqui dentro, não existe nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113320812435005180?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113320812435005180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113320812435005180&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113320812435005180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113320812435005180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/11/aqui-dentro-no-existe-nada.html' title='Aqui dentro não existe nada'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113201002485438264</id><published>2005-11-14T23:10:00.000Z</published><updated>2005-11-14T23:43:55.276Z</updated><title type='text'>Memórias</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7124/1840/400/dreamofmine.jpg" border="0" /&gt;Lembro-me de ti como não consigo lembrar de mais ninguém. E por mais surpreendente que seja, sabendo que hoje não estás comigo, ainda esboço o pequeno sorriso que um dia fez nascer outro no teu rosto.&lt;br /&gt;Como um filme mudo e com vários tons de cinzento, a minha mente projecta a situação como te conheci entre estes últimos meses em que não me arrependo de ser eu próprio um único dia. Num desses dias em que deixei fugir a luz do sol e me refugiei na noite das ruas de outra cidade com mais um bando de filósofos rebeldes da revolução por vir, um amigo de um amigo meu encontrou-te com o teu cigarro na mão, a deixar o tempo passar, enquanto observavas as luzes amarelas que pintavam o céu negro pela avenida vazia. Através de um ou dois olhares que se seguiram a uma ou outra pergunta que te fizeram, reconheci em ti a minha vontade de ali estar. Estavas à procura do mesmo que eu. Algo que mesmo entre nós, nunca chegámos a explicar em palavras, ou se o fizemos estávamos drogados demais para hoje conseguir-mos recordar.&lt;br /&gt;Nessa mesma noite, depois de muitas correrias em ruas desertas e muitos cigarros caseiros fumados em pequenos becos que ainda hoje devem guardar os sorrisos da nossa liberdade, disseste que te lembrava alguém. E eu pedi-te para ficar.&lt;br /&gt;Assim foi. Nas semanas que se seguiram fomos explorando a pessoa que víamos à nossa frente enquanto os outros riam e tropeçavam rua abaixo. O teu olhar encaixava-se no meu e sentíamos o mesmo, um segundo eterno. O nevoeiro invadia as velhas ruas e quelhas que lentamente explorávamos, entre o silêncio de mais uma noite que tanto precisámos. Acabávamos sempre numa daquelas pequenas praças desertas, deitados a olhar o céu sem estrelas.&lt;br /&gt;Não me esqueço das vezes em que mais um guarda nos acordava pela manhã, ainda sem a agitação metropolitana, perguntando se estávamos perdidos, ou para simplesmente sairmos da relva. Das vezes em que já riamos sem noção do quanto e do que riamos, e dizias que Fernando Pessoa era apenas um bêbado que sabia escrever suficientemente bem para que hoje o considerem um grande poeta. Ou das vezes em que deixávamos os outros ir bem à frente e confessavas que gostavas de morar comigo num quarto de mais uma montra por uns dias. E perdíamos a conta aos abraços. Umas vezes para que nem um nem outro caísse tal o nosso estado, outras pelo conforto que encontrávamos um no outro.&lt;br /&gt;E todos vivíamos, sorriamos, chorávamos e sentíamos como um. Tanto te abraçava eu como o Roland ou a Stella. Porque estávamos com quem nos quer como somos, mesmo que ainda não nos tenhamos encontrado verdadeiramente. O teu rosto tantos sorrisos ofereceu naquelas ruas tão escuras, tantas lágrimas nele se derramaram pela dor que mora em nós, mas nada, nada do que todos sentimos desapareceu. O cheiro da tua pele em que me perdia quando acordávamos em mais um lugar desconhecido ainda é sentido enquanto te recordo nesta minha mente.&lt;br /&gt;Tantas vezes sorri sem dares conta, enquanto acariciavas o meu cabelo que tanto gostavas até adormeceres em mais um banco de jardim junto a mim. Foste quem eu nunca tive. Nunca precisei dos teus lábios nos meus, nem de palavras bonitas para sentir tudo aquilo que sentíamos. Éramos conscientes da beleza presente no desejo que nos juntou no inicio. Nunca precisámos de mais nada. Tínhamos o que queríamos. Riamos tanto com os outros quando confessávamos isso.&lt;br /&gt;E mesmo que saiba que hoje não estejas connosco, continua a crescer em mim aquela sensação de conforto que tantas vezes te expliquei, aquela que parece tornar-me mais leve e mais meu, aquela que tu com um sorriso no rosto te abraçaste a mim por ambos conseguirmos senti-la. E é com o frio que agora começo a sentir, nesta noite que está a chegar ao fim, que desejo com tudo o que existe em mim, que neste momento ainda consigas sentir o cheiro destas ruas mágicas e o paladar de mais uma má refeição que antevia mais uma noite que mais ninguém vive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113201002485438264?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113201002485438264/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113201002485438264&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113201002485438264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113201002485438264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/11/memrias.html' title='Memórias'/><author><name>narc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03940767054114287249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113192289938957435</id><published>2005-11-13T22:57:00.000Z</published><updated>2005-11-13T23:01:39.406Z</updated><title type='text'>não é nada</title><content type='html'>Nestas palavras encontra-se uma lágrima salgada, que entre um rosto que estremecia de emoção se perdeu. É só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113192289938957435?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113192289938957435/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113192289938957435&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113192289938957435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113192289938957435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/11/no-nada.html' title='não é nada'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113148390151805651</id><published>2005-11-08T21:03:00.000Z</published><updated>2005-11-09T01:09:21.593Z</updated><title type='text'>narc</title><content type='html'>Olá.&lt;br /&gt;Estava mais uma vez perdido entre os meus dias, quando acordo entre um silêncio quebrado pelo respirar nocturno de uma cidade.&lt;br /&gt;Perdera por breves instantes a consciência do meu nome e de tudo que me cercara, mas rapidamente voltei a mim mesmo para me aperceber que vivo no lugar que pouca gente visitou. Voltaram as memórias de uma vida que sempre desejei ter e voltei a sentir o pequeno sorriso na minha face à medida que ia abrindo os olhos. À minha frente estava o Roland, que tantas vezes me acordou com pequenos murmúrios que escondiam uma ressaca. Resolvi deixá-lo dormir, prefiro assim, sinto a minha face gelada demais para falar.&lt;br /&gt;Pouco me recordo da noite anterior. Lembro-me da boleia de um velho e do pequeno jantar que consegui arranjar nas traseiras do restaurante mais reles que alguma vez conheci.&lt;br /&gt;Saio da escuridão do beco em que estava e logo que piso a calçada deparo-me com a névoa que limitava a visão daquela ruela inclinada. Resolvo descer entre aquele nevoeiro que parecia cortar o meu rosto à medida que nele me envolvia. Os meus passos ecoavam naquele sítio tão morto, que por segundos pensei ser o único ser vivo num raio de quilómetros. Olhei para trás e já nada via, estava perdido no nevoeiro indo para onde ele me levasse.&lt;br /&gt;Foi então que cheguei a um pequeno pátio, onde pequenos gatos pretos fugiram entre a névoa que continuava a cerrar o caminho que descia paralelamente à rua que tivera descido. Senti-me perdido mas sem qualquer tipo de vontade para voltar atrás. Enquanto ouvia o respirar de uma cidade adormecida, soltei o suspiro que em tantas noites e tantas vezes soltara entre muitos cigarros e bebidas, em locais tão desertos e belos juntamente com todos aqueles que o tempo foi reunindo á minha volta.&lt;br /&gt;Voltei a descer a estreita rua a caminho do desconhecido, entretanto, sons e imagens faziam-me sorrir enquanto apareciam na minha cabeça e aos poucos recordei a noite catastrófica de ontem. Mas ontem já lá foi e esta velha rua de pedra já está no seu fim.&lt;br /&gt;E quando finalmente a desço a ruela, encontro um largo, com um pequeno jardim cheio de orvalho e um pequeno banco onde á pouco me deitei a escrever, esperando que alguém do outro lado da rua grite o meu nome para subir ou descer mais uma rua sem qualquer tipo de destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113148390151805651?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113148390151805651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113148390151805651&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113148390151805651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113148390151805651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/11/narc.html' title='narc'/><author><name>narc</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03940767054114287249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-113037064598262613</id><published>2005-10-27T00:48:00.000+01:00</published><updated>2005-10-27T01:24:25.256+01:00</updated><title type='text'>Viver um poema</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/400/34198-Vieux-Montreal-02.jpg" border="0" /&gt;Numa noite de Inverno abro portas ao meu inconsciente e aos seus desejos.&lt;br /&gt;Nele encontro toda a vontade de viver nos locais que não conheço, mas que visito todas as vezes que meus olhos descansam. Locais enevoados, sombrios, que escondem o conforto que não encontro, teimam em aparecer dentro de mim, como se a aventura fosse minha amiga e por mim chamasse. &lt;br /&gt;Neste quarto, enquanto a névoa que lá fora se formou entre os pinheiros vistos desta janela, viajo mais uma vez por locais surpreendentemente meus. Caminho entre o silêncio da noite e a beleza tristonha da solidão. &lt;br /&gt;Onde a melancolia traz o conforto que mais nenhum prazer é capaz. Nessas noites silenciosas e tristes, vivem-se poemas, admirando o nevoeiro que me cerca e as luzes amareladas das ruas que não conseguem chegar ás pequenas quelhas. O silêncio diz tanto que não existe palavra que diga o que ele diz. E nele está o chamamento, o sentimento, que por mim chama, a vontade, o desejo, de morrer para a chamada vida e viver para o que ninguém entende. &lt;br /&gt;Caminhar na calçada da noite, abraçando a bruma, sentindo o seu sabor. Saborear a vida que ninguém vive, provar o desejo que me consome pelo tempo que teima em passar, sabendo que morro um pouco mais todos os dias. &lt;br /&gt;E saber que aqui morro, enquanto que no local que o sono traz vivo, apago-me mais um pouco. E ela por mim mais uma vez chama, a aventura de por este quarto sair, sem destino ou rumo pensado. Desejando somente o conforto que existe nos momentos em que todos se afastam, abrindo o caminho para uma liberdade surreal. &lt;br /&gt;Murmuram-se mais umas palavras, num sorriso que se esconde no frio que se sente. E caminha-se na rua escura que tanto me diz, de cigarro aceso procurando aquilo que ainda não encontrei. Visito ruas que nunca conheci cruzando-me com quem procura o mesmo que eu. Talvez um dia viajemos para toda a parte, no conforto que procurámos no vazio. E tropecemos, rindo, em estações de comboio pela madrugada, visitando mais uma cidade deserta que abençoa o que em nós existe, mesmo que seja um vazio existencial. &lt;br /&gt;Entretanto, neste sonho, deito-me em bancos de jardim enquanto os carros ao longe passam e as estrelas lentamente o céu rasgam. Sento-me em passeios e observo tudo aquilo que sempre quis. &lt;br /&gt;Nessas noites sombrias, nesse silêncio que tanto diz, vive-se o poema que hoje escrevo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-113037064598262613?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/113037064598262613/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=113037064598262613&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113037064598262613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/113037064598262613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/10/viver-um-poema.html' title='Viver um poema'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112984408519329585</id><published>2005-10-20T22:28:00.000+01:00</published><updated>2005-10-20T23:46:39.946+01:00</updated><title type='text'>The untold story</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/archive17612.