Queria que todas estas palavras derramassem uma lágrima em sinal de respeito pelo meu vazio.
Porque eu sou o único que se sente a si mesmo.
Partiram-me a cara várias vezes. Eu suspirei e continuei.
Alimentaram-me sonhos e destroçaram-nos. Eu observava e os olhos humedeciam.
Todos os dias.
De todas as maneiras.
Com um simples olhar.
Com uma simples palavra por dizer.
Desde sempre.
Hoje acordo mais sozinho do que nunca.
E sinto a minha última oportunidade a desaparecer.
Já nem força tenho para lutar pelo que quero.
Porque depois de todo este tempo, por tudo o que um dia lutei, sempre perdi.
Porque depois de todo este tempo, tudo o que eu um dia tive, desapareceu.
Apenas o vazio aumentou.
Porque tudo o que vivi pertence a um passado que me foi roubado.
Hoje acordo com mais vontade de adormecer.
Porque é a única maneira de me esconder de mim mesmo.
Já nem força tenho para lutar pelo que sou.
Porque depois de todo este tempo, depois de tudo o que senti, o déjà vu de solidão voltou.
Porque depois de todo este tempo, depois de tudo o que vivi, apenas o vazio ficou.
E o vazio aumentou.
Porque tudo o que sou pertence a alguém que nunca serei.
Hoje acordo com vontade de morrer.
Porque é a única maneira de um dia poder viver.
Já nem força tenho… para me olhar de frente ao espelho.
Porque eu sou o único que se sente a si mesmo.
terça-feira, agosto 09, 2005
domingo, julho 31, 2005
sexta-feira, julho 22, 2005
Exploring the infinite abyss
Mas que merda é que o meu pai fez à caneta? Está sempre a falhar. Talvez seja para eu não desperdiçar tempo a escrever mais umas linhas. Talvez eu não tenha nada de interessante para contar. Mas quem tem? Toda a gente. Todos menos eu. Afinal o que é que eu faço? Eu não sou nada. Não existe alguém que me conheça realmente desde criança até agora, por isso não posso ser nada. Quem é que se limita a ficar fechado no quarto? De certeza que falam com pessoas. Recebem contactos de alguém. Eu durmo de dia e durante a noite deixo a luz do quarto apagada e coloco a tv num canal que cause iluminação suficiente para tocar guitarra. E porque é que eu toco guitarra afinal? Vai ser ela que vai definir a minha vida ao roubar-me horas de sono? Eu simplesmente gosto dela. Já adormeci umas quantas vezes com ela por cima de mim e ao meu lado.
E porque pego no caderno? E sempre a mesma caneta preta? Porque raio eu á 10 minutos atrás fui à casa de banho simplesmente para olhar para o meu rosto? Bem, não fui apenas fazer isso. Não resisti a ir buscar leite com chocolate. Tenho esse ritual. Pego numa tigela e vou à prateleira buscar o frasco de chocolate. Coloco umas colheres de chocolate enquanto penso em como me assustaria se sentisse algo atrás de mim e vou buscar o leite ao frigorífico sempre com o olhar no chão. Eu gosto de colocar primeiro o chocolate na tigela em vez do leite. Assim posso verter o leite depressa e vejo o leite a ficar da cor do chocolate. Acabo sempre por colocar mais duas colheres. Gosto de estar acordado à noite. Está tudo tão silencioso que me consigo ouvir respirar. O cabelo comprido põe-se na frente dos olhos quando volto a colocar o leite e o chocolate no lugar. Mas eu gosto. Quem é que perde tempo a escrever sobre isto? Eu acho que a minha vida ou a maneira como a vivo assenta bem no rótulo de falhado. E ainda tenho 19 anos.
Mas é nisso que penso quando estou aqui completamente sozinho. É isto que penso. Estou completamente sozinho. Não imagino que exista uma única pessoa que seja capaz de me ter no pensamento neste momento. Acho que isso ainda me faz sentir mais abandonado. Mas hey, isto é a vida não é? Qual o mal de mais um gole de leite com chocolate?
A cama está por fazer á 2 dias e mesmo assim deito-me nela. Nem me dou ao trabalho de tirar a roupa. Merda de caneta. Acho que me fascina a ideia de ter comigo pessoas que pensam da mesma forma que eu. Não alguém que seja uma cópia de mim. Mas que sintam o que eu sinto. Mas o que é que eu sinto? Eu não sinto nada. Eu sinto o vazio. Um vazio palpável que me dá vontade que alguém o apalpe comigo. O que é que eu estou a tentar dizer?
Acho que queria partilhar as minhas ideias por fotografias. A fotografar a cama exactamente com esta iluminação, o caderno, a caneta, a minha perna cruzada e a minha mão a escrever, exactamente como agora estou a ver enquanto escrevo. Acho que daria uma boa fotografia… Mas eu sou um falhado.
Gostava de saber o que torna as pessoas únicas. Acho que quase nunca na minha vida (ou na falta dela) olhei para alguém e disse para mim mesmo “uau… tudo o que fazes deixa-me ficar especado à espera do teu próximo movimento.”
Porque eu gosto de uma simplicidade inata que consegue tornar as pessoas únicas, na maneira como olham para as coisas que as rodeiam, da maneira como sorriem ou até fumam. Eu não ligo aos meus detalhes, mas os detalhes do mundo fascinam-me.
Eu acho que nem sequer reparo no meu aspecto. Já não lavo o cabelo á uns dias muito menos uma lâmina na cara. Tenho o aspecto de um vagabundo, sobretudo neste ambiente. T-shirts rascas, calções de ganga, descalço e sem meias. Sou uma anedota.
É incrível. A minha mão tem um perfume que quase me faz querer trincar os dedos. É tão suave e no entanto tão intenso. Continuo a cheirar a mão enquanto escrevo. Não sei onde arranjei este perfume. Mas não é um perfume que é produzido, não vem de laboratórios ou plantas. É natural. O meu não pode ser. Nunca senti o meu cheiro além de ter bastante curiosidade em o descobrir. Acho que tenho que me limitar a perguntar às outras pessoas. Mas o que estou a dizer… Nem vale a pena. Eu acredito que o meu cheiro não tenha um terço do encanto do perfume que sinto na minha mão. Não me apetece largá-la.
A que cheira a minha pele? Se o perfume for o reflexo do interior de alguém, penso que a minha fragrância seja como uma flor mal tratada, uma flor que não encontra significado para existir, logo não desabrocha. Prefiro pensar assim. A minha segunda hipótese é um esgoto municipal.
Mas a minha mão… Faz-me imaginar sons na minha mente. Aqueles sons de roupas que se roçam entre respirações descoordenadas fruto do desejo. Este perfume está a brincar comigo.
Acho que vou continuar assim o resto da noite. Pode ser que agite um pouco os meus sonhos. É bom sonhar mas é mau quando acordámos e vemos que aquela realidade apenas existe na nossa mente. Os sonhos muitas vezes são um pecado a que temos direito mentalmente. Com tanta vontade dentro da nossa mente só pensámos como somos uma merda e se o que sonhámos não passa de um sonho por alguma razão é.
Eu acho que falo demais comigo mesmo. Acabo sempre por divagar. E acho que isso acaba por fazer com que continue aqui fechado. A pensar em algo impensável, a sonhar com algo surreal, a suspirar o mais sentido dos suspiros.