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/320/archive17612.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho saudades dos tempos que passaram.&lt;br /&gt;Além de ter vivido de uma forma pouco ortodoxa, para não dizer que passava os meus dias odiando tudo em meu redor, quando penso em tudo o que era (ou não era) sou invadido por uma tristeza criada pelo tempo. Sinto uma nostalgia capaz de me fazer acreditar que recuei no tempo, talvez pela vontade de voltar atrás, e a única maneira de descobrir que vivo num tempo diferente é levantar a cabeça da almofada e lembrar-me de quem eu sou hoje.&lt;br /&gt;No passado sentia uma espécie de conforto na melancolia que me preenchia, capaz de me fazer sobreviver até o dia seguinte, talvez porque através dessa melancolia criava-se um pequeno canto só meu, que me fazia resistir perante tudo aquilo que observava à minha volta. Nesse tempo estava afastado de tudo e de todos, ninguém se sentia capaz de beijar ou amar, mas existia quem me compreendia, talvez vendo-me como uma pessoa que nunca cheguei a ser. Ofereciam palavras de conforto ou de coragem e o tempo ia passando. Hoje que recuo no tempo, vejo que ainda era bastante ingénuo, muito puro e natural, talvez derivasse daí a companhia que sentia e a minha revolta sobre todos os assuntos que me perturbavam capazes de me confortar no meu dia a dia que era um completo desperdício de tempo.&lt;br /&gt;Sinto saudades da ingenuidade que não sei como, perdi. Porque hoje sou apenas mais um corpo com opiniões, ideias e sentimentos que todos já sabem, já viram e já viveram. Sinto-me fora de tempo. Como uma música que aos poucos foi perdendo a emoção de quem a ouve, porque o músico perdeu-se entre as notas e apenas continua porque não sabe o que fazer.&lt;br /&gt;Gostava de me sentir num mundo só meu, mas hoje sinto-me tão velho que já não encontro a minha juventude. Não sinto ao ponto de me refugiar em recordações de tempos que hoje são capazes de assombrar o futuro. Tempos que quando vividos não era dado o seu devido valor. Porque hoje que olho para trás, mesmo que se pensava não viver, estava-se a viver uma vida diferente das outras. Hoje, já não existe chama.&lt;br /&gt;Lamento, com um olhar fixo no chão, ao me aperceber que já não escrevo sobre o meu lado efeminado, sobre as conclusões que o meu olhar retira do mundo que me rodeia, sobre as músicas que têm vindo a ser ouvidas neste quarto. Porque agora também já não existe ninguém para me ouvir, todas as pessoas foram embora, seguiram o seu rumo. Estou mais sozinho do que um dia possa ter pensado que pudesse estar, porque já muito por mim passou e nada permaneceu. Tudo cresceu e floriu enquanto que eu sentei e morri. Não sou metade do que era.&lt;br /&gt;Já não sei quem sou, que faço ou pretendo. É o que mais magoa. Não sei o que é feito de mim, porque me perdi no tempo que por mim passou. Apaguei a minha própria existência e tudo o que resta de mim, encontra-se espalhado no passado.&lt;br /&gt;Destruí tudo o que um dia fui ou estava a construir, a pessoa dentro de mim fugiu e com ela toda a emoção de viver. Destruí toda a minha percepção e capacidade de avaliar o mundo, toda a minha empatia, toda a minha mente desperta e passivamente rebelde, desapareceu, morreu, esvaneceu.&lt;br /&gt;E como tudo em mim que morreu, morri também para quem outrora fui alguém, mesmo qualquer pessoa que pouco me conhecia mas me achava merecedor de um sorriso. Tudo fugiu, que a cumplicidade criada, o conforto que era sentido, as palavras que eram dirigidas, os sentimentos que por todos eram partilhados, aquele mundo que se criou num pequeno grupo, parece uma realidade que nunca existiu a não ser num sonho distante.&lt;br /&gt;O meu cabelo loiro cresceu pelo ombro, o rosto desenvolveu e emagreceu, fazendo com que a pele juvenil agora se maltrate com barba e os poros estejam imunes da pureza outrora característica. O olhar tornou-se mais distante e o sorriso foi desaparecendo entre a leve cortina que o tempo fechou. Hoje sou quem um dia nunca pensei a vir a ser, e por isso, lamento e morro mais uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112984408519329585?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112984408519329585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112984408519329585&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112984408519329585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112984408519329585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/10/untold-story_20.html' title='The untold story'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112931397715860201</id><published>2005-10-14T19:18:00.000+01:00</published><updated>2005-10-14T19:24:40.836+01:00</updated><title type='text'>Walking cliché</title><content type='html'>Gostava de ser poeta para mentir por um pouco. Mas sinto, demais.&lt;br /&gt;Já não me recordo do dia em que me lembrei de mim mesmo pela primeira vez. Gostava de nascer novamente para reaprender todas as pequenas coisas da vida.&lt;br /&gt;Gostava de sonhar em viver um sonho novamente, algo que me libertasse e me desse a força para viver o que pretendia. Mas neste mundo em que vivo, os sonhos chamam-se ilusões e as ilusões são para quem as quer. Mantenho-me fiel à realidade e procuro magia numa rua deserta e escura. Que me chame e me dê o conforto de uma maneira que nada mais me possa dar. Procuro magia em noites sossegadas, numa cidade de pedra ainda por descobrir, recheada de pequenas quelhas antigas e candeeiros de petróleo.&lt;br /&gt;Tudo o que se possa viver num mundo que é vivido pelas pessoas que na rua passam, nada mais passa de uma ilusão, de uma complexa mistura de sonhos pessoais que se enredam e se quebram. Talvez seja por isso que todos sejam tão cruéis, pelos múltiplos sonhos que já perderam. Talvez seja por isso que todos se vistam de cinzento, pela dor que já sentiram. Talvez.&lt;br /&gt;Já não chega acordar e sentir um dia solarengo, porque será um igual a todos os outros. E à medida que cada dia chega, apenas consegue trazer a dor do dia anterior. Já aprendi todas as pequenas coisas que me deviam encantar por pertencer a este mundo, mas tudo o que sinto é um vazio por saber que não há nada que não mude. Todas as memórias que possa ter tido da infância transformam-se hoje em cinza de um passado ingénuo. Desde que aprendi que o coração serve para bombear sangue, nada me fascina. Ou até que o sol e a lua não são namorados mas estrelas e satélites, que os desejos são apenas ambições e a nossa vida afinal não é o que esperávamos, nada mais me fascina.&lt;br /&gt;Todas as memórias me trazem a vontade de não ser, querer, ter e crer.&lt;br /&gt;Por isso procuro algo por encontrar, apenas eu e todos aqueles que me procuram, sem destino ou vontade de voltar a ser o que não eram. Com o simples conforto em viver nas noites que ninguém entende, nos locais que durante o dia dormem e durante a noite, com o seu nevoeiro que se perde na escuridão, transmitem a magia que ninguém sentiu.&lt;br /&gt;Porque tudo o resto é uma ilusão sem fim.&lt;br /&gt;Mas se encontrar o que ainda não conheço, completará o vazio que sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112931397715860201?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112931397715860201/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112931397715860201&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112931397715860201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112931397715860201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/10/walking-clich.html' title='Walking cliché'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112899133213857919</id><published>2005-10-11T01:39:00.000+01:00</published><updated>2005-10-11T02:09:11.563+01:00</updated><title type='text'>Smells the taste of all we waste</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;From rape to right in, too real to live&lt;br /&gt;should I lie down or stand up&lt;br /&gt;And walk around again?&lt;br /&gt;My eyes finally wide open up&lt;br /&gt;My eyes finally wide open shut&lt;br /&gt;I finally found the sound&lt;br /&gt;That heals the touch of my tears&lt;br /&gt;Smells the taste of all we waste&lt;br /&gt;Could feed the others&lt;br /&gt;But we smother each other&lt;br /&gt;With the nectar and pucker the sour&lt;br /&gt;Of bittersweet weather&lt;br /&gt;It blows through our trees&lt;br /&gt;Swims through our seas&lt;br /&gt;Flies through the last gasp we left on this earth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's a long lonely journey from death to birth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Should I die again?&lt;br /&gt;Should I die around the pounds of matter wailing through space?&lt;br /&gt;I know I'll never know until I come face to face&lt;br /&gt;With my own cold, dead face&lt;br /&gt;with my own wooden case&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estou farto de me repetir.&lt;br /&gt;Como se as minhas palavras não tivessem significado. Como se fossem apenas murmúrios que o vento leva enquanto caminho. Meras palavras sem valor.&lt;br /&gt;Sinto-me um peão mas dentro de mim existo. Sei que não me ouvem e que não me vêem e que apenas eu me conheço e sinto. É a única certeza que tenho, mesmo que não me agrade. Sei que poderia dizer e fazer muita coisa, mas à primeira vista nada teria significado ou então seria entendido da forma que cada um pretende entender. Porque toda a vida foi assim.&lt;br /&gt;Tudo se agrava sem razão aparente. Sente-se apenas um crescendo de emoções tão intensas que chegam a sufocar. Emoções que me rasgam por dentro, que me consomem dia e noite mesmo quando parecem prestes a adormecer. A apatia é quebrada por uma onda de sentimentos que me afoga diariamente e me ameaça implodir. Até conforto apático me escapa.&lt;br /&gt;Restam pequenos murmúrios que revelam a dor de uma criatura que já não vive. Murmúrios que se tornaram tão comuns que hoje são tomados como apenas simples murmúrios. Quando são tudo aquilo que sou e sinto. Quando são a mágoa e a apatia. Por tudo aquilo que meus olhos assistiram e que meu ser sentiu. Por uma voz que se silenciou, um olhar que morreu, um sorriso que desapareceu, uma vida que se perdeu.&lt;br /&gt;Desde que perdi a inocência até hoje, fui perdendo tudo.&lt;br /&gt;Tudo esvaneceu e doeu. Ainda dói quando nos apercebemos disso. Quando reparamos no que tivemos. Do ser que fomos e (não) somos. Das vezes que dissemos que não podia piorar mais. Mas existe sempre mais uma maneira.&lt;br /&gt;E resta também a solidão. Presente nas pequenas pedras da calçada numa noite chuvosa, nas folhas que o vento nas árvores agita. Presente numa cidade cinzenta que tanto confortava como magoava. Resta a solidão que me envolve, que numa noite chuvosa naquele lugar mágico, mantinha-me imóvel, por choque ou pânico do que me apercebia naquele momento que já nem me confortava. Numa vontade de abandonar tudo o que conheço, sinto-me preso naqueles longos segundos, o cigarro sozinho se vai queimando e com o olhar morto no chão o peso no peito aumenta à medida que a chuva cai. Por tudo aquilo que não somos e não temos.&lt;br /&gt;Como um amigo meu gostava de me cantar, a vida é sempre a perder.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112899133213857919?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112899133213857919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112899133213857919&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112899133213857919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112899133213857919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/10/smells-taste-of-all-we-waste.html' title='Smells the taste of all we waste'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112838479459063931</id><published>2005-10-04T01:11:00.000+01:00</published><updated>2005-10-04T01:39:00.920+01:00</updated><title type='text'>Doce, suave e inocente</title><content type='html'>E mais um longo suspiro é interrompido por uma voz.&lt;br /&gt;Doce, suave e inocente.&lt;br /&gt;Como um feitiço para os meus ouvidos que desde sempre ansiaram por uma voz que me diga a mais simples das frases. Que me confesse todos os seus enigmas. Que apenas me peça compreensão.&lt;br /&gt;Dois corpos deitados no chão, numa noite em que as ruas tristes da cidade se envolveram num nevoeiro sombrio, criam uma ligação, em pleno silêncio. Nada no mundo existe a não ser aquele momento que será lembrado como o momento que duas pessoas sentiram uma liberdade única.&lt;br /&gt;Porque tudo o resto parou de existir e apenas aquele espaço é real.&lt;br /&gt;Onde existem dois corpos que fixam o olhar no céu estrelado, numa busca por uma liberdade incompreensível.&lt;br /&gt;Apenas uma busca pela liberdade extrema, presente em momentos tão simples mas os únicos em que a liberdade é tanta nos invade. Sem qualquer tipo de tempo para pensar no que aconteceu no passado ou no que fazer de seguida. Um momento único que aliena tudo o resto e apenas permanece a fantasia que as duas pessoas presenciam e em que vivem.&lt;br /&gt;Não crescem sorrisos, somente uma bolha de conforto dentro dos dois.&lt;br /&gt;Porque ambos querem vida.&lt;br /&gt;Sejam deitados numa madrugada em plena praça deserta.&lt;br /&gt;Sentados na margem do rio numa floresta durante a noite.&lt;br /&gt;Caminhando sem rumo nas ruas estreitas de uma cidade desconhecida.&lt;br /&gt;Dormindo em estações de comboio sem ter que apanhar seja que comboio for.&lt;br /&gt;São momentos para aqueles que procuram algo por encontrar.&lt;br /&gt;São momentos que poucos entendem.&lt;br /&gt;São momentos a que nunca tivemos direito.&lt;br /&gt;Onde a apatia dança à nossa volta.&lt;br /&gt;Onde o nosso ser se sente completo.&lt;br /&gt;Por sabermos que presenciámos algo único.&lt;br /&gt;Onde uma liberdade juvenil é vivida sem limites abençoando tudo aquilo que somos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112838479459063931?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112838479459063931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112838479459063931&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112838479459063931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112838479459063931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/10/doce-suave-e-inocente.html' title='Doce, suave e inocente'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112767731364184191</id><published>2005-09-25T20:40:00.000+01:00</published><updated>2005-09-25T20:52:54.806+01:00</updated><title type='text'>E para além da solidão...</title><content type='html'>Não entendo porque continuo a acordar para sentir o meu tempo a passar como sinto.&lt;br /&gt;Não existe qualquer tipo de razão para que queira acordar para sentir um misto de sensações que se resumem a um completo isolamento dentro de mim mesmo. Porque existe um fio de raciocínio que teima em me atormentar, como se me sussurrasse, que perdi um pedaço de mim. Um pedaço que guardara todas as minhas certezas, todos os meus sonhos, toda a minha vontade de viver. Um pedaço existencial que deixou espaço para que todas as minhas incertezas, todos os meus medos e desassossegos, toda a minha veia de apatia, se alimentassem de mim mesmo.&lt;br /&gt;Vivo os meus medos em silêncio, num sossego penoso que corrói cada vez mais quem se encontra isolado de um mundo que não lhe diz nada.&lt;br /&gt;Vivo a minha dor numa paz insuportável que depois de sentida e intimamente chorada, se transforma na apatia que me faz vaguear com um olhar morto.&lt;br /&gt;Entre um cigarro e outro, sentado num passeio, queima-se o tempo que vemos passar por nós, enquanto que nós, apenas observámos tudo aquilo que mais ninguém tem tempo de observar. Porque nestes momentos dispensam-se sorrisos, dispensam-se choros, dispensa-se qualquer tipo de emoção. Permanece apenas um ser destruído pelo passado que o vive sempre que ouve o seu pensamento.&lt;br /&gt;Um ser que hoje nada tem a oferecer a não ser palavras que a si mesmo as sussurra. Alguém que toda a gente olha mas que ninguém vê. Enquanto o meu olhar se prende no vazio, confesso a mim mesmo que me perdi.&lt;br /&gt;Além da solidão, existe algo em mim que não encontro e dói.&lt;br /&gt;Nem mesmo no meu período de sono encontro a serenidade que procuro. Porque é nesse momento em que me visitam todas as pessoas que já se afastaram de mim. Algumas que partiram porque não aguentavam mais um suspiro, outras porque estava na vontade delas partirem. Visito lugares que nunca conheci e escuto esta mesma melodia de fundo enquanto me confessam memórias escondidas no meu subconsciente.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma das primeiras memórias tuas que tenho.&lt;br /&gt;Os nossos olhares que mal se cruzavam (por passarem tempo demais pousados no chão), as poucas palavras e os pequenos sorrisos que tanto me faziam corar...tudo isso era bom e doloroso ao mesmo tempo, porque parecia sempre presente o "e se...?".Mas quando as nossas mãos se encontraram, tudo fez sentido. Era aquilo. Amor, finalmente. Horas a fio em que as nossas mãos brincavam uma com a outra. Os arrepios e os sorrisos que o encontro das nossas mãos nos traziam.Os arrepios e sorrisos que as nossas mãos unidas ainda nos trazem, tanto tempo depois. E as palavras que guardamos nas nossas mãos, são tantas...Não sei se sabes, mas quando sinto o mundo a cair-me em cima, quando acho que tudo está errado, quando me sinto um erro...basta dar-mos as mãos e fugir-mos juntos, sem ninguém saber.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só mais uma razão, para quando acordar, sentir o vazio crescer em mim por tudo aquilo que me foi roubado, por tudo aquilo que tive e fui que me foi levado por um beijo que ouvi.&lt;br /&gt;É só mais uma razão, para quando esteja em mais uma noite sem dormir, observando pela janela o nevoeiro de uma manhã que começa a surgir, sentir que estou mais sozinho do que alguma vez possa ter imaginado.&lt;br /&gt;E para além da solidão, existe algo em mim que não encontro e dói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112767731364184191?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112767731364184191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112767731364184191&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112767731364184191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112767731364184191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/09/e-para-alm-da-solido.html' title='E para além da solidão...'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112741642095460124</id><published>2005-09-22T20:12:00.000+01:00</published><updated>2005-09-23T01:22:00.043+01:00</updated><title type='text'>I'd be easy</title><content type='html'>&lt;em&gt;I have a car waiting and I want you to come with me.&lt;br /&gt;You have to come, now.&lt;br /&gt;You can go, you can get out of here.&lt;br /&gt;No one’s here, you can go…&lt;br /&gt;I’d be easy…&lt;br /&gt;If you stay here you’re just gonna…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quero uma Kim Gordon na minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112741642095460124?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112741642095460124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112741642095460124&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112741642095460124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112741642095460124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/09/id-be-easy.html' title='I&apos;d be easy'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112702058108482306</id><published>2005-09-18T06:14:00.000+01:00</published><updated>2005-09-18T06:18:24.256+01:00</updated><title type='text'>It's a long lonely...</title><content type='html'>Só mais uma madrugada que ouvi o Blake cantar enquanto eu fumava e murmurava com os lábios o choro que ouvia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112702058108482306?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112702058108482306/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112702058108482306&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112702058108482306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112702058108482306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/09/its-long-lonely.html' title='It&apos;s a long lonely...'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112683882584976866</id><published>2005-09-16T03:46:00.000+01:00</published><updated>2005-09-16T04:09:21.716+01:00</updated><title type='text'>Sem título</title><content type='html'>Sinto-me traído.&lt;br /&gt;Estou deitado novamente e apenas ouço a minha frágil respiração. O meu quarto é tudo o que conheço desde à alguns meses e memórias são tudo o que faz parte do meu dia a dia.&lt;br /&gt;Sinto o coração tão pesado que chega a doer, alguém está a sorrir.&lt;br /&gt;O vazio no peito aumenta de tal maneira que este momento parece uma eternidade. No entanto, nenhuma lágrima se solta. A dor é intensa demais para se drenar.&lt;br /&gt;Pertenço a uma realidade que um dia julguei impossível.&lt;br /&gt;Apenas existo eu, um corpo com o olhar morto entre estas quatro paredes, com o cabelo sujo que me cai pelo rosto e nada se move. Silêncio absoluto e uma dor inexplicável por palavras.&lt;br /&gt;Um aperto, pela vida que lá fora se vive e que me abandonou.&lt;br /&gt;Um desespero, pela sensação de abandono que aumenta no vazio infinito que me encontro.&lt;br /&gt;Como se tivesse acabado de acordar de um sonho que durou bastante tempo, agora volto à realidade que além de dura é injusta. Quando tudo o que sobra são apenas memórias de sorrisos e momentos que hoje são impossíveis de reviver com quem quer que seja.&lt;br /&gt;Desde que me lembro de mim até hoje, só me tenho a mim mesmo neste preciso momento. Todos se afastaram. Não existe ninguém. Ninguém que venha ter comigo para colocar o cabelo atrás da orelha e passar a mão na pele áspera. Porque todos têm uma vida e eu tenho somente memórias.&lt;br /&gt;Eu sou sempre o único que continua a escrever sobre como é viver no vazio mais doloroso e incompreensível para quem neste momento tenha uma vida. Todas as verdades que um dia me foram apresentadas como tais, hoje são quebradas e invertidas. Desde sempre foi assim, com qualquer pessoa, em qualquer situação.&lt;br /&gt;E o que me possa fazer pensar que um dia tudo muda pode muito bem no futuro colocar-me numa situação semelhante a esta. Não iria ser a primeira vez.&lt;br /&gt;Porque posso dizer que já vi muito, mas todos que me conheceram sabem que nunca fui nada.&lt;br /&gt;Não preciso que ninguém entre por este quarto e me diga como me entende. Só quero que me observem e saibam como eu realmente sou enquanto fixo o meu olhar nos olhos de quem me observa.&lt;br /&gt;Sem amor, sem ódio.&lt;br /&gt;Apenas alguém que já desistiu de viver à algum tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112683882584976866?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112683882584976866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112683882584976866&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112683882584976866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112683882584976866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/09/sem-ttulo_16.html' title='Sem título'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112648978429626259</id><published>2005-09-12T02:48:00.000+01:00</published><updated>2005-09-12T03:36:02.433+01:00</updated><title type='text'>Apatia</title><content type='html'>Estávamos os dois sentados no sofá, de pijama vestido, a olhar para o local da estante onde falta a televisão que ainda não comprámos.&lt;br /&gt;Não pronunciávamos uma palavra e apenas se ouvia a chuva cair no telhado. O olhar não se desviava da parede. O colchão, sem cama, no chão do quarto, tinha como sempre os lençóis por fazer e havia um monte de roupa suja no chão. Levantei-me e fui até a janela de madeira do nosso quarto. Conseguia ver a névoa que a chuva formava ao longe. Mesmo ali ao lado, a água morta do rio era castigada pela água da chuva levando com ela todos os desejos que um dia pedi a olhar para aquela água serena. A erva por outro lado ganhava um verde mais carregado, contrastando com a enorme névoa cinzenta no céu. Os carvalhos e pinheiros sentiam as suas folhas choramingarem pequenas lágrimas mas não havia sinal do vento, apenas a chuva levemente fazia-se ouvir dentro de casa. Da outra divisão consegui ouvir o teu longo e sentido suspiro e baixei o olhar ao nível dos meus pés descalços.&lt;br /&gt;Dirigi-me ao quarto de banho. Quando lá entrei afastei a cortina do chuveiro e liguei a água quente. Em poucos segundos o vapor de água quente invadiu o tecto. Lentamente fui tirando as calças e a camisa do meu pijama com riscas vermelhas e cinzentas e nu entrei no chuveiro.&lt;br /&gt;Enquanto a água quente que me caía directamente na cabeça e escorregava pelas costas me relaxava os músculos, mantinha o olhar cabisbaixo e o pensamento num lugar até por mim desconhecido.