Resta-me olhar para o tecto e lembrar-me que o tempo está a passar, sem esquecer que me sinto completamente sozinho. Acho que é nesses momentos que aprendemos a viver. Ao saber que falhámos.
E porque pego no caderno? E sempre a mesma caneta preta? Porque raio eu á 10 minutos atrás fui à casa de banho simplesmente para olhar para o meu rosto? Bem, não fui apenas fazer isso. Não resisti a ir buscar leite com chocolate. Tenho esse ritual. Pego numa tigela e vou à prateleira buscar o frasco de chocolate. Coloco umas colheres de chocolate enquanto penso em como me assustaria se sentisse algo atrás de mim e vou buscar o leite ao frigorífico sempre com o olhar no chão. Eu gosto de colocar primeiro o chocolate na tigela em vez do leite. Assim posso verter o leite depressa e vejo o leite a ficar da cor do chocolate. Acabo sempre por colocar mais duas colheres. Gosto de estar acordado à noite. Está tudo tão silencioso que me consigo ouvir respirar. O cabelo comprido põe-se na frente dos olhos quando volto a colocar o leite e o chocolate no lugar. Mas eu gosto. Quem é que perde tempo a escrever sobre isto? Eu acho que a minha vida ou a maneira como a vivo assenta bem no rótulo de falhado. E ainda tenho 19 anos.
Mas é nisso que penso quando estou aqui completamente sozinho. É isto que penso. Estou completamente sozinho. Não imagino que exista uma única pessoa que seja capaz de me ter no pensamento neste momento. Acho que isso ainda me faz sentir mais abandonado. Mas hey, isto é a vida não é? Qual o mal de mais um gole de leite com chocolate?
A cama está por fazer á 2 dias e mesmo assim deito-me nela. Nem me dou ao trabalho de tirar a roupa. Merda de caneta. Acho que me fascina a ideia de ter comigo pessoas que pensam da mesma forma que eu. Não alguém que seja uma cópia de mim. Mas que sintam o que eu sinto. Mas o que é que eu sinto? Eu não sinto nada. Eu sinto o vazio. Um vazio palpável que me dá vontade que alguém o apalpe comigo. O que é que eu estou a tentar dizer?
Acho que queria partilhar as minhas ideias por fotografias. A fotografar a cama exactamente com esta iluminação, o caderno, a caneta, a minha perna cruzada e a minha mão a escrever, exactamente como agora estou a ver enquanto escrevo. Acho que daria uma boa fotografia… Mas eu sou um falhado.
Gostava de saber o que torna as pessoas únicas. Acho que quase nunca na minha vida (ou na falta dela) olhei para alguém e disse para mim mesmo “uau… tudo o que fazes deixa-me ficar especado à espera do teu próximo movimento.”
Porque eu gosto de uma simplicidade inata que consegue tornar as pessoas únicas, na maneira como olham para as coisas que as rodeiam, da maneira como sorriem ou até fumam. Eu não ligo aos meus detalhes, mas os detalhes do mundo fascinam-me.
Eu acho que nem sequer reparo no meu aspecto. Já não lavo o cabelo á uns dias muito menos uma lâmina na cara. Tenho o aspecto de um vagabundo, sobretudo neste ambiente. T-shirts rascas, calções de ganga, descalço e sem meias. Sou uma anedota.
É incrível. A minha mão tem um perfume que quase me faz querer trincar os dedos. É tão suave e no entanto tão intenso. Continuo a cheirar a mão enquanto escrevo. Não sei onde arranjei este perfume. Mas não é um perfume que é produzido, não vem de laboratórios ou plantas. É natural. O meu não pode ser. Nunca senti o meu cheiro além de ter bastante curiosidade em o descobrir. Acho que tenho que me limitar a perguntar às outras pessoas. Mas o que estou a dizer… Nem vale a pena. Eu acredito que o meu cheiro não tenha um terço do encanto do perfume que sinto na minha mão. Não me apetece largá-la.
A que cheira a minha pele? Se o perfume for o reflexo do interior de alguém, penso que a minha fragrância seja como uma flor mal tratada, uma flor que não encontra significado para existir, logo não desabrocha. Prefiro pensar assim. A minha segunda hipótese é um esgoto municipal.
Mas a minha mão… Faz-me imaginar sons na minha mente. Aqueles sons de roupas que se roçam entre respirações descoordenadas fruto do desejo. Este perfume está a brincar comigo.
Acho que vou continuar assim o resto da noite. Pode ser que agite um pouco os meus sonhos. É bom sonhar mas é mau quando acordámos e vemos que aquela realidade apenas existe na nossa mente. Os sonhos muitas vezes são um pecado a que temos direito mentalmente. Com tanta vontade dentro da nossa mente só pensámos como somos uma merda e se o que sonhámos não passa de um sonho por alguma razão é.
Eu acho que falo demais comigo mesmo. Acabo sempre por divagar. E acho que isso acaba por fazer com que continue aqui fechado. A pensar em algo impensável, a sonhar com algo surreal, a suspirar o mais sentido dos suspiros.
Resta-me olhar para o tecto e lembrar-me que o tempo está a passar, sem esquecer que me sinto completamente sozinho. Acho que é nesses momentos que aprendemos a viver. Ao saber que falhámos.
terça-feira, julho 19, 2005
Observando o lado vazio da cama
Ela parece feliz mas não sorri,
Parece triste mas não chora.
Observa o meu olhar mas não entende,
O que escondo em mim.
Apenas os olhos se movem,
Sem sequer pestanejar.
Gostava de poder falar,
Do que infelizmente consigo sentir.
A dor.
O amor.
O ódio.
A paixão.
Mas ela não responderia,
Muito menos sorria.
Fecharia os olhos por conforto,
E morreria para me visitar em sonhos.
Hoje é so mais uma noite sem sono,
Observando o lado vazio da cama.
Parece triste mas não chora.
Observa o meu olhar mas não entende,
O que escondo em mim.
Apenas os olhos se movem,
Sem sequer pestanejar.
Gostava de poder falar,
Do que infelizmente consigo sentir.
A dor.
O amor.
O ódio.
A paixão.
Mas ela não responderia,
Muito menos sorria.
Fecharia os olhos por conforto,
E morreria para me visitar em sonhos.
Hoje é so mais uma noite sem sono,
Observando o lado vazio da cama.
sexta-feira, julho 08, 2005
Só mais um orgasmo
Madrugada.
Está tudo no seu devido lugar.
O mundo cumpre o seu horário, nascem e acabam vidas, sorrisos, choros, discussões, declarações, olhares, danças, passeios, fugas, seduções, orgasmos, tudo está a acontecer neste preciso momento. Aqui tudo está parado.
No chão, com as costas na parede fria, enquanto olho para o tecto de madeira, ouço as folhas lá fora que se masturbam numa orgia a que chamámos vento. Nada mais. Apenas folhas que se acariciam mutuamente. A porta á minha frente abre-se lentamente e nada. Ninguém entrou. Fiquei com calor e o vento parou. Sussurro mais uma vez as palavras que não existem. A televisão ligada mostra-me tudo aquilo que eu já vi e me é familiar. Futilidade. Persegue-me. Consegue ser melhor do que eu.