&lt;br /&gt;Foi então que a cortina do chuveiro aos poucos se foi abrindo novamente e do outro lado estavas tu nua. Sem desviares o olhar do meu, entraste no chuveiro e ali ficámos os dois debaixo do jacto de água quente olhando um para o outro. O teu olhar, assim como o meu, foi ficando cada vez mais triste e começaram a formar-se as primeiras lágrimas por escorregar. Colocámos os braços em torno dos nossos corpos e com a tua cabeça no meu ombro senti o teu choro enquanto também eu, entre o teu cabelo molhado, soltei as minhas lágrimas silenciosamente.&lt;br /&gt;Enquanto a água que nos aquecia caía pelos nossos corpos e após um ou dois suspiros, ainda com lágrimas escorregando pela face, esboçamos pequenos e inocentes sorrisos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112648978429626259?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112648978429626259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112648978429626259&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112648978429626259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112648978429626259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/09/apatia.html' title='Apatia'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112615091799466993</id><published>2005-09-08T04:40:00.001+01:00</published><updated>2005-09-08T05:57:02.013+01:00</updated><title type='text'>Um dia gritarei</title><content type='html'>A música é sempre a mesma e as noites todas iguais. A guitarra continua a gemer e a melodia a lamentar.&lt;br /&gt;Ainda não se perdeu o medo de olhar pela janela em plena madrugada e ver a poucos metros a linha que determina a escuridão da luz amarelada de um poste que o chão ilumina. A rua onde acaba a estrada que dá lugar à floresta que ninguém se atreve a entrar em plena noite.&lt;br /&gt;Onde apenas os pinheiros altos se agitam levemente num céu estrelado e o silêncio de um cemitério é quebrado por pequenos sussurros vindos da escuridão.&lt;br /&gt;Ainda não se perdeu o medo de olhar pela janela e ver um corpo saindo da escuridão, lentamente, rastejando pela velha rua.&lt;br /&gt;É em plena madrugada que as nossas dores acordam. Perante o mundo que por umas horas parou. Não são levantadas questões nem procuradas soluções. São sentidas apenas as dores que a vida nos trouxe. Da felicidade que nos levou, das desilusões que nos causou, de todas as esperanças que nos roubou.&lt;br /&gt;Procurámos conforto numa noite fria, revivendo vezes sem conta segundos, que ao longo de todo este tempo, nossos olhos fotografaram.&lt;br /&gt;Visitámos lugares que nunca tivemos o direito de conhecer e viajámos sem destino dentro da nossa mente. Escreve-se um livro de emoções na mente de quem muito já viveu entre os lugares que pela mente visitou.&lt;br /&gt;Todos julgam ter a noção que ninguém tem sobre quem ama as madrugadas e nada tem a perder. De quem procura algo por encontrar e apenas consegue viver nas bonitas madrugadas solitárias. De quem sonha em fazer amor com uma cidade húmida e deserta, que a qualquer hora nos espera. De quem com barba por fazer, cabelo por lavar, camisolas velhas e calças rasgadas, sente-se no desejo de sair e nunca mais voltar. De quem deseja olhar pela janela, observar um grupo de pessoas que lá fora nos olham fixamente e desejam fugir para um local diferente todas as noites.&lt;br /&gt;Mas ninguém vem. Apenas a dor acorda.&lt;br /&gt;Voltam as memórias de uma vida despedaçada. De uma vida que nos roubou a própria emoção de viver. Quando apenas restam lágrimas parar escorregar na pele mal tratada.&lt;br /&gt;Quando o dia chegar e todo o mundo acordar, nasce mais uma mentira. Aparece novamente uma realidade sem qualquer tipo de sabor.&lt;br /&gt;Nesta madrugada como todas as outras, vive-se morrendo. Durante o dia morre-se vivendo. O dia teima em não passar, aumentando o vazio, guardando para a noite a dor.&lt;br /&gt;Hoje o olhar fixa-se no chão e o corpo, sentado, lentamente e com a música, baloiça, cada vez mais, até que se perca o equilíbrio e caímos. Com a cara no chão e o olhar fixo no vazio apercebemo-nos que não existe ninguém para nos levantar. E doi.&lt;br /&gt;Um dia a melodia será a minha companhia descendo aquela velha rua e lentamente entrarei na escuridão da floresta. Ouvirei os pequenos sussurros perto dos meus ouvidos e para o céu gritarei.&lt;br /&gt;Com a arma escondida matar-me-ei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112615091799466993?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112615091799466993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112615091799466993&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112615091799466993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112615091799466993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/09/um-dia-gritarei_08.html' title='Um dia gritarei'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112568880982731812</id><published>2005-09-02T20:16:00.000+01:00</published><updated>2005-09-02T20:29:39.950+01:00</updated><title type='text'>O ambiente cinzento</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/1600/Clouds%20004ss.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2611/895/320/Clouds%20004ss.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era Inverno.&lt;br /&gt;O ar gelava as bochechas e as mãos adormeciam. O céu estava cinzento. Todo o céu era apenas uma nuvem cinzenta, como se o sol nunca tivesse existido. Os carros passavam rápido e os passos das pessoas na calçada era apressado. Todos vestiam cores escuras e roupas quentes.&lt;br /&gt;Naquela esquina, num abrigo, duas pessoas olhavam-se. Uma sentada no colo da outra, uniam as suas mãos nas costas uma da outra, decoravam os traços da face que viam a poucos centímetros. As peles macias e os lábios carnudos. Os olhos claros e penetrantes. A cidade continuava em movimento.&lt;br /&gt;O sol não se punha nem nascia, tudo estava pintado de cinzento, como se a qualquer momento começasse a chover, apenas restava uma leve iluminação que o relógio roubava.&lt;br /&gt;Sentiam-se beijos lentos, longos e narizes frios, cachecóis escondiam pescoços quentes, suaves e gorros cabeças despenteadas. Ouvem-se sons de casacos que se movem e o som de fundo de uma cidade cinzenta por natureza. Poucas palavras eram ditas. Esboçavam-se sorrisos. Perfumes quebravam o ar frio que se sentia.&lt;br /&gt;Palavras ingénuas.&lt;br /&gt;Escurecia e o céu pintava-se de negro. O cinzento transformara-se aos poucos negro. Longas despedidas recheadas de abraçados, árvores nuas ao longo da rua definiam o percurso.&lt;br /&gt;Alguém caminhava lentamente com o olhar pregado no chão fumando um cigarro. Olhou para o céu que lhe trouxe uma memória, soltou um leve suspiro e continuou.&lt;br /&gt;Era eu hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112568880982731812?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112568880982731812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112568880982731812&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112568880982731812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112568880982731812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/09/o-ambiente-cinzento.html' title='O ambiente cinzento'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112470283358208334</id><published>2005-08-22T10:25:00.000+01:00</published><updated>2005-08-25T01:30:57.943+01:00</updated><title type='text'>Quero tudo aquilo que tive</title><content type='html'>Eu queria manhãs solarengas.&lt;br /&gt;Queria a frescura do acordar entre folhas verdes e um rio límpido a poucos metros de mim. &lt;br /&gt;Queria sentir-me em harmonia com um pequeno grupo de pessoas. Nada mais existia.&lt;br /&gt;Queria perder a noção das horas, viver sem relógio, sorrir sem sentir qualquer tipo de preconceito, viver esquecendo toda a minha dor.&lt;br /&gt;Queria liberdade, queria ver o sol nascer enquanto conversava. &lt;br /&gt;Queria olhares sorridentes e risos madrugada fora.&lt;br /&gt;Queria observar auto-estradas aéreas e rir deitado na relva.&lt;br /&gt;Queria desabafar e chorar.&lt;br /&gt;Queria ver a maior e mais próxima estrela cadente de todas.&lt;br /&gt;Queria sentir-me vivo num ambiente desenhado para mim por um artista desconhecido.&lt;br /&gt;Queria sentir-me acarinhado.&lt;br /&gt;Queria mais uma conversa sobre a minha estupidez.&lt;br /&gt;Queria que me entendessem. Não que me julgassem.&lt;br /&gt;Queria pagar mais um café.&lt;br /&gt;Queria observar as pessoas e sorrir. Por ter sorte em as conhecer.&lt;br /&gt;Queria observar todos os seus gestos que agora me deixam com saudades.&lt;br /&gt;Queria música. &lt;br /&gt;Queria que sentissem a música como eu.&lt;br /&gt;Queria que dançassem como a minha mente dança no seu interior.&lt;br /&gt;Queria ouvir a mesma música com a mesma intensidade sabendo que tenho pessoas que quero ao meu lado.&lt;br /&gt;Queria ter frio e que uma caminhada até a casa de banho fosse uma aventura.&lt;br /&gt;Queria olhar nos olhos das pessoas e ver vontade de viver.&lt;br /&gt;Queria ver vontade de falar. Vontade de se estar.&lt;br /&gt;Queria ver a vontade de que se pudessem, o sol não se erguia e viveríamos para sempre numa madrugada onde tudo seria como estaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos continuariam a conversar.&lt;br /&gt;Todos continuariam a beber e a fumar.&lt;br /&gt;Todos continuariam a rir e falar.&lt;br /&gt;Nada mais existiria.&lt;br /&gt;Todos conseguiriam ser felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ter que contar os dias.&lt;br /&gt;Não ter que me preocupar com o que dizia.&lt;br /&gt;Não ter que estar seja onde for seja quando fosse.&lt;br /&gt;Foi tudo o que eu sempre quis e senti quando tornaram os meus sonhos realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero novamente aquele lugar verde.&lt;br /&gt;Quero novamente aquelas pessoas que sorriam e me compreendiam.&lt;br /&gt;Quero matar as saudades que agora magoam.&lt;br /&gt;Por saber que tudo o que vivi terá que ser revivido vezes e vezes sem conta apenas dentro da minha mente.&lt;br /&gt;Não quero este quarto velho.&lt;br /&gt;Nem esta janela para o vazio.&lt;br /&gt;Não quero acordar a meio da noite com uma saudade doentia.&lt;br /&gt;Só quero a felicidade que nunca na minha vida exigi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112470283358208334?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112470283358208334/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112470283358208334&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112470283358208334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112470283358208334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/08/quero-tudo-aquilo-que-tive.html' title='Quero tudo aquilo que tive'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112354838444702088</id><published>2005-08-09T01:45:00.000+01:00</published><updated>2005-08-09T01:48:41.356+01:00</updated><title type='text'>Adeus</title><content type='html'>Queria que todas estas palavras derramassem uma lágrima em sinal de respeito pelo meu vazio.&lt;br /&gt;Porque eu sou o único que se sente a si mesmo.&lt;br /&gt;Partiram-me a cara várias vezes. Eu suspirei e continuei.&lt;br /&gt;Alimentaram-me sonhos e destroçaram-nos. Eu observava e os olhos humedeciam.&lt;br /&gt;Todos os dias.&lt;br /&gt;De todas as maneiras.&lt;br /&gt;Com um simples olhar.&lt;br /&gt;Com uma simples palavra por dizer.&lt;br /&gt;Desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordo mais sozinho do que nunca.&lt;br /&gt;E sinto a minha última oportunidade a desaparecer.&lt;br /&gt;Já nem força tenho para lutar pelo que quero.&lt;br /&gt;Porque depois de todo este tempo, por tudo o que um dia lutei, sempre perdi.&lt;br /&gt;Porque depois de todo este tempo, tudo o que eu um dia tive, desapareceu.&lt;br /&gt;Apenas o vazio aumentou.&lt;br /&gt;Porque tudo o que vivi pertence a um passado que me foi roubado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordo com mais vontade de adormecer.&lt;br /&gt;Porque é a única maneira de me esconder de mim mesmo.&lt;br /&gt;Já nem força tenho para lutar pelo que sou.&lt;br /&gt;Porque depois de todo este tempo, depois de tudo o que senti, o déjà vu de solidão voltou.&lt;br /&gt;Porque depois de todo este tempo, depois de tudo o que vivi, apenas o vazio ficou.&lt;br /&gt;E o vazio aumentou.&lt;br /&gt;Porque tudo o que sou pertence a alguém que nunca serei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordo com vontade de morrer.&lt;br /&gt;Porque é a única maneira de um dia poder viver.&lt;br /&gt;Já nem força tenho… para me olhar de frente ao espelho.&lt;br /&gt;Porque eu sou o único que se sente a si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112354838444702088?