Terei que cortar o cabelo para me encaixar num grupo de pessoas que reagem e sentem as coisas de uma determinada maneira, terei que usar roupas para que as pessoas reparem nelas e se apercebam a como pertenço ao grupo que está na moda mesmo que o objectivo seja fugir dela, terei que usar palavras certas de maneira a parecer um poço de apatia. Só assim serei alguém, igual a todos os outros.
Eles gostam de brincar com os sentimentos uns dos outros. Existem manhas, leis, regras que obedecem para que tudo dê certo. Existe arrogância, audácia, falsa ingenuidade nos actos. E no final do dia todos deitam a cabeça nas suas almofadas felizes do que fizeram na vida até ao momento. Servem-se de modas e anti-modas. Ninguém é puro. Todos dormem. Filhos da puta!
O mosquito pousou no meu braço. Deixo-o continuar com o seu ritual e sinto a picada. Voou. Sou amargo.
Tenho as veias desenhadas a preto no meu braço esquerdo e assobio. Sorrio.
Concentro o olhar na guitarra sem cordas que está no chão. Ainda se consegue ouvir a distorção que continua no amplificador quando num momento primitivo, reagindo a sons cheios de raiva que acordaram aqueles que dormiam, arrancava as cordas num orgasmo musical.
Está tudo no seu devido lugar.
O mundo cumpre o seu horário, nascem e acabam vidas, sorrisos, choros, discussões, declarações, olhares, danças, passeios, fugas, seduções, orgasmos, tudo está a acontecer neste preciso momento. Aqui tudo está parado.
No chão, com as costas na parede fria, enquanto olho para o tecto de madeira, ouço as folhas lá fora que se masturbam numa orgia a que chamámos vento. Nada mais. Apenas folhas que se acariciam mutuamente. A porta á minha frente abre-se lentamente e nada. Ninguém entrou. Fiquei com calor e o vento parou. Sussurro mais uma vez as palavras que não existem. A televisão ligada mostra-me tudo aquilo que eu já vi e me é familiar. Futilidade. Persegue-me. Consegue ser melhor do que eu.
Terei que cortar o cabelo para me encaixar num grupo de pessoas que reagem e sentem as coisas de uma determinada maneira, terei que usar roupas para que as pessoas reparem nelas e se apercebam a como pertenço ao grupo que está na moda mesmo que o objectivo seja fugir dela, terei que usar palavras certas de maneira a parecer um poço de apatia. Só assim serei alguém, igual a todos os outros.
Eles gostam de brincar com os sentimentos uns dos outros. Existem manhas, leis, regras que obedecem para que tudo dê certo. Existe arrogância, audácia, falsa ingenuidade nos actos. E no final do dia todos deitam a cabeça nas suas almofadas felizes do que fizeram na vida até ao momento. Servem-se de modas e anti-modas. Ninguém é puro. Todos dormem. Filhos da puta!
O mosquito pousou no meu braço. Deixo-o continuar com o seu ritual e sinto a picada. Voou. Sou amargo.
Tenho as veias desenhadas a preto no meu braço esquerdo e assobio. Sorrio.
Concentro o olhar na guitarra sem cordas que está no chão. Ainda se consegue ouvir a distorção que continua no amplificador quando num momento primitivo, reagindo a sons cheios de raiva que acordaram aqueles que dormiam, arrancava as cordas num orgasmo musical.
sábado, julho 02, 2005
This is gonna be a good night
É impressionante como o mundo é pequeno. É tão estranho e ao mesmo tempo recorfortante sabermos que os locais que visitámos em criança agora são capazes de nos fazer sentir tão bem. Sentimos uma leve nostalgia que nos faz esboçar um sorriso mas acima de tudo existe tensão que se sente no ar parecendo que tudo aquilo está ali só para nós.
Eu só como torradas em ocasiões especiais.
A paisagem é a mesma, só que desta vez conseguimos dar valor ao que nos rodeia. É o local que á tanto tempo está na nossa mente para navegar durante a noite. As ruas estreitas que ficam tão bem enfeitadas quando o sol cai e nasce a luz amarelada do candeeiro de rua, onde ecoam os pequenos risos de quem se sente realmente bem e se vê o fumo de quem se lembrou de acender mais um cigarro. Tudo fica mais... nosso. E não há uma frase que consiga transmitir o que se sente no momento. Existem pontes que tremem, rios que matam e rochas que guardam tardes de conversa. Uma capela pecadora e uma pizzaria fechada. Uma pessoa que se sente parva e outra que ri da estupidez que presencia.
As ruas desertas ou pouco povoadas parecem ser a benção para quem realmente procura vida na vida. A sua escuridão combina com o que se sente dentro dos que nelas caminham criando uma sensação serenidade que quase parecemos entrar num filme que nos faz criar momentos como um simples piscar de olhos bem lento enquanto olhámos para o lado.
Pequenas mensagens são entregues, seja no silêncio, seja na voz que teima em não terminar uma frase com sentido. Nascem sorrisos que fazem nascer outros ainda maiores.
São rasgadas recordações da parede e nasce um fascínio pelo quarto onde a guitarra pede um acorde, a cama convida para assistir a um filme e as imagens que preenchem as paredes demonstram personalidade. Existem boas vibrações.
Observo de longe os poucos carros que passam na estrada enquanto sentado penso para mim mesmo, entre o silêncio, que não preciso de mais nada. Sinto-me no lar que nunca tive. Sinto-me de uma vez por todas bem comigo mesmo, longe de julgamentos, traições ou desconfortos.
Tanto riso. Crio ritmos de bateria numa mesa enquanto observo quem está distraído a observar as minhas mãos. Sento-me na divisão sem luz e sussurro as palavras que me aparecem na mente sem pensar nelas. E surge o silêncio. Que pode significar tanta coisa boa, como má. E aparecem na cabeça todas as emoções que não poderíamos ter no passado. Foi perdida a noção do tempo para começar algo que á muito estava escondido. Tudo isto entre o silêncio e a escuridão. Sentiu-se a intensidade.
Consegui ouvir um sorriso. É possível?
Eu só como torradas em ocasiões especiais.
A paisagem é a mesma, só que desta vez conseguimos dar valor ao que nos rodeia. É o local que á tanto tempo está na nossa mente para navegar durante a noite. As ruas estreitas que ficam tão bem enfeitadas quando o sol cai e nasce a luz amarelada do candeeiro de rua, onde ecoam os pequenos risos de quem se sente realmente bem e se vê o fumo de quem se lembrou de acender mais um cigarro. Tudo fica mais... nosso. E não há uma frase que consiga transmitir o que se sente no momento. Existem pontes que tremem, rios que matam e rochas que guardam tardes de conversa. Uma capela pecadora e uma pizzaria fechada. Uma pessoa que se sente parva e outra que ri da estupidez que presencia.
As ruas desertas ou pouco povoadas parecem ser a benção para quem realmente procura vida na vida. A sua escuridão combina com o que se sente dentro dos que nelas caminham criando uma sensação serenidade que quase parecemos entrar num filme que nos faz criar momentos como um simples piscar de olhos bem lento enquanto olhámos para o lado.
Pequenas mensagens são entregues, seja no silêncio, seja na voz que teima em não terminar uma frase com sentido. Nascem sorrisos que fazem nascer outros ainda maiores.