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112354838444702088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112354838444702088&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112354838444702088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112354838444702088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/08/adeus.html' title='Adeus'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112277027663503604</id><published>2005-07-31T01:35:00.000+01:00</published><updated>2005-07-31T01:39:30.143+01:00</updated><title type='text'>As estrelas disseram</title><content type='html'>Quando nos sentimos pequenos é que nos apercebemos do tamanho do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112277027663503604?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112277027663503604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112277027663503604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112277027663503604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112277027663503604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/07/as-estrelas-disseram.html' title='As estrelas disseram'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112200858905018165</id><published>2005-07-22T06:01:00.000+01:00</published><updated>2005-07-22T06:09:58.203+01:00</updated><title type='text'>Exploring the infinite abyss</title><content type='html'>Mas que merda é que o meu pai fez à caneta? Está sempre a falhar. Talvez seja para eu não desperdiçar tempo a escrever mais umas linhas. Talvez eu não tenha nada de interessante para contar. Mas quem tem? Toda a gente. Todos menos eu. Afinal o que é que eu faço? Eu não sou nada. Não existe alguém que me conheça realmente desde criança até agora, por isso não posso ser nada. Quem é que se limita a ficar fechado no quarto? De certeza que falam com pessoas. Recebem contactos de alguém. Eu durmo de dia e durante a noite deixo a luz do quarto apagada e coloco a tv num canal que cause iluminação suficiente para tocar guitarra. E porque é que eu toco guitarra afinal? Vai ser ela que vai definir a minha vida ao roubar-me horas de sono? Eu simplesmente gosto dela. Já adormeci umas quantas vezes com ela por cima de mim e ao meu lado.&lt;br /&gt;E porque pego no caderno? E sempre a mesma caneta preta? Porque raio eu á 10 minutos atrás fui à casa de banho simplesmente para olhar para o meu rosto? Bem, não fui apenas fazer isso. Não resisti a ir buscar leite com chocolate. Tenho esse ritual. Pego numa tigela e vou à prateleira buscar o frasco de chocolate. Coloco umas colheres de chocolate enquanto penso em como me assustaria se sentisse algo atrás de mim e vou buscar o leite ao frigorífico sempre com o olhar no chão. Eu gosto de colocar primeiro o chocolate na tigela em vez do leite. Assim posso verter o leite depressa e vejo o leite a ficar da cor do chocolate. Acabo sempre por colocar mais duas colheres. Gosto de estar acordado à noite. Está tudo tão silencioso que me consigo ouvir respirar. O cabelo comprido põe-se na frente dos olhos quando volto a colocar o leite e o chocolate no lugar. Mas eu gosto. Quem é que perde tempo a escrever sobre isto? Eu acho que a minha vida ou a maneira como a vivo assenta bem no rótulo de falhado. E ainda tenho 19 anos.&lt;br /&gt;Mas é nisso que penso quando estou aqui completamente sozinho. É isto que penso. Estou completamente sozinho. Não imagino que exista uma única pessoa que seja capaz de me ter no pensamento neste momento. Acho que isso ainda me faz sentir mais abandonado. Mas hey, isto é a vida não é? Qual o mal de mais um gole de leite com chocolate?&lt;br /&gt;A cama está por fazer á 2 dias e mesmo assim deito-me nela. Nem me dou ao trabalho de tirar a roupa. Merda de caneta. Acho que me fascina a ideia de ter comigo pessoas que pensam da mesma forma que eu. Não alguém que seja uma cópia de mim. Mas que sintam o que eu sinto. Mas o que é que eu sinto? Eu não sinto nada. Eu sinto o vazio. Um vazio palpável que me dá vontade que alguém o apalpe comigo. O que é que eu estou a tentar dizer?&lt;br /&gt;Acho que queria partilhar as minhas ideias por fotografias. A fotografar a cama exactamente com esta iluminação, o caderno, a caneta, a minha perna cruzada e a minha mão a escrever, exactamente como agora estou a ver enquanto escrevo. Acho que daria uma boa fotografia… Mas eu sou um falhado.&lt;br /&gt;Gostava de saber o que torna as pessoas únicas. Acho que quase nunca na minha vida (ou na falta dela) olhei para alguém e disse para mim mesmo “uau… tudo o que fazes deixa-me ficar especado à espera do teu próximo movimento.”&lt;br /&gt;Porque eu gosto de uma simplicidade inata que consegue tornar as pessoas únicas, na maneira como olham para as coisas que as rodeiam, da maneira como sorriem ou até fumam. Eu não ligo aos meus detalhes, mas os detalhes do mundo fascinam-me.&lt;br /&gt;Eu acho que nem sequer reparo no meu aspecto. Já não lavo o cabelo á uns dias muito menos uma lâmina na cara. Tenho o aspecto de um vagabundo, sobretudo neste ambiente. T-shirts rascas, calções de ganga, descalço e sem meias. Sou uma anedota. &lt;br /&gt;É incrível. A minha mão tem um perfume que quase me faz querer trincar os dedos. É tão suave e no entanto tão intenso. Continuo a cheirar a mão enquanto escrevo. Não sei onde arranjei este perfume. Mas não é um perfume que é produzido, não vem de laboratórios ou plantas. É natural. O meu não pode ser. Nunca senti o meu cheiro além de ter bastante curiosidade em o descobrir. Acho que tenho que me limitar a perguntar às outras pessoas. Mas o que estou a dizer… Nem vale a pena. Eu acredito que o meu cheiro não tenha um terço do encanto do perfume que sinto na minha mão. Não me apetece largá-la. &lt;br /&gt;A que cheira a minha pele? Se o perfume for o reflexo do interior de alguém, penso que a minha fragrância seja como uma flor mal tratada, uma flor que não encontra significado para existir, logo não desabrocha. Prefiro pensar assim. A minha segunda hipótese é um esgoto municipal.&lt;br /&gt;Mas a minha mão… Faz-me imaginar sons na minha mente. Aqueles sons de roupas que se roçam entre respirações descoordenadas fruto do desejo. Este perfume está a brincar comigo.&lt;br /&gt;Acho que vou continuar assim o resto da noite. Pode ser que agite um pouco os meus sonhos. É bom sonhar mas é mau quando acordámos e vemos que aquela realidade apenas existe na nossa mente. Os sonhos muitas vezes são um pecado a que temos direito mentalmente. Com tanta vontade dentro da nossa mente só pensámos como somos uma merda e se o que sonhámos não passa de um sonho por alguma razão é.&lt;br /&gt;Eu acho que falo demais comigo mesmo. Acabo sempre por divagar. E acho que isso acaba por fazer com que continue aqui fechado. A pensar em algo impensável, a sonhar com algo surreal, a suspirar o mais sentido dos suspiros.&lt;br /&gt;Resta-me olhar para o tecto e lembrar-me que o tempo está a passar, sem esquecer que me sinto completamente sozinho. Acho que é nesses momentos que aprendemos a viver. Ao saber que falhámos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112200858905018165?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112200858905018165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112200858905018165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112200858905018165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112200858905018165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/07/exploring-infinite-abyss.html' title='Exploring the infinite abyss'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112179978505018662</id><published>2005-07-19T20:02:00.000+01:00</published><updated>2005-07-19T20:09:07.080+01:00</updated><title type='text'>Observando o lado vazio da cama</title><content type='html'>Ela parece feliz mas não sorri,&lt;br /&gt;Parece triste mas não chora.&lt;br /&gt;Observa o meu olhar mas não entende,&lt;br /&gt;O que escondo em mim.&lt;br /&gt;Apenas os olhos se movem,&lt;br /&gt;Sem sequer pestanejar.&lt;br /&gt;Gostava de poder falar,&lt;br /&gt;Do que infelizmente consigo sentir.&lt;br /&gt;A dor.&lt;br /&gt;O amor.&lt;br /&gt;O ódio. &lt;br /&gt;A paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela não responderia,&lt;br /&gt;Muito menos sorria.&lt;br /&gt;Fecharia os olhos por conforto,&lt;br /&gt;E morreria para me visitar em sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é so mais uma noite sem sono,&lt;br /&gt;Observando o lado vazio da cama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112179978505018662?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112179978505018662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112179978505018662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112179978505018662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112179978505018662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/07/observando-o-lado-vazio-da-cama.html' title='Observando o lado vazio da cama'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112079332830801880</id><published>2005-07-08T04:28:00.000+01:00</published><updated>2005-07-09T16:17:26.670+01:00</updated><title type='text'>Só mais um orgasmo</title><content type='html'>Madrugada.&lt;br /&gt;Está tudo no seu devido lugar.&lt;br /&gt;O mundo cumpre o seu horário, nascem e acabam vidas, sorrisos, choros, discussões, declarações, olhares, danças, passeios, fugas, seduções, orgasmos, tudo está a acontecer neste preciso momento. Aqui tudo está parado.&lt;br /&gt;No chão, com as costas na parede fria, enquanto olho para o tecto de madeira, ouço as folhas lá fora que se masturbam numa orgia a que chamámos vento. Nada mais. Apenas folhas que se acariciam mutuamente. A porta á minha frente abre-se lentamente e nada. Ninguém entrou. Fiquei com calor e o vento parou. Sussurro mais uma vez as palavras que não existem. A televisão ligada mostra-me tudo aquilo que eu já vi e me é familiar. Futilidade. Persegue-me. Consegue ser melhor do que eu. &lt;br /&gt;Terei que cortar o cabelo para me encaixar num grupo de pessoas que reagem e sentem as coisas de uma determinada maneira, terei que usar roupas para que as pessoas reparem nelas e se apercebam a como pertenço ao grupo que está na moda mesmo que o objectivo seja fugir dela, terei que usar palavras certas de maneira a parecer um poço de apatia. Só assim serei alguém, igual a todos os outros.&lt;br /&gt;Eles gostam de brincar com os sentimentos uns dos outros. Existem manhas, leis, regras que obedecem para que tudo dê certo. Existe arrogância, audácia, falsa ingenuidade nos actos. E no final do dia todos deitam a cabeça nas suas almofadas felizes do que fizeram na vida até ao momento. Servem-se de modas e anti-modas. Ninguém é puro. Todos dormem. Filhos da puta!&lt;br /&gt;O mosquito pousou no meu braço. Deixo-o continuar com o seu ritual e sinto a picada. Voou. Sou amargo. &lt;br /&gt;Tenho as veias desenhadas a preto no meu braço esquerdo e assobio. Sorrio.&lt;br /&gt;Concentro o olhar na guitarra sem cordas que está no chão. Ainda se consegue ouvir a distorção que continua no amplificador quando num momento primitivo, reagindo a sons cheios de raiva que acordaram aqueles que dormiam, arrancava as cordas num orgasmo musical.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112079332830801880?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112079332830801880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112079332830801880&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112079332830801880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112079332830801880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/07/s-mais-um-orgasmo.html' title='Só mais um orgasmo'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-112026455777538070</id><published>2005-07-02T01:32:00.000+01:00</published><updated>2005-07-02T03:55:24.316+01:00</updated><title type='text'>This is gonna be a good night</title><content type='html'>É impressionante como o mundo é pequeno. É tão estranho e ao mesmo tempo recorfortante sabermos que os locais que visitámos em criança agora são capazes de nos fazer sentir tão bem. Sentimos uma leve nostalgia que nos faz esboçar um sorriso mas acima de tudo existe tensão que se sente no ar parecendo que tudo aquilo está ali só para nós.&lt;br /&gt;Eu só como torradas em ocasiões especiais. &lt;br /&gt;A paisagem é a mesma, só que desta vez conseguimos dar valor ao que nos rodeia. É o local que á tanto tempo está na nossa mente para navegar durante a noite. As ruas estreitas que ficam tão bem enfeitadas quando o sol cai e nasce a luz amarelada do candeeiro de rua, onde ecoam os pequenos risos de quem se sente realmente bem e se vê o fumo de quem se lembrou de acender mais um cigarro. Tudo fica mais... nosso. E não há uma frase que consiga transmitir o que se sente no momento. Existem pontes que tremem, rios que matam e rochas que guardam tardes de conversa. Uma capela pecadora e uma pizzaria fechada. Uma pessoa que se sente parva e outra que ri da estupidez que presencia.