São rasgadas recordações da parede e nasce um fascínio pelo quarto onde a guitarra pede um acorde, a cama convida para assistir a um filme e as imagens que preenchem as paredes demonstram personalidade. Existem boas vibrações.
Observo de longe os poucos carros que passam na estrada enquanto sentado penso para mim mesmo, entre o silêncio, que não preciso de mais nada. Sinto-me no lar que nunca tive. Sinto-me de uma vez por todas bem comigo mesmo, longe de julgamentos, traições ou desconfortos.
Tanto riso. Crio ritmos de bateria numa mesa enquanto observo quem está distraído a observar as minhas mãos. Sento-me na divisão sem luz e sussurro as palavras que me aparecem na mente sem pensar nelas. E surge o silêncio. Que pode significar tanta coisa boa, como má. E aparecem na cabeça todas as emoções que não poderíamos ter no passado. Foi perdida a noção do tempo para começar algo que á muito estava escondido. Tudo isto entre o silêncio e a escuridão. Sentiu-se a intensidade.
Consegui ouvir um sorriso. É possível?
domingo, junho 26, 2005
Ataques de pânico
Quando era pequeno, costumava ficar num estado que não entendia muito bem e apelidava de ataques de pânico.
De vez em quando acordava durante a noite com medo de algo que não sabia bem o que era. Eu sabia que eram pesadelos que me faziam isso, mas a sensação era dolorosa demais. Faziam-me chamar pelos meus pais mas nunca ninguém me ouvia. Outras vezes podia acontecer momentos antes de adormecer. Quando estivesse a pensar em algo que me pudesse assustar. E chegava a pensar tanto nisso que tinha medo que acontecesse. Tanto medo ao ponto do meu coração acelerar de tal modo que me abraçava a mim mesmo e obrigava a minha mente a pensar em outras coisas. Era tão desconfortável. Entrava em pânico e a única maneira de me acalmar era relaxar a minha mente com algo desnecessário, mas o suficiente para o medo passar.
Essas eram sensações que não gostava nada de viver, eram pequenos ataques de pânico causados por mim, pela minha imaginação. Pelo medo de por exemplo, durante uma tempestade, enquanto ouvia o som que tanto assusta a maior parte das pessoas, eu tinha medo dos silêncios. Era entre eles que eu ficava a pensar, que o raio ia cair ali no meu quarto. "É agora. Agora. É agora. Agora. Agora." Tornava-se difícil respirar.
Descansava quando ouvia o som de mais um trovão. Por momentos a minha mente não se iria fixar no silêncio fazendo o meu corpo paralizar tal o medo de um momento para o outro sentir um raio cair ali no meu quarto. É indescritível o pânico que eu era capaz de sentir com tudo isto.
[Vou procurar mais folhas com formas que me façam sorrir.]
Tanto tempo passou desde esses dias. Mas não o suficiente para os ataques de pânico desaparecerem totalmente. Não me refiro a estes medos psicológicos. Estes pensamentos que me torturavam literalmente até que ficasse calmo. Desta vez os ataques voltaram a nível emocional. Desta vez eles estão de volta com medos bem reais.
Surgem quando me cruzo no espelho e me obrigam a parar.
Fico a olhar fixamente para quem vejo no espelho. Muitas vezes esqueço-me como sou e de como devo roçar a estupidez no dia a dia. Dentro da minha cabeça começam por surgir opiniões. Olho-me com raiva, outras vezes com tristeza. Olho-me como se fosse outra pessoa que eu gostasse de interagir e de beijar. Não por admiração pelo que vejo. Pelo contrário. Para que, por um dia, quem vejo recebesse um abraço com amor, que nunca iria ser quebrado. De um amor muitas vezes disfarçado de ódio quando penso em mim sem me ver. É tudo mais simples quando me olho ao espelho e consigo ler no meu olhar como me odeio. Nas outras vezes, o cabelo parece incomodar, os detalhes do rosto mostram alguém inacabado, que com o tempo se irá tornar no que nunca quis ser. Será mais um rosto envelhecido sem histórias para contar.
Surgem palavras que me foram dirigidas, começam cada vez a ganhar mais e mais razão á medida que me olho. E de repente sinto nojo. É isto que conseguem ver quando me olham na rua? Talvez seja por ser isto que tudo o que me aconteceu na vida acabou por acontecer. Todos os insultos que nunca me fizeram magoam. Fazem com que se torne difícil respirar. Tenho que tentar arranjar uma forma de olhar para mim e conseguir ver algo que me dê esperança.
Estes novos ataques não acontecem apenas pela imagem que vejo no espelho. Acontecem pelo o que a imagem do espelho passou. Pelo que os olhos da pessoa do espelho foram obrigados a ver vezes e vezes sem conta. É a profunda tristeza e a frustração de ser alguém que quando olha para ele mesmo apenas consegue ver uma dor de quem já tentou de todas as formas viver, mesmo em tentar não o fazer.
São os olhos verdes de raiva, a pele estragada por genes longe da perfeição, os lábios que nem um sorriso agradável para quem o vê são capazes de o fazer, as várias dependências que apereceram, a família e a falta dela, a confiança e a falta dela, os 19 anos recheados de dor, a cama fria, o teclado sujo, a caneta preta e o caderno azul, a guitarra desafinada, a janela sempre com a mesma paisagem, o autocarro atrasado. Tudo se junta num só pensamento que é lido vezes sem conta de uma forma confusa pela voz do meu pensamento e aos poucos é capaz de me causar um desconforto comigo mesmo.
E doi a falta do abraço que NUNCA tive. Doi o facto de quanto mais tempo passa, mais magoa. Doi o facto de eu ter que viver a vida desta forma e não ser capaz de o fazer de outro modo. Porque durante anos que me olho e nada mudou. A esperança acaba por aparecer, é ela que faz o ataque passar, mas demora a aparecer. Os ataques acabam por voltar.
Estes ataques de pânico magoam permanentemente. Os anteriores eram apenas medos de criança.
[Diz-se tanta coisa nos momentos em que se escapam palavras.]
Preciso cortar o cabelo.
De vez em quando acordava durante a noite com medo de algo que não sabia bem o que era. Eu sabia que eram pesadelos que me faziam isso, mas a sensação era dolorosa demais. Faziam-me chamar pelos meus pais mas nunca ninguém me ouvia. Outras vezes podia acontecer momentos antes de adormecer. Quando estivesse a pensar em algo que me pudesse assustar. E chegava a pensar tanto nisso que tinha medo que acontecesse. Tanto medo ao ponto do meu coração acelerar de tal modo que me abraçava a mim mesmo e obrigava a minha mente a pensar em outras coisas. Era tão desconfortável. Entrava em pânico e a única maneira de me acalmar era relaxar a minha mente com algo desnecessário, mas o suficiente para o medo passar.
Essas eram sensações que não gostava nada de viver, eram pequenos ataques de pânico causados por mim, pela minha imaginação. Pelo medo de por exemplo, durante uma tempestade, enquanto ouvia o som que tanto assusta a maior parte das pessoas, eu tinha medo dos silêncios. Era entre eles que eu ficava a pensar, que o raio ia cair ali no meu quarto. "É agora. Agora. É agora. Agora. Agora." Tornava-se difícil respirar.
Descansava quando ouvia o som de mais um trovão. Por momentos a minha mente não se iria fixar no silêncio fazendo o meu corpo paralizar tal o medo de um momento para o outro sentir um raio cair ali no meu quarto. É indescritível o pânico que eu era capaz de sentir com tudo isto.
[Vou procurar mais folhas com formas que me façam sorrir.]
Tanto tempo passou desde esses dias. Mas não o suficiente para os ataques de pânico desaparecerem totalmente. Não me refiro a estes medos psicológicos. Estes pensamentos que me torturavam literalmente até que ficasse calmo. Desta vez os ataques voltaram a nível emocional. Desta vez eles estão de volta com medos bem reais.
Surgem quando me cruzo no espelho e me obrigam a parar.
Fico a olhar fixamente para quem vejo no espelho. Muitas vezes esqueço-me como sou e de como devo roçar a estupidez no dia a dia. Dentro da minha cabeça começam por surgir opiniões. Olho-me com raiva, outras vezes com tristeza. Olho-me como se fosse outra pessoa que eu gostasse de interagir e de beijar. Não por admiração pelo que vejo. Pelo contrário. Para que, por um dia, quem vejo recebesse um abraço com amor, que nunca iria ser quebrado. De um amor muitas vezes disfarçado de ódio quando penso em mim sem me ver. É tudo mais simples quando me olho ao espelho e consigo ler no meu olhar como me odeio. Nas outras vezes, o cabelo parece incomodar, os detalhes do rosto mostram alguém inacabado, que com o tempo se irá tornar no que nunca quis ser. Será mais um rosto envelhecido sem histórias para contar.
Surgem palavras que me foram dirigidas, começam cada vez a ganhar mais e mais razão á medida que me olho. E de repente sinto nojo. É isto que conseguem ver quando me olham na rua? Talvez seja por ser isto que tudo o que me aconteceu na vida acabou por acontecer. Todos os insultos que nunca me fizeram magoam. Fazem com que se torne difícil respirar. Tenho que tentar arranjar uma forma de olhar para mim e conseguir ver algo que me dê esperança.
Estes novos ataques não acontecem apenas pela imagem que vejo no espelho. Acontecem pelo o que a imagem do espelho passou. Pelo que os olhos da pessoa do espelho foram obrigados a ver vezes e vezes sem conta. É a profunda tristeza e a frustração de ser alguém que quando olha para ele mesmo apenas consegue ver uma dor de quem já tentou de todas as formas viver, mesmo em tentar não o fazer.
São os olhos verdes de raiva, a pele estragada por genes longe da perfeição, os lábios que nem um sorriso agradável para quem o vê são capazes de o fazer, as várias dependências que apereceram, a família e a falta dela, a confiança e a falta dela, os 19 anos recheados de dor, a cama fria, o teclado sujo, a caneta preta e o caderno azul, a guitarra desafinada, a janela sempre com a mesma paisagem, o autocarro atrasado. Tudo se junta num só pensamento que é lido vezes sem conta de uma forma confusa pela voz do meu pensamento e aos poucos é capaz de me causar um desconforto comigo mesmo.
E doi a falta do abraço que NUNCA tive. Doi o facto de quanto mais tempo passa, mais magoa. Doi o facto de eu ter que viver a vida desta forma e não ser capaz de o fazer de outro modo. Porque durante anos que me olho e nada mudou. A esperança acaba por aparecer, é ela que faz o ataque passar, mas demora a aparecer. Os ataques acabam por voltar.
Estes ataques de pânico magoam permanentemente. Os anteriores eram apenas medos de criança.
[Diz-se tanta coisa nos momentos em que se escapam palavras.]
Preciso cortar o cabelo.
terça-feira, junho 21, 2005
I have no right [you know you're right]
Não existem palavras, apenas imagens.
Fala-se de tudo e do nada.
Cruzam-se olhares e escapam-se palavras.
Existe tanta coisa que ao mesmo tempo não pode existir nada.
E aqui deitado os violinos desafinados começam a sua sinfonia.
Fala-se de tudo e do nada.
Cruzam-se olhares e escapam-se palavras.
Existe tanta coisa que ao mesmo tempo não pode existir nada.
E aqui deitado os violinos desafinados começam a sua sinfonia.
quarta-feira, junho 15, 2005
O som do silêncio
Lá estava eu a dormir até tarde novamente.
Da janela já a claridade invadia o quarto e eu entre os lençóis, encolhia o meu corpo e escondia a cabeça debaixo da almofada. Eram os malditos pássaros com o mesmo chilrear de sempre que anunciam os dias quentes. Por momentos existe uma sensação de paz quando me concentro no meu corpo. Não se mexe um centímetro e sinto um silêncio que me preenche a mente de tal modo que me relaxa. Penso para mim que são destes momentos que as pessoas deviam viver.
A porta do quarto abre-se lentamente e consigo ouvir o som das roupas que se mexem até mim. Sentam-se na cama e permanecem em silêncio.
Dizem-me que já é de tarde e perguntam se me doi a cabeça. E lentamente digo um não com a cabeça.
Perco a noção do tempo, e por momentos adormeci, talvez minutos, talvez segundos. Quando dou por mim seguram a minha mão. Agarram a palma da minha mão e dizem que gostam de olhar para as mãos das pessoas. Confessam que as minhas são bonitas. Quase num gesto bonito e carinhoso sinto os meus dedos lentamente, desfarçadamente, tentando agarrar a outra mão que segura na minha palma.
Dizem-me que está um dia bonito. Não devia estar ali. Não solto uma palavra, nem um único som. Nem a minha mente é capaz de pensar em algo para dizer a ela mesma. Só uns pequenos murmúrios.
Voltam a prestar sentido à minha mão, acariciam o espaço entre os dedos suavemente e mais uma vez aparece um longo silêncio que quase nos faz ouvir o planeta a girar.
São nestes momentos que imagino como é estar no céu azul, a olhar para baixo, ouvindo o som do silêncio.
Em estar num lugar ou ambiente completamente diferente onde já seja noite e ninguém esteja na rua mas onde esse silêncio exista.
A voz volta a falar dizendo que há algo de errado. Mal ouvem o coração bater. E o fim está muito próximo.
É feita mais uma carícia na minha mão e rapidamente a recolho para dentro dos lençóis.
Solto um longo e escondido suspiro e fecho os olhos com força na vontade de esquecer tudo o que tenho dentro da minha cabeça ou cair num sono longe de memórias.
Da janela já a claridade invadia o quarto e eu entre os lençóis, encolhia o meu corpo e escondia a cabeça debaixo da almofada. Eram os malditos pássaros com o mesmo chilrear de sempre que anunciam os dias quentes. Por momentos existe uma sensação de paz quando me concentro no meu corpo. Não se mexe um centímetro e sinto um silêncio que me preenche a mente de tal modo que me relaxa. Penso para mim que são destes momentos que as pessoas deviam viver.
A porta do quarto abre-se lentamente e consigo ouvir o som das roupas que se mexem até mim. Sentam-se na cama e permanecem em silêncio.
Dizem-me que já é de tarde e perguntam se me doi a cabeça. E lentamente digo um não com a cabeça.
Perco a noção do tempo, e por momentos adormeci, talvez minutos, talvez segundos. Quando dou por mim seguram a minha mão. Agarram a palma da minha mão e dizem que gostam de olhar para as mãos das pessoas. Confessam que as minhas são bonitas. Quase num gesto bonito e carinhoso sinto os meus dedos lentamente, desfarçadamente, tentando agarrar a outra mão que segura na minha palma.
Dizem-me que está um dia bonito. Não devia estar ali. Não solto uma palavra, nem um único som. Nem a minha mente é capaz de pensar em algo para dizer a ela mesma. Só uns pequenos murmúrios.
Voltam a prestar sentido à minha mão, acariciam o espaço entre os dedos suavemente e mais uma vez aparece um longo silêncio que quase nos faz ouvir o planeta a girar.
São nestes momentos que imagino como é estar no céu azul, a olhar para baixo, ouvindo o som do silêncio.
Em estar num lugar ou ambiente completamente diferente onde já seja noite e ninguém esteja na rua mas onde esse silêncio exista.
A voz volta a falar dizendo que há algo de errado. Mal ouvem o coração bater. E o fim está muito próximo.
É feita mais uma carícia na minha mão e rapidamente a recolho para dentro dos lençóis.
Solto um longo e escondido suspiro e fecho os olhos com força na vontade de esquecer tudo o que tenho dentro da minha cabeça ou cair num sono longe de memórias.
terça-feira, junho 07, 2005
Eu odeio-me
Mas se conseguisse, gostava de poder beijar o rosto que vejo no espelho quando estou bem próximo dele, só pelo olhar que me dá e que entra dentro de mim.
sábado, junho 04, 2005
Punk rock is freedom
São 4 da manhã e acabei de chegar a casa. Deixei de parte os textos intelectuais e limito-me à minha estupidez.
Descobri o que quero fazer, o que quero de mim mesmo e é ser livre.
É pegar num carro durante a noite e viajar nas ruas desertas do Porto. É imaginar o Darth Vader a tropeçar na sua capa enquanto caio lentamente para frente com tanto riso e me apercebo como estou a ser estupido. Quero ouvir os sons das ruas desertas que toda a gente ignora quando estão ocupados demais a descansar a mente mas ao mesmo tempo abrem caminho para aqueles que nunca se enquadram em lado nenhum. Para aqueles que preferem viver onde pouca gente existe e os que existem percebem a nossa vontade de viver.
Levem-me embora, estou disposto a tudo. Roubem um carro, tropecem e riam ás gargalhadas mas continuem a fugir e não se esqueçam de me dar boleia. Levo roupa para uns dias e dinheiro para pequenas refeições. Deixo para trás as velhas preocupações e levo comigo a vontade de viver. Que se cruzem olhares e que olhos transmitam a felicidade que pouca gente entende. Levo comigo quem quero, como quero e o futuro é meu.
Que venham as dificuldades e os problemas, irei saborear a vitória quando os ultrapassar com um pequeno sorriso dado para a calçada. Que se durma durante o dia e à noite se navegue. Que a brisa morna me acaricie a cara e com os olhos fechados consiga ouvir onda a onda a quebrar. Que se ouça os risos de quem brinca na areia.
São adolescentes.
PUNK ROCK IS FREEDOM
Descobri onde encontro a liberdade para expandir o meu ser e esse lugar é no vazio que os outros criam.
Descobri o que quero fazer, o que quero de mim mesmo e é ser livre.
É pegar num carro durante a noite e viajar nas ruas desertas do Porto. É imaginar o Darth Vader a tropeçar na sua capa enquanto caio lentamente para frente com tanto riso e me apercebo como estou a ser estupido. Quero ouvir os sons das ruas desertas que toda a gente ignora quando estão ocupados demais a descansar a mente mas ao mesmo tempo abrem caminho para aqueles que nunca se enquadram em lado nenhum. Para aqueles que preferem viver onde pouca gente existe e os que existem percebem a nossa vontade de viver.
Levem-me embora, estou disposto a tudo. Roubem um carro, tropecem e riam ás gargalhadas mas continuem a fugir e não se esqueçam de me dar boleia. Levo roupa para uns dias e dinheiro para pequenas refeições. Deixo para trás as velhas preocupações e levo comigo a vontade de viver. Que se cruzem olhares e que olhos transmitam a felicidade que pouca gente entende. Levo comigo quem quero, como quero e o futuro é meu.
Que venham as dificuldades e os problemas, irei saborear a vitória quando os ultrapassar com um pequeno sorriso dado para a calçada. Que se durma durante o dia e à noite se navegue. Que a brisa morna me acaricie a cara e com os olhos fechados consiga ouvir onda a onda a quebrar. Que se ouça os risos de quem brinca na areia.
São adolescentes.
PUNK ROCK IS FREEDOM
Descobri onde encontro a liberdade para expandir o meu ser e esse lugar é no vazio que os outros criam.
quarta-feira, junho 01, 2005
Despertar
Começo por ouvir o som do rio que passa mesmo aqui ao lado e tento abrir os olhos.
Sinto-me sensível a cada detalhe à medida que desperto e me tento levantar do chão. Abro o meu abrigo e deparo-me com uma fria névoa matinal que inspiro. Observo o cenário cinzento que me rodeia e sinto a leve brisa que faz com que as folhas se toquem umas nas outras. Os primeiros passáros começam a chilrear e todos os sons se misturam criando o ambiente que desde sempre sonhei.
Enquanto aprecio a serenidade que finalmente me foi oferecida, uma mão morna agarra o meu pulso e puxa-me novamente para dentro. Vamos dormir.
Sinto-me sensível a cada detalhe à medida que desperto e me tento levantar do chão. Abro o meu abrigo e deparo-me com uma fria névoa matinal que inspiro. Observo o cenário cinzento que me rodeia e sinto a leve brisa que faz com que as folhas se toquem umas nas outras. Os primeiros passáros começam a chilrear e todos os sons se misturam criando o ambiente que desde sempre sonhei.
Enquanto aprecio a serenidade que finalmente me foi oferecida, uma mão morna agarra o meu pulso e puxa-me novamente para dentro. Vamos dormir.
sexta-feira, maio 27, 2005
Madrugada
Acordo sempre com o mesmo som.
Sempre com a mesma respiração no meu ouvido. Mantenho-me sempre imóvel, com a cara húmida de lágrimas, encolhido, totalmente debaixo dos lençóis. Até que no quarto se sente movimento. Fecho os olhos com força e o colchão começa novamente a dar de si. Os lençóis começam a encostar-se mais ao meu corpo. Sinto as minhas costas frias, uma sensação de abraço e ouço novamente o mesmo suspiro ao meu lado.
O meu anjo da guarda chega sempre tarde demais.
Sempre com a mesma respiração no meu ouvido. Mantenho-me sempre imóvel, com a cara húmida de lágrimas, encolhido, totalmente debaixo dos lençóis. Até que no quarto se sente movimento. Fecho os olhos com força e o colchão começa novamente a dar de si. Os lençóis começam a encostar-se mais ao meu corpo. Sinto as minhas costas frias, uma sensação de abraço e ouço novamente o mesmo suspiro ao meu lado.
O meu anjo da guarda chega sempre tarde demais.
domingo, maio 22, 2005
O perigo da montanha
No topo de uma montanha aparece sempre uma maior
Esta realidade assusta.
Combatemos com o que temos, sofrendo e sorrindo, chorando ou abrançando, dá-mos o nosso melhor e todo o percurso nos dá prazer, faz-nos sentir vivos. Quando atingimos o topo, tudo acaba. O percurso acaba, a adrenalina e a sensação de que vivemos a nossa vida ao máximo desaparece.
É lá em cima, deitados na pedra de uma caverna fria, completamente sozinhos, que ouvimos as tais palavras.
No topo de uma montanha aparece sempre uma maior.
A sensação de abandono e solidão consegue aumentar depois de tais palavras. Poderia tomar tudo como um desafio, como uma nova oportunidade de sentir toda a felicidade novamente. Mas eu acredito que em todas as montanhas, quando chegámos lá em cima está frio.
Tão frio que nos congelam as lágrimas e apenas conseguimos soltar pequenos gemidos que ecoam na fria caverna.
Todas as montanhas nos ferem quando atingimos o topo, quando nos julgamos no topo do mundo. E eu não sou um daqueles que continua a subir a seguinte que dizem aparecer além. Porque eu sei, que quando mais alta ela for, quanto mais alto for o cume, mais dificuldade terei em respirar. Para além da dor e do vazio, não me consigo sujeitar a chegar ao topo de outra para que a dor seja tanta que não consigue respirar.
Eu nunca subi tão alto.
Continuo dentro da caverna.
E com os meus olhos fechados subo a mesma montanha todos os dias. É o suficiente para me matar lentamente.
Esta realidade assusta.
Combatemos com o que temos, sofrendo e sorrindo, chorando ou abrançando, dá-mos o nosso melhor e todo o percurso nos dá prazer, faz-nos sentir vivos. Quando atingimos o topo, tudo acaba. O percurso acaba, a adrenalina e a sensação de que vivemos a nossa vida ao máximo desaparece.
É lá em cima, deitados na pedra de uma caverna fria, completamente sozinhos, que ouvimos as tais palavras.
No topo de uma montanha aparece sempre uma maior.
A sensação de abandono e solidão consegue aumentar depois de tais palavras. Poderia tomar tudo como um desafio, como uma nova oportunidade de sentir toda a felicidade novamente. Mas eu acredito que em todas as montanhas, quando chegámos lá em cima está frio.
Tão frio que nos congelam as lágrimas e apenas conseguimos soltar pequenos gemidos que ecoam na fria caverna.
Todas as montanhas nos ferem quando atingimos o topo, quando nos julgamos no topo do mundo. E eu não sou um daqueles que continua a subir a seguinte que dizem aparecer além. Porque eu sei, que quando mais alta ela for, quanto mais alto for o cume, mais dificuldade terei em respirar. Para além da dor e do vazio, não me consigo sujeitar a chegar ao topo de outra para que a dor seja tanta que não consigue respirar.
Eu nunca subi tão alto.
Continuo dentro da caverna.
E com os meus olhos fechados subo a mesma montanha todos os dias. É o suficiente para me matar lentamente.
domingo, maio 01, 2005
Every Day Looks Exactly The Same
E se tudo o que vives fosse apenas um sonho?
E a realidade se encontre escondida na tua própria sombra?
Os teus deuses não passam de meros impostores conhecedores da verdade absoluta escondida por Aqueles Que Não Conhecemos.
As recordações estão presentes na tua memória. Para ser feliz basta formatá-la quando necessário.
O poder da mente do ser humano está limitado devido ao seu corpo. Só não evoluí mais porque não tem recursos.
Todos os seres humanos estão ligados. Tu existes de várias formas. O teu ser não é apenas unidimensional. Tu existes na mente do teu pai, da tua mãe, do teu irmão, do teu melhor amigo, do teu amigo. Existes de uma forma diferente em diferentes mentes, tens diferentes identidades em diferentes mentes.
Todos te veêm de maneira diferente. Todos te veêm a andar, com as tuas roupas, o teu olhar, as tuas costas, de uma maneira que nunca poderás conhecer. Não podes julgar que te conheces. Não sabes como as outras pessoas te podem conhecer. Já te viste passar por ti mesmo? Eles já te viram passar por eles. Eles conhecem-te de uma forma que tu nunca vais conhecer.
Para aqueles que não te conhecem, simplesmente não existes.
What if everything around you
Isn't quite as it seems?
What if all the world you think you know
Is an elaborate dream
Tudo começa quando questionas o que é ou não real. Se encontras uma ponta de verdade começas a ser observado.
Não podemos ter medo de entrar no quarto escuro nem de uma mão que nos possa agarrar. Essa mão pode salvar-nos de algo que nem em sonhos imaginamos.
E se o teu corpo não fosse preciso para viveres? Se depois de dispensares o teu corpo ficasses ocorrente de uma dimensão que existe sob a que anteriormente vivias? Começavas a viver nas sombras do mundo real. Mas qual é o real?
When you look at your reflection
Is that all you want to be?
What if you could look right through the cracks
Would you find yourself... find yourself afraid to see
De onde vieste mesmo?
Tenta entrar no teu inconsciente e surpreende-te. Passa para o outro lado. E junta-te a uma comunidade de pessoas que partilham os mesmos interesses que tu. Que estão ligadas a ti e tu a elas.
Com o tempo vais descobrindo que essa comunidade está cada vez maior, cada vez mais real... Mas como é que nunca ninguém falou nela?
É secreta. Existem partes que não precisam de ser desvendadas. Podes ter conhecimento dela até um certo ponto.
A tua vida, a tua rotina é cada vez mais monótona. E começas a reparar no que te rodeia de outra forma.
Tudo parece mais morto do que quando te ligas a ti mesmo e és quem queres ser.
O problema é que me encontrei com o meu eu que existe na mente de quem me conhece. Tive a força para os eliminar, mas no dia seguinte era um desconhecido para toda a gente.
Pela primeira vez, deus falou comigo e disse que eu era uma das suas belas criações, que lutava pela verdade. Estes assuntos assustam-me e por isso volto ao meu dia-a-dia. Dia-a-dia que cada vez mais me mostra manifestações do mundo que descobri para além do que toda a gente conhece. Mesmo as pessoas que já não existem neste mundo existem no outro. E quando todos os elementos necessários surgem, acontecem as aparições de quem já não está presente neste mundo mas continua no outro.
No mundo que eu e tu vivemos existem pessoas que estão cientes dos problemas que existem entre este e o outro mundo, e existem uns que lutam por uma união dos dois e outros que tentam impedir que toda a raça humana assista horrorizada a uma verdade que não precisa de conhecer.
Porque não precisámos de saber toda a verdade. Aqui temos algo que construímos e que vivemos. O oposto do que acontece no mundo escondido onde as coisas simplesmente são como sempre foram. Onde não existem corpos mas sim forças, não existem vozes mas sim pensamentos que se inserem automáticamente na nossa mente e respondemos sem sequer nos apercebermos disso.
O nosso corpo é apenas um holograma do nosso ser. Uma representação física.
Fiquei muito baralhado quando toda esta informação foi-me descodificada. No meu dia a dia, tudo tão normal que assustava e quando adormecia, ou acordava, mais enigmas surgiam.