&lt;br /&gt;As ruas desertas ou pouco povoadas parecem ser a benção para quem realmente procura vida na vida. A sua escuridão combina com o que se sente dentro dos que nelas caminham criando uma sensação serenidade que quase parecemos entrar num filme que nos faz criar momentos como um simples piscar de olhos bem lento enquanto olhámos para o lado.  &lt;br /&gt;Pequenas mensagens são entregues, seja no silêncio, seja na voz que teima em não terminar uma frase com sentido. Nascem sorrisos que fazem nascer outros ainda maiores.&lt;br /&gt;São rasgadas recordações da parede e nasce um fascínio pelo quarto onde a guitarra pede um acorde, a cama convida para assistir a um filme e as imagens que preenchem as paredes demonstram personalidade. Existem boas vibrações.&lt;br /&gt;Observo de longe os poucos carros que passam na estrada enquanto sentado penso para mim mesmo, entre o silêncio, que não preciso de mais nada. Sinto-me no lar que nunca tive. Sinto-me de uma vez por todas bem comigo mesmo, longe de julgamentos, traições ou desconfortos.&lt;br /&gt;Tanto riso. Crio ritmos de bateria numa mesa enquanto observo quem está distraído a observar as minhas mãos. Sento-me na divisão sem luz e sussurro as palavras que me aparecem na mente sem pensar nelas. E surge o silêncio. Que pode significar tanta coisa boa, como má. E aparecem na cabeça todas as emoções que não poderíamos ter no passado. Foi perdida a noção do tempo para começar algo que á muito estava escondido. Tudo isto entre o silêncio e a escuridão. Sentiu-se a intensidade.&lt;br /&gt;Consegui ouvir um sorriso. É possível?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-112026455777538070?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/112026455777538070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=112026455777538070&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112026455777538070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/112026455777538070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/07/this-is-gonna-be-good-night.html' title='This is gonna be a good night'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111974357713775861</id><published>2005-06-26T00:52:00.000+01:00</published><updated>2005-06-26T03:17:46.166+01:00</updated><title type='text'>Ataques de pânico</title><content type='html'>Quando era pequeno, costumava ficar num estado que não entendia muito bem e apelidava de ataques de pânico. &lt;br /&gt;De vez em quando acordava durante a noite com medo de algo que não sabia bem o que era. Eu sabia que eram pesadelos que me faziam isso, mas a sensação era dolorosa demais. Faziam-me chamar pelos meus pais mas nunca ninguém me ouvia. Outras vezes podia acontecer momentos antes de adormecer. Quando estivesse a pensar em algo que me pudesse assustar. E chegava a pensar tanto nisso que tinha medo que acontecesse. Tanto medo ao ponto do meu coração acelerar de tal modo que me abraçava a mim mesmo e obrigava a minha mente a pensar em outras coisas. Era tão desconfortável. Entrava em pânico e a única maneira de me acalmar era relaxar a minha mente com algo desnecessário, mas o suficiente para o medo passar.&lt;br /&gt;Essas eram sensações que não gostava nada de viver, eram pequenos ataques de pânico causados por mim, pela minha imaginação. Pelo medo de por exemplo, durante uma tempestade, enquanto ouvia o som que tanto assusta a maior parte das pessoas, eu tinha medo dos silêncios. Era entre eles que eu ficava a pensar, que o raio ia cair ali no meu quarto. "É agora. Agora. É agora. Agora. Agora." Tornava-se difícil respirar. &lt;br /&gt;Descansava quando ouvia o som de mais um trovão. Por momentos a minha mente não se iria fixar no silêncio fazendo o meu corpo paralizar tal o medo de um momento para o outro sentir um raio cair ali no meu quarto. É indescritível o pânico que eu era capaz de sentir com tudo isto.&lt;br /&gt;[Vou procurar mais folhas com formas que me façam sorrir.]&lt;br /&gt;Tanto tempo passou desde esses dias. Mas não o suficiente para os ataques de pânico desaparecerem totalmente. Não me refiro a estes medos psicológicos. Estes pensamentos que me torturavam literalmente até que ficasse calmo. Desta vez os ataques voltaram a nível emocional. Desta vez eles estão de volta com medos bem reais.&lt;br /&gt;Surgem quando me cruzo no espelho e me obrigam a parar. &lt;br /&gt;Fico a olhar fixamente para quem vejo no espelho. Muitas vezes esqueço-me como sou e de como devo roçar a estupidez no dia a dia. Dentro da minha cabeça começam por surgir opiniões. Olho-me com raiva, outras vezes com tristeza. Olho-me como se fosse outra pessoa que eu gostasse de interagir e de beijar. Não por admiração pelo que vejo. Pelo contrário. Para que, por um dia, quem vejo recebesse um abraço com amor, que nunca iria ser quebrado. De um amor muitas vezes disfarçado de ódio quando penso em mim sem me ver. É tudo mais simples quando me olho ao espelho e consigo ler no meu olhar como me odeio. Nas outras vezes, o cabelo parece incomodar, os detalhes do rosto mostram alguém inacabado, que com o tempo se irá tornar no que nunca quis ser. Será mais um rosto envelhecido sem histórias para contar.&lt;br /&gt;Surgem palavras que me foram dirigidas, começam cada vez a ganhar mais e mais razão á medida que me olho. E de repente sinto nojo. É isto que conseguem ver quando me olham na rua? Talvez seja por ser isto que tudo o que me aconteceu na vida acabou por acontecer. Todos os insultos que nunca me fizeram magoam. Fazem com que se torne difícil respirar. Tenho que tentar arranjar uma forma de olhar para mim e conseguir ver algo que me dê esperança.&lt;br /&gt;Estes novos ataques não acontecem apenas pela imagem que vejo no espelho. Acontecem pelo o que a imagem do espelho passou. Pelo que os olhos da pessoa do espelho foram obrigados a ver vezes e vezes sem conta. É a profunda tristeza e a frustração de ser alguém que quando olha para ele mesmo apenas consegue ver uma dor de quem já tentou de todas as formas viver, mesmo em tentar não o fazer.&lt;br /&gt;São os olhos verdes de raiva, a pele estragada por genes longe da perfeição, os lábios que nem um sorriso agradável para quem o vê são capazes de o fazer, as várias dependências que apereceram, a família e a falta dela, a confiança e a falta dela, os 19 anos recheados de dor, a cama fria, o teclado sujo, a caneta preta e o caderno azul, a guitarra desafinada, a janela sempre com a mesma paisagem, o autocarro atrasado. Tudo se junta num só pensamento que é lido vezes sem conta de uma forma confusa pela voz do meu pensamento e aos poucos é capaz de me causar um desconforto comigo mesmo.&lt;br /&gt;E doi a falta do abraço que NUNCA tive. Doi o facto de quanto mais tempo passa, mais magoa. Doi o facto de eu ter que viver a vida desta forma e não ser capaz de o fazer de outro modo. Porque durante anos que me olho e nada mudou. A esperança acaba por aparecer, é ela que faz o ataque passar, mas demora a aparecer. Os ataques acabam por voltar.&lt;br /&gt;Estes ataques de pânico magoam permanentemente. Os anteriores eram apenas medos de criança. &lt;br /&gt;[Diz-se tanta coisa nos momentos em que se escapam palavras.]&lt;br /&gt;Preciso cortar o cabelo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111974357713775861?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111974357713775861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111974357713775861&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111974357713775861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111974357713775861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/06/ataques-de-pnico.html' title='Ataques de pânico'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111939365062370318</id><published>2005-06-21T23:29:00.000+01:00</published><updated>2005-06-21T23:40:50.630+01:00</updated><title type='text'>I have no right [you know you're right]</title><content type='html'>Não existem palavras, apenas imagens. &lt;br /&gt;Fala-se de tudo e do nada. &lt;br /&gt;Cruzam-se olhares e escapam-se palavras. &lt;br /&gt;Existe tanta coisa que ao mesmo tempo não pode existir nada. &lt;br /&gt;E aqui deitado os violinos desafinados começam a sua sinfonia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111939365062370318?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111939365062370318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111939365062370318&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111939365062370318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111939365062370318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/06/i-have-no-right-you-know-youre-right.html' title='I have no right [you know you&apos;re right]'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111880039237693508</id><published>2005-06-15T02:44:00.000+01:00</published><updated>2005-06-18T00:20:31.190+01:00</updated><title type='text'>O som do silêncio</title><content type='html'>Lá estava eu a dormir até tarde novamente.&lt;br /&gt;Da janela já a claridade invadia o quarto e eu entre os lençóis, encolhia o meu corpo e escondia a cabeça debaixo da almofada. Eram os malditos pássaros com o mesmo chilrear de sempre que anunciam os dias quentes. Por momentos existe uma sensação de paz quando me concentro no meu corpo. Não se mexe um centímetro e sinto um silêncio que me preenche a mente de tal modo que me relaxa. Penso para mim que são destes momentos que as pessoas deviam viver. &lt;br /&gt;A porta do quarto abre-se lentamente e consigo ouvir o som das roupas que se mexem até mim. Sentam-se na cama e permanecem em silêncio.&lt;br /&gt;Dizem-me que já é de tarde e perguntam se me doi a cabeça. E lentamente digo um não com a cabeça. &lt;br /&gt;Perco a noção do tempo, e por momentos adormeci, talvez minutos, talvez segundos. Quando dou por mim seguram a minha mão. Agarram a palma da minha mão e dizem que gostam de olhar para as mãos das pessoas. Confessam que as minhas são bonitas. Quase num gesto bonito e carinhoso sinto os meus dedos lentamente, desfarçadamente, tentando agarrar a outra mão que segura na minha palma.&lt;br /&gt;Dizem-me que está um dia bonito. Não devia estar ali. Não solto uma palavra, nem um único som. Nem a minha mente é capaz de pensar em algo para dizer a ela mesma. Só uns pequenos murmúrios. &lt;br /&gt;Voltam a prestar sentido à minha mão, acariciam o espaço entre os dedos suavemente e mais uma vez aparece um longo silêncio que quase nos faz ouvir o planeta a girar. &lt;br /&gt;São nestes momentos que imagino como é estar no céu azul, a olhar para baixo, ouvindo o som do silêncio.&lt;br /&gt;Em estar num lugar ou ambiente completamente diferente onde já seja noite e ninguém esteja na rua mas onde esse silêncio exista.&lt;br /&gt;A voz volta a falar dizendo que há algo de errado. Mal ouvem o coração bater. E o fim está muito próximo.&lt;br /&gt;É feita mais uma carícia na minha mão e rapidamente a recolho para dentro dos lençóis.&lt;br /&gt;Solto um longo e escondido suspiro e fecho os olhos com força na vontade de esquecer tudo o que tenho dentro da minha cabeça ou cair num sono longe de memórias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111880039237693508?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111880039237693508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111880039237693508&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111880039237693508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111880039237693508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/06/o-som-do-silncio.html' title='O som do silêncio'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111816041245793995</id><published>2005-06-07T17:03:00.000+01:00</published><updated>2005-06-07T17:32:13.546+01:00</updated><title type='text'>Eu odeio-me</title><content type='html'>Mas se conseguisse, gostava de poder beijar o rosto que vejo no espelho quando estou bem próximo dele, só pelo olhar que me dá e que entra dentro de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111816041245793995?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111816041245793995/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111816041245793995&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111816041245793995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111816041245793995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/06/eu-odeio-me.html' title='Eu odeio-me'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111785506561506816</id><published>2005-06-04T04:16:00.000+01:00</published><updated>2005-06-04T04:46:45.566+01:00</updated><title type='text'>Punk rock is freedom</title><content type='html'>São 4 da manhã e acabei de chegar a casa. Deixei de parte os textos intelectuais e limito-me à minha estupidez. &lt;br /&gt;Descobri o que quero fazer, o que quero de mim mesmo e é ser livre.&lt;br /&gt;É pegar num carro durante a noite e viajar nas ruas desertas do Porto. É imaginar o Darth Vader a tropeçar na sua capa enquanto caio lentamente para frente com tanto riso e me apercebo como estou a ser estupido. Quero ouvir os sons das ruas desertas que toda a gente ignora quando estão ocupados demais a descansar a mente mas ao mesmo tempo abrem caminho para aqueles que nunca se enquadram em lado nenhum. Para aqueles que preferem viver onde pouca gente existe e os que existem percebem a nossa vontade de viver. &lt;br /&gt;Levem-me embora, estou disposto a tudo. Roubem um carro, tropecem e riam ás gargalhadas mas continuem a fugir e não se esqueçam de me dar boleia. Levo roupa para uns dias e dinheiro para pequenas refeições. Deixo para trás as velhas preocupações e levo comigo a vontade de viver. Que se cruzem olhares e que olhos transmitam a felicidade que pouca gente entende. Levo comigo quem quero, como quero e o futuro é meu.&lt;br /&gt;Que venham as dificuldades e os problemas, irei saborear a vitória quando os ultrapassar com um pequeno sorriso dado para a calçada. Que se durma durante o dia e à noite se navegue. Que a brisa morna me acaricie a cara e com os olhos fechados consiga ouvir onda a onda a quebrar. Que se ouça os risos de quem brinca na areia. &lt;br /&gt;São adolescentes.&lt;br /&gt;PUNK ROCK IS FREEDOM&lt;br /&gt;Descobri onde encontro a liberdade para expandir o meu ser e esse lugar é no vazio que os outros criam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111785506561506816?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111785506561506816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111785506561506816&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111785506561506816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111785506561506816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/06/punk-rock-is-freedom.html' title='Punk rock is freedom'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111758158663794435</id><published>2005-06-01T00:19:00.000+01:00</published><updated>2005-06-01T00:44:38.833+01:00</updated><title type='text'>Despertar</title><content type='html'>Começo por ouvir o som do rio que passa mesmo aqui ao lado e tento abrir os olhos.&lt;br /&gt;Sinto-me sensível a cada detalhe à medida que desperto e me tento levantar do chão. Abro o meu abrigo e deparo-me com uma fria névoa matinal que inspiro. Observo o cenário cinzento que me rodeia e sinto a leve brisa que faz com que as folhas se toquem umas nas outras. Os primeiros passáros começam a chilrear e todos os sons se misturam criando o ambiente que desde sempre sonhei. &lt;br /&gt;Enquanto aprecio a serenidade que finalmente me foi oferecida, uma mão morna agarra o meu pulso e puxa-me novamente para dentro. Vamos dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111758158663794435?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111758158663794435/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111758158663794435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111758158663794435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111758158663794435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/06/despertar.html' title='Despertar'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111715888482879840</id><published>2005-05-27T02:53:00.000+01:00</published><updated>2005-05-27T02:57:00.823+01:00</updated><title type='text'>Madrugada</title><content type='html'>Acordo sempre com o mesmo som. &lt;br /&gt;Sempre com a mesma respiração no meu ouvido. Mantenho-me sempre imóvel, com a cara húmida de lágrimas, encolhido, totalmente debaixo dos lençóis. Até que no quarto se sente movimento. Fecho os olhos com força e o colchão começa novamente a dar de si. Os lençóis começam a encostar-se mais ao meu corpo. Sinto as minhas costas frias, uma sensação de abraço e ouço novamente o mesmo suspiro ao meu lado.&lt;br /&gt;O meu anjo da guarda chega sempre tarde demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111715888482879840?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111715888482879840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111715888482879840&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111715888482879840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111715888482879840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/05/madrugada.html' title='Madrugada'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111678214705804057</id><published>2005-05-22T18:14:00.000+01:00</published><updated>2005-05-22T23:06:44.586+01:00</updated><title type='text'>O perigo da montanha</title><content type='html'>&lt;i&gt;No topo de uma montanha aparece sempre uma maior&lt;/i&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Esta realidade assusta.&lt;br /&gt;Combatemos com o que temos, sofrendo e sorrindo, chorando ou abrançando, dá-mos o nosso melhor e todo o percurso nos dá prazer, faz-nos sentir vivos. Quando atingimos o topo, tudo acaba. O percurso acaba, a adrenalina e a sensação de que vivemos a nossa vida ao máximo desaparece. &lt;br /&gt;É lá em cima, deitados na pedra de uma caverna fria, completamente sozinhos, que ouvimos as tais palavras. &lt;br /&gt;&lt;i&gt;No topo de uma montanha aparece sempre uma maior&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;A sensação de abandono e solidão consegue aumentar depois de tais palavras. Poderia tomar tudo como um desafio, como uma nova oportunidade de sentir toda a felicidade novamente. Mas eu acredito que em todas as montanhas, quando chegámos lá em cima está frio.&lt;br /&gt;Tão frio que nos congelam as lágrimas e apenas conseguimos soltar pequenos gemidos que ecoam na fria caverna.&lt;br /&gt;Todas as montanhas nos ferem quando atingimos o topo, quando nos julgamos no topo do mundo. E eu não sou um daqueles que continua a subir a seguinte que dizem aparecer além. Porque eu sei, que quando mais alta ela for, quanto mais alto for o cume, mais dificuldade terei em respirar. Para além da dor e do vazio, não me consigo sujeitar a chegar ao topo de outra para que a dor seja tanta que não consigue respirar. &lt;br /&gt;Eu nunca subi tão alto.&lt;br /&gt;Continuo dentro da caverna. &lt;br /&gt;E com os meus olhos fechados subo a mesma montanha todos os dias. É o suficiente para me matar lentamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111678214705804057?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111678214705804057/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111678214705804057&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111678214705804057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111678214705804057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/05/o-perigo-da-montanha.html' title='O perigo da montanha'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111490184006051803</id><published>2005-05-01T00:00:00.000+01:00</published><updated>2005-05-01T00:04:53.983+01:00</updated><title type='text'>Every Day Looks Exactly The Same</title><content type='html'>E se tudo o que vives fosse apenas um sonho?&lt;br /&gt;E a realidade se encontre escondida na tua própria sombra?&lt;br /&gt;Os teus deuses não passam de meros impostores conhecedores da verdade absoluta escondida por Aqueles Que Não Conhecemos.&lt;br /&gt;As recordações estão presentes na tua memória. Para ser feliz basta formatá-la quando necessário.&lt;br /&gt;O poder da mente do ser humano está limitado devido ao seu corpo. Só não evoluí mais porque não tem recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os seres humanos estão ligados. Tu existes de várias formas. O teu ser não é apenas unidimensional. Tu existes na mente do teu pai, da tua mãe, do teu irmão, do teu melhor amigo, do teu amigo. Existes de uma forma diferente em diferentes mentes, tens diferentes identidades em diferentes mentes. &lt;br /&gt;Todos te veêm de maneira diferente. Todos te veêm a andar, com as tuas roupas, o teu olhar, as tuas costas, de uma maneira que nunca poderás conhecer. Não podes julgar que te conheces. Não sabes como as outras pessoas te podem conhecer. Já te viste passar por ti mesmo? Eles já te viram passar por eles. Eles conhecem-te de uma forma que tu nunca vais conhecer.&lt;br /&gt;Para aqueles que não te conhecem, simplesmente não existes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;What if everything around you&lt;br /&gt;Isn't quite as it seems?&lt;br /&gt;What if all the world you think you know&lt;br /&gt;Is an elaborate dream&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa quando questionas o que é ou não real. Se encontras uma ponta de verdade começas a ser observado.&lt;br /&gt;Não podemos ter medo de entrar no quarto escuro nem de uma mão que nos possa agarrar. Essa mão pode salvar-nos de algo que nem em sonhos imaginamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o teu corpo não fosse preciso para viveres? Se depois de dispensares o teu corpo ficasses ocorrente de uma dimensão que existe sob a que anteriormente vivias? Começavas a viver nas sombras do mundo real. Mas qual é o real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When you look at your reflection&lt;br /&gt;Is that all you want to be?&lt;br /&gt;What if you could look right through the cracks&lt;br /&gt;Would you find yourself... find yourself afraid to see&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde vieste mesmo?&lt;br /&gt;Tenta entrar no teu inconsciente e surpreende-te. Passa para o outro lado. E junta-te a uma comunidade de pessoas que partilham os mesmos interesses que tu. Que estão ligadas a ti e tu a elas.&lt;br /&gt;Com o tempo vais descobrindo que essa comunidade está cada vez maior, cada vez mais real... Mas como é que nunca ninguém falou nela?&lt;br /&gt;É secreta. Existem partes que não precisam de ser desvendadas. Podes ter conhecimento dela até um certo ponto.&lt;br /&gt;A tua vida, a tua rotina é cada vez mais monótona. E começas a reparar no que te rodeia de outra forma.&lt;br /&gt;Tudo parece mais morto do que quando te ligas a ti mesmo e és quem queres ser.&lt;br /&gt;O problema é que me encontrei com o meu eu que existe na mente de quem me conhece. Tive a força para os eliminar, mas no dia seguinte era um desconhecido para toda a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, deus falou comigo e disse que eu era uma das suas belas criações, que lutava pela verdade. Estes assuntos assustam-me e por isso volto ao meu dia-a-dia. Dia-a-dia que cada vez mais me mostra manifestações do mundo que descobri para além do que toda a gente conhece. Mesmo as pessoas que já não existem neste mundo existem no outro. E quando todos os elementos necessários surgem, acontecem as aparições de quem já não está presente neste mundo mas continua no outro.&lt;br /&gt;No mundo que eu e tu vivemos existem pessoas que estão cientes dos problemas que existem entre este e o outro mundo, e existem uns que lutam por uma união dos dois e outros que tentam impedir que toda a raça humana assista horrorizada a uma verdade que não precisa de conhecer.&lt;br /&gt;Porque não precisámos de saber toda a verdade. Aqui temos algo que construímos e que vivemos. O oposto do que acontece no mundo escondido onde as coisas simplesmente são como sempre foram. Onde não existem corpos mas sim forças, não existem vozes mas sim pensamentos que se inserem automáticamente na nossa mente e respondemos sem sequer nos apercebermos disso.&lt;br /&gt;O nosso corpo é apenas um holograma do nosso ser. Uma representação física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei muito baralhado quando toda esta informação foi-me descodificada. No meu dia a dia, tudo tão normal que assustava e quando adormecia, ou acordava, mais enigmas surgiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;What if all the world's inside of your heart&lt;br /&gt;Just creations of your own&lt;br /&gt;Your devils and your gods&lt;br /&gt;All the living and the dead&lt;br /&gt;And you really are alone&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começas a pensar para ti mesmo se o que vives agora é apenas uma continuação daquilo que vives quando te ligas a ti mesmo. Se o mundo real é uma fachada. E se tudo isto é apenas um sonho gerido por um deus? Se todas as sensações que temos acesso, se todas as cores, todos os sons que conhecemos são aperfeiçoamentos de realidades extintas por deus? E quem é deus? Quem criou deus? &lt;br /&gt;Deus foi o primeiro de nós a acreditar que este mundo era uma farsa e atravessou para o outro lado definitivamente. &lt;br /&gt;Da sombra, gere o nosso mundo e só é considerado um deus porque tem pessoas que o louvam. Sem crentes não existe um deus.&lt;br /&gt;É um falso deus porque não criou nada. Aperfeiçoou. Aperfeiçoou aquilo que já estava criado. Deus sabe que não é o criador. Sabe que é representado como um ser superior entre nós e aproveita-se disso. Porque o lugar dele nunca foi aquele. E os seus fiéis, aqueles que espalham a sua palavra secretamente querem dominar este lado também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui criado para cumprir um objectivo. Enfrentar deus.&lt;br /&gt;Acabarei com a presença dele no outro lado quando o questionar sobre a sua existência e equilibrarei os dois mundos de forma a que um sirva para viver e outro seja o programa que é, para gerir tudo aquilo que hoje conhecemos deste lado. &lt;br /&gt;Mas até lá todos podemos fazer uma visita mais aprofundada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You can live in this illusion&lt;br /&gt;You can't choose to believe&lt;br /&gt;You keep looking but you can't find the words&lt;br /&gt;Now you're hiding in your dreams&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós estamos escondidos neste sonho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111490184006051803?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111490184006051803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111490184006051803&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111490184006051803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111490184006051803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/05/every-day-looks-exactly-same.html' title='Every Day Looks Exactly The Same'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111446926035112492</id><published>2005-04-25T23:46:00.001+01:00</published><updated>2005-04-25T23:55:10.486+01:00</updated><title type='text'>Um esboço</title><content type='html'>&lt;b&gt;Sou incompleto. &lt;br /&gt;Um esboço de um pintor.&lt;br /&gt;Uma ideia para um bonito quadro que nunca chegou a ser pintado.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wake.&lt;br /&gt;        I'm up.&lt;br /&gt;                                   I cheat.&lt;br /&gt;                    I'm sweet.&lt;br /&gt;    I'm sick.&lt;br /&gt;              I'm freak.&lt;br /&gt;                            I'm geek.&lt;br /&gt;I'm neet.&lt;br /&gt;           I'm it.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111446926035112492?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111446926035112492/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111446926035112492&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111446926035112492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111446926035112492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/04/um-esboo.html' title='Um esboço'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111377612436966370</id><published>2005-04-17T23:11:00.000+01:00</published><updated>2005-04-17T23:15:24.370+01:00</updated><title type='text'>Will You Chew Until It Bleeds?</title><content type='html'>Apetece-me fazer amor com a tua mão. &lt;br /&gt;Sentir a ponta dos meus dedos deslizar entre os teus, lentamente. De uma forma tão lenta que cause um certo desespero, uma impaciência de sentir a tua pele macia. De uma forma que consiga visualizar a tua mão de olhos fechados, sentir ao pormenor a tua pele, cada pedaço dela. Sentir ao pormenor os teus dedos, cada milímetro deles. Que faça a minha cabeça cair para trás com uma longa inspiração depois de ter consumido mais uma dose do meu vício. &lt;br /&gt;Os meu dedos lutam entre os teus, dançam na palma e tocam suavemente por cima da tua mão, muito de leve, que cria o arrepio que me faz iniciar novamente o mesmo ritual. &lt;br /&gt;O lábio inferior deixa-se deslizar bem devagar pela mão e o nariz aproveita para sentir o perfume natural que altera a minha linha de raciocínio, desenvolvendo dentro de mim um desejo intenso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111377612436966370?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111377612436966370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111377612436966370&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111377612436966370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111377612436966370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/04/will-you-chew-until-it-bleeds.html' title='Will You Chew Until It Bleeds?'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111341417926474972</id><published>2005-04-13T18:41:00.000+01:00</published><updated>2005-04-13T18:42:59.263+01:00</updated><title type='text'>Recordações</title><content type='html'>Elas chegam e levam um pouco de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E logo tu que eras o príncipe dela..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111341417926474972?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111341417926474972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111341417926474972&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111341417926474972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111341417926474972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/04/recordaes.html' title='Recordações'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111264160313776307</id><published>2005-04-04T20:05:00.000+01:00</published><updated>2005-04-04T20:06:43.140+01:00</updated><title type='text'>R.E.M.</title><content type='html'>Neste momento as cores como as conheço desaparecem e em mim nasce a incerteza do segundo que se segue. &lt;br /&gt;O momento traz com ele uma mensagem em código que apenas com bastante arte é descodificado. Elementos que através de graus de associação nos apresentam outros elementos, levam-nos a um pensamento que o nosso subconsciente tenta transmitir.&lt;br /&gt;Não faço a mínima ideia para onde me levam as árvores cinzentas e as suas sombras negras criadas pelo luar e o céu estrelado. Apenas consigo ouvir o som dos ramos e das folhas secas que afasto com os braços para abrir caminho na direcção que sigo. A visão distorce á medida que avanço e tanto os troncos como os ramos das árvores deslizam lentamente na imagem deixando cada um deles um pequeno rasto nas imagens cada vez mais nubladas. As árvores parecem multiplicar e a sensação de desespero chega ao peito de uma forma aguda.&lt;br /&gt;Escuto sussurros enquanto a velocidade do meu passo no pequeno trilho aumenta. Começo a reconhecer o desespero que nasce através da solidão. Como que dezenas de pessoas se tratassem, os sussurros começam a aumentar de tom e apenas assisto aos meus movimentos que já não controlo. Sinto a presença de algo. Acabo de chegar a um círculo cerrado por árvores. Os sussurros bem próximos dos meus ouvidos transformam-se em gargalhadas perturbantes que me afectam de tal modo como alguém que aperta o meu coração e lentamente a vida me leva. As cores acinzentadas começam agora a escurecer até tudo desaparecer.&lt;br /&gt;Só mais um sonho por desvendar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111264160313776307?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111264160313776307/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111264160313776307&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111264160313776307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111264160313776307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/04/rem.html' title='R.E.M.'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111222228502660560</id><published>2005-03-30T23:38:00.000+01:00</published><updated>2005-03-30T23:42:32.396+01:00</updated><title type='text'>Inconsciente</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/286/4168/320/Scary%20Woods1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/286/4168/320/Scary%20Woods1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Olhar fixamente para o fundo da imagem.&lt;br /&gt;Ter como música de fundo The Tangent Universe.&lt;br /&gt;Parece que a qualquer momento algo ou alguém caminhará ao nosso encontro.&lt;br /&gt;Enfrentem o que a mente tenta esconder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111222228502660560?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111222228502660560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111222228502660560&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111222228502660560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111222228502660560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/03/inconsciente.html' title='Inconsciente'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11172016.post-111143161078659601</id><published>2005-03-21T18:59:00.000Z</published><updated>2005-03-22T22:59:32.616Z</updated><title type='text'>É tudo tão engraçado...</title><content type='html'>É engraçado como a vida nos pode pregar rasteiras.&lt;br /&gt;Tudo depende da maneira como a pessoa cai. Tudo depende de como a vida faz a pessoa cair.&lt;br /&gt;A vida pode muito ser traiçoeira ao ponto de nos deixar subir num balão de hélio até a uma altura em que o balão rebenta e descemos de tudo aquilo que construímos. E enquanto caímos, temos aquela sensação que nos aflige dentro do nosso peito. Aquele vazio que enche o nosso peito de dor. Como se de uma esfera morna se tratasse que aumenta de tamanho lentamente enquanto nos perdemos nas memórias adquiridas ao longo do tempo. Quando alguém não espera cair, a queda é bastante aparatosa. Quando alguém não percebe que está a cair a melhor das consequências é uma morte rápida e indolor pouco depois de se aperceber que tudo vai desaparecer, para que não sinta a falta de nada.&lt;br /&gt;Durante a queda sentimos que não podemos fazer nada pelo que está a acontecer, não temos alternativa do que viver o resto do tempo que nos está reservado a sofrer, por tudo o que sempre amámos ficar para trás, por sabermos que tudo aquilo que lutámos nos deixou para trás. A velocidade que caímos é tanta que nos dá a ilusão do momento nunca mais acabar, fazendo com que a dor se prolongue e aumente dependendo da altura que caímos e de tudo o que construímos. E como se não bastasse, furamos nuvens, que nos oferecem pela última vez, os perfumes que nos fazem recordar momentos importantes da nossa vida de sonho enquanto subíamos. Em segundos na nossa mente vagueiam olhares, rostos, beijos, aventuras, músicas, momentos únicos que sempre nos fizeram sentir vivos e felizes. Tudo aquilo que nos deu confiança, tudo aquilo que um nos fez sorrir aparece-nos agora negado e a dor é indescritível...&lt;br /&gt;Tudo aquilo que quase religiosamente agradecíamos com um sorriso segundos antes de cairmos no sono agora nos faz sentir o oposto. Porque tudo isso agora se encontra longe de nós, cada vez mais longe. E pelo meio não temos tempo para perceber o que aconteceu de errado. Só o suficiente para sofrermos porque tudo aquilo que sempre quisemos nos largou e nos fez cair!&lt;br /&gt;As pessoas que nos observam não têm tempo para reparar que choramos a não ser que se cheguem tão perto de nós que vejam a nossa expressão facial, porque todas as lágrimas ao longe parecem o brilho de uma estrela cadente.&lt;br /&gt;E quando pensamos que aquela pessoa que a conhecemos por brilhar intensamente é aquela que cai com a maior das dores. Talvez porque as pessoas nunca se aproximam verdadeiramente umas das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda estou a cair.&lt;br /&gt;Mas já consigo ver o local da queda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11172016-111143161078659601?l=narcoleptical.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://narcoleptical.blogspot.com/feeds/111143161078659601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11172016&amp;postID=111143161078659601&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111143161078659601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11172016/posts/default/111143161078659601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://narcoleptical.blogspot.com/2005/03/tudo-to-engraado.html' title='É tudo tão engraçado...'/><author><name>public pervert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09209057615033986748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://static.last.fm/avatar/81cc12cc54e4799fc9548ce04a1bfeab.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