What if all the world's inside of your heart
Just creations of your own
Your devils and your gods
All the living and the dead
And you really are alone
Começas a pensar para ti mesmo se o que vives agora é apenas uma continuação daquilo que vives quando te ligas a ti mesmo. Se o mundo real é uma fachada. E se tudo isto é apenas um sonho gerido por um deus? Se todas as sensações que temos acesso, se todas as cores, todos os sons que conhecemos são aperfeiçoamentos de realidades extintas por deus? E quem é deus? Quem criou deus?
Deus foi o primeiro de nós a acreditar que este mundo era uma farsa e atravessou para o outro lado definitivamente.
Da sombra, gere o nosso mundo e só é considerado um deus porque tem pessoas que o louvam. Sem crentes não existe um deus.
É um falso deus porque não criou nada. Aperfeiçoou. Aperfeiçoou aquilo que já estava criado. Deus sabe que não é o criador. Sabe que é representado como um ser superior entre nós e aproveita-se disso. Porque o lugar dele nunca foi aquele. E os seus fiéis, aqueles que espalham a sua palavra secretamente querem dominar este lado também.
Eu fui criado para cumprir um objectivo. Enfrentar deus.
Acabarei com a presença dele no outro lado quando o questionar sobre a sua existência e equilibrarei os dois mundos de forma a que um sirva para viver e outro seja o programa que é, para gerir tudo aquilo que hoje conhecemos deste lado.
Mas até lá todos podemos fazer uma visita mais aprofundada.
You can live in this illusion
You can't choose to believe
You keep looking but you can't find the words
Now you're hiding in your dreams
Todos nós estamos escondidos neste sonho.
E a realidade se encontre escondida na tua própria sombra?
Os teus deuses não passam de meros impostores conhecedores da verdade absoluta escondida por Aqueles Que Não Conhecemos.
As recordações estão presentes na tua memória. Para ser feliz basta formatá-la quando necessário.
O poder da mente do ser humano está limitado devido ao seu corpo. Só não evoluí mais porque não tem recursos.
Todos os seres humanos estão ligados. Tu existes de várias formas. O teu ser não é apenas unidimensional. Tu existes na mente do teu pai, da tua mãe, do teu irmão, do teu melhor amigo, do teu amigo. Existes de uma forma diferente em diferentes mentes, tens diferentes identidades em diferentes mentes.
Todos te veêm de maneira diferente. Todos te veêm a andar, com as tuas roupas, o teu olhar, as tuas costas, de uma maneira que nunca poderás conhecer. Não podes julgar que te conheces. Não sabes como as outras pessoas te podem conhecer. Já te viste passar por ti mesmo? Eles já te viram passar por eles. Eles conhecem-te de uma forma que tu nunca vais conhecer.
Para aqueles que não te conhecem, simplesmente não existes.
What if everything around you
Isn't quite as it seems?
What if all the world you think you know
Is an elaborate dream
Tudo começa quando questionas o que é ou não real. Se encontras uma ponta de verdade começas a ser observado.
Não podemos ter medo de entrar no quarto escuro nem de uma mão que nos possa agarrar. Essa mão pode salvar-nos de algo que nem em sonhos imaginamos.
E se o teu corpo não fosse preciso para viveres? Se depois de dispensares o teu corpo ficasses ocorrente de uma dimensão que existe sob a que anteriormente vivias? Começavas a viver nas sombras do mundo real. Mas qual é o real?
When you look at your reflection
Is that all you want to be?
What if you could look right through the cracks
Would you find yourself... find yourself afraid to see
De onde vieste mesmo?
Tenta entrar no teu inconsciente e surpreende-te. Passa para o outro lado. E junta-te a uma comunidade de pessoas que partilham os mesmos interesses que tu. Que estão ligadas a ti e tu a elas.
Com o tempo vais descobrindo que essa comunidade está cada vez maior, cada vez mais real... Mas como é que nunca ninguém falou nela?
É secreta. Existem partes que não precisam de ser desvendadas. Podes ter conhecimento dela até um certo ponto.
A tua vida, a tua rotina é cada vez mais monótona. E começas a reparar no que te rodeia de outra forma.
Tudo parece mais morto do que quando te ligas a ti mesmo e és quem queres ser.
O problema é que me encontrei com o meu eu que existe na mente de quem me conhece. Tive a força para os eliminar, mas no dia seguinte era um desconhecido para toda a gente.
Pela primeira vez, deus falou comigo e disse que eu era uma das suas belas criações, que lutava pela verdade. Estes assuntos assustam-me e por isso volto ao meu dia-a-dia. Dia-a-dia que cada vez mais me mostra manifestações do mundo que descobri para além do que toda a gente conhece. Mesmo as pessoas que já não existem neste mundo existem no outro. E quando todos os elementos necessários surgem, acontecem as aparições de quem já não está presente neste mundo mas continua no outro.
No mundo que eu e tu vivemos existem pessoas que estão cientes dos problemas que existem entre este e o outro mundo, e existem uns que lutam por uma união dos dois e outros que tentam impedir que toda a raça humana assista horrorizada a uma verdade que não precisa de conhecer.
Porque não precisámos de saber toda a verdade. Aqui temos algo que construímos e que vivemos. O oposto do que acontece no mundo escondido onde as coisas simplesmente são como sempre foram. Onde não existem corpos mas sim forças, não existem vozes mas sim pensamentos que se inserem automáticamente na nossa mente e respondemos sem sequer nos apercebermos disso.
O nosso corpo é apenas um holograma do nosso ser. Uma representação física.
Fiquei muito baralhado quando toda esta informação foi-me descodificada. No meu dia a dia, tudo tão normal que assustava e quando adormecia, ou acordava, mais enigmas surgiam.
What if all the world's inside of your heart
Just creations of your own
Your devils and your gods
All the living and the dead
And you really are alone
Começas a pensar para ti mesmo se o que vives agora é apenas uma continuação daquilo que vives quando te ligas a ti mesmo. Se o mundo real é uma fachada. E se tudo isto é apenas um sonho gerido por um deus? Se todas as sensações que temos acesso, se todas as cores, todos os sons que conhecemos são aperfeiçoamentos de realidades extintas por deus? E quem é deus? Quem criou deus?
Deus foi o primeiro de nós a acreditar que este mundo era uma farsa e atravessou para o outro lado definitivamente.
Da sombra, gere o nosso mundo e só é considerado um deus porque tem pessoas que o louvam. Sem crentes não existe um deus.
É um falso deus porque não criou nada. Aperfeiçoou. Aperfeiçoou aquilo que já estava criado. Deus sabe que não é o criador. Sabe que é representado como um ser superior entre nós e aproveita-se disso. Porque o lugar dele nunca foi aquele. E os seus fiéis, aqueles que espalham a sua palavra secretamente querem dominar este lado também.
Eu fui criado para cumprir um objectivo. Enfrentar deus.
Acabarei com a presença dele no outro lado quando o questionar sobre a sua existência e equilibrarei os dois mundos de forma a que um sirva para viver e outro seja o programa que é, para gerir tudo aquilo que hoje conhecemos deste lado.
Mas até lá todos podemos fazer uma visita mais aprofundada.
You can live in this illusion
You can't choose to believe
You keep looking but you can't find the words
Now you're hiding in your dreams
Todos nós estamos escondidos neste sonho